Resposta do Noise a este post:
A propósito: “[…] Quanto à preguiça de começar o sexo, isso é mais comum do que a gente pensa. A maioria das pessoas, hoje em dia, vai para a cama na hora em que está morrendo de sono. Aí, bate mesmo aquela preguiça. Nessa hora, o desejo e o prazer sexual acabam ficando para segundo plano.
Não faço ideia de que camelo escreveu isto, amiga, mas a coisa cai pela base no facto de 4 dos 10 medicamentos mais receitados nos EUA (e 2 dos mais receitados na Europa) serem anti-depressivos com o efeito de, entre outros, provocarem SONOLÊNCIA! Ou seja, a malta passa as noites acordada, com insónia, a ponto de ter de se pastilhar para o soninho vir. Portanto, amiga, convenhamos que o problema de base é mesmo a falta de uma boa selvática fuck e não o excesso de soninho, certo? Certoooooooooo. Por outro lado o processo auto-erótico de reflexo excitatório inibe o sono. Um exemplo clássico de uma categoria profissional de pessoas que dorme muito menos do que as restantes é a dos actores porno. Quatro horas por noite! Portanto, há que pensar que, se o que espera alguém na cama é algo de jeito (algo, pode não ser alguém, mas algo em termos de qualidade), não me parece que a pessoa aterre ao lado da outra, role e entre em transe de soninho…
Além disso, o sexo, como processo do qual o contacto físico é elemento cumulativo, não começa quando o casal chega à cama. Começa na cozinha quando ela é abandonada a um conjunto de muito pouco eróticas tarefas. Começa na auto-estima que ele mina, começa no resultado do último contacto sexual, que eventualmente foi satisfatório para ele mas para ela foi apenas a re-edição da mesma merda que lhe tem sido servida há anos. Tipo… amiga, o sexo não começa na cama…
Exemplo: a amiga lisboeta que fiz graças ao teu link naquele post do “Noise, tas aí?”. Ela sabia que eu sabia como lidar com a diferença de cada pessoa, portanto só não lhe daria prazer se fosse um gajo mauzinho. Saber algo e não agir em função desse conhecimento é ser mauzinho, muito mauzinho. Isto permitiu que dois seres humanos perfeitamente desconhecidos tirassem um do outro uma elevada satisfação! Ora o problema aclarado no tal textozito leva a pensarmos no mecanismo contrário. Pessoas que têm tanta certeza da falta de qualidade e tão pouca esperança na ocorrência de qualidade que simplesmente não lhes interessa arriscar. Ou arriscam para despejar os tomates (eles) ou arriscam para ter a certeza de que o casamento não é apenas uma fachada (elas). Sendo assim, não me parece que a preguiça seja uma equação muito preocupante…
Reverter esse quadro é, sem dúvida, algo muito positivo para a pessoa e para o casal. Algumas mudanças de hábito podem ajudar, como deitar meia hora mais cedo. Parece simples? Mas é mesmo. Sentir desejo tem a ver com o fato de se preparar para o sexo – e não deixá-lo como a última opção.
Looooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooool… Meia hora mais cedo e a cena passa de flácida a entesoada??? Andam os malandros dos sex-psis a arrastar as pessoas para penosos processos de confrontação e auto-confrontação, de reconstrução e, afinal, a solução é aquela meia-horita? Mentalização? Tipo, repetir “eu vou foder” 300 vezes vai resolver o problema? E já agora, como é que metemos o casalito na cama mais cedo? Aquela roupa que está por passar, para a mulher no casal médio, aquele banho em que ela finalmente repousa das canseiras do dia, aquele momento em que ele pode estar online com mulheres 10 anos mais novas do que a esposa e muito mais disponíveis para o sexo - é aí que vamos tirar a meia-hora? O camelo que escreveu isto pensou por acaso que hoje em dia uma cama é quase território armadilhado para um casal? Porque se se for demasiado cedo, a pessoa vai começar a falar do seu dia chato. Porque se se for demasiado cedo a pessoa vai tentar mais frequentemente dizer-me o que fizemos mal ou recriminar-nos de algo. Porque se formos mais cedo a pessoa vai estar a ler um livro e ficamos ali acordados com a merda da luz que não no deixa dormir. Pois… a realidade infelizmente não é muito boa amiga da opinião avalizada dos blogues ; ))
Outra forma de lidar com a preguiça sexual é reservar mais momentos para saborear a vida. Um exemplo interessante: jantar com os amigos pode ser uma boa ocasião para flertar com o próprio parceiro. E esse clima de namoro e sedução atiça o desejo. Outra dica: escolher programas divertidos também é ótimo: você relaxa, dá risadas e vai para a cama mais eufórica – e mais predisposta ao sexo. A preguiça? Nesse caso, é ela que fica para segundo plano.” (Terra - Sexo e Namoro)
Jantar com amigos??? Desculpa, mas esta malta está a falar a sério ou são mesmo pessoas mentalmente incapazes? Qual é a primeira coisa que acontece numa jantar de casais hetero na Tuga, mal o casal visitante chega? Gajas para um lado e gajos para o outro! E assim permanece até ao fim do jantar! A mulher não chega ao fim do jantar com saudades do marido, chega ainda mais ressentida com ele por todo o comportamento de macho que teve para com ela colando-se ao marido da amiga e portando-se como se fosse adolescente outra vez! E desde quando é que umas risadas de podre de bêbado são prenúncio para o sexo? É que das vezes em que fui jantar a casa de casais tugas, o casal visitado fartou-se de beber, com o alívio de não irem conduzir, portanto… Please…
A minha opinião está dada. Não sei até que ponto concordas, mas se não concordares é a vida ; ) Felizmente só um de nós tem de viver com a cruel realidade do conhecimento profundo dos lençóis lusitanos ; ))))))))))

3 comments
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Março 24, 2008 às 12:06 pm
tangas
noisesinho, eu preferia que me falasses dos lençóis das lusitanas…
). mas eu perguntei-te e quando pergunto quero sempre ouvir a resposta.
mas sabes que eu concordo com muitas das coisas que dizes, porque até sabes o que dizes (nem sempre, mas às vezes até demais
outras vezes acho que o facto de seres sexólogo é que te tira um pouco da realidade. mas pronto, são ossos que vêm com o ofício
agora, para me justificar (shame on me…) aquilo foi mesmo para puxar a tua resposta ó puto podre de giro…
Março 26, 2008 às 2:12 am
andorinha
Concordo com o miúdo, à excepção do último excerto
Um jantar de amigos não tem que ser, forçosamente, um jantar entre casais.
E pode ser um excelente afrodisíaco, sim. É preciso é saber aproveitar as circunstâncias:))))
Mas convenhamos que o miúdo, para a idade que tem, até sabe umas coisas…..:))) Loool
Bjs.
P.S. “Meia hora mais cedo e a cena passa de flácida a entesoada?” Looooooooooooooooooooooooooooooooooooooool
Março 26, 2008 às 10:03 am
tangas
andorinha, o miúdo é o máximo!