Solange F., apresentadora do programa de TV Curto Circuito, exibido pelo canal português SIC, assumiu sua homossexualidade no último final de semana, em uma reportagem da revista “Única” intitulada “Lésbicas, e muito mulheres”. Na reportagem, mais cinco mulheres lésbicas revelaram suas orientações sexuais.

Para o presidente do grupo Opus Gay, Antônio Serzedelo, a decisão de Solange é de “se tirar o chapéu”, pois suas afirmações vêm “romper com a pouca visibilidade que as lésbicas ainda possuem na sociedade portuguesa”. Segundo Marita Ferreira, dirigente da associação portuguesa Tangas Lésbicas, a atitude de Solange foi muito positiva. “Por ser uma mulher bonita, ela vem colocar em causa o preconceito de que lésbicas são feias e gostam de mulheres porque os homens não as querem”, disse.

Para a própria Solange, “ninguém tem o direito de julgar seja quem for”. Na reportagem publicada pela revista Única, a apresentadora afirma que conhece muitas meninas que foram expulsas de suas casas por terem se assumido homossexuais.
Solange acredita também que por apresentar um programa para jovens, suas revelações sejam ainda mais relevantes.

Agora que fui promovida a dirigente, vocês vejam lá… Também gosto da interpretação livre que o João Saramago fez do que eu lhe disse. Afinal, não se pode pedir a uma pessoa que sempre viu o mundo a preto e branco que, de um dia para o outro, distinga brilhantemente cada uma das cores do arco-íris. Fica a certeza de que é, pelo menos, um jornalista sério (conheço-o desde que começou a estagiar no Correio da Manhã) e que se preocupou em escrever uma peça coerente a partir da ingrata tarefa de ‘matar’ a reportagem da Única à razão de comentários de terceiros.