Sarah Silverman

Tenho de vos dizer que a prosa poética desta canção tem um conteúdo subliminar intríseco, que reporta aos idos e gloriosos temas da emancipação feminina, não na vertente queima-de-soutiens, mas antes sufragista pura e dura, sem prejuízo da moderníssima afectação à canção-protesto, a que se pode juntar uma pincelada de ironia bem ao jeito da comunidade artística judaica norte-americana, a cujas fileiras Sarah Silverman pertence, claro, em disputa acérrima com as outras duas comunidades pelo controlo da indústria musical – a african-american e a gay-american -, resultando neste prodigioso exercício de estilo para o qual recruta com grande oportunidade o wonder boy da sétima arte Matt Damon e o apresentador Jimmy Kimmel para mais um dos seus retratos da complexidade da vida afectiva dos nossos dias.

Agora a sério: vejam tudo dela, que vale a pena.