A propósito deste deslumbrante post, Cor de rosa, recordei que pouco mais há tão dolorosamente desconcertante como a diferença de um filho. Será essa dor que sentem os pais dos homossexuais?
. OMG
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Março 31, 2008 às 10:50 am
Lover
Menina Tangas, obrigada por ter colocado aqui este link…tal como na outra “história”, a “dor da diferença” será no momento da notícia…porque depois não há diferença no Amor… (acredito eu nisto, mas não sou Mãe…apenas filha…)
Março 31, 2008 às 10:57 am
tangas
não me referia à diferença no amor, evidentemente, mas à dor de sentir o que o peso da diferença na carne da nossa carne. e se será isso que suscita às vezes as reacções irracionais dos pais dos homossexuais.
Março 31, 2008 às 11:05 am
Lover
ora beim, 2ª feira, e eu com problemas de expressão…depois de a hora ter mudado…hummm:)
( )
também não me queria referir às diferenças em amar os filhos “diferentes”, mas queria dizer, que o Amor lhes amenizará as “dores da diferença”…ainda que eu, e é só a minha opinião, não consigo ver os homossexuais, como diferentes como é um autista ou uma criança com trissomia21…
(espero ter conseguido fazer-me entender
Março 31, 2008 às 11:11 am
tangas
ora bem, menina lover

bateu onde queria bater o post
mas diferença é diferença. e é preciso educar para não haver diferenças mais ou menos bem aceites. e alguns pais também se devem educar…
Março 31, 2008 às 11:44 am
loveboat
olhe, por exemplo, o meu… que se sabe, deserda-me (não que isso me afecte, afecta mais a falta de amor)…
Março 31, 2008 às 11:55 am
tangas
mas é exactamente a perspectiva da falta de amor que nos mantém reféns dessa forma de abuso de poder.
e a chantagem não te amo se não fazes o que digo é uma coisa que me dá a volta às entranhas.
Março 31, 2008 às 12:04 pm
Lover
ainda bem que consegui bater onde o post queria bater (sem danos coletareais;))…
concordo plenamente, que os Pais também têm de ser educados, mas…não nos podemos esquecer do meio onde foram criados durante muito tempo…eu não sou lésbica, mas seguramente que já fiz os meus pais sofrerem por alguma escolha diferente…e tenho um pai super mente aberta e tive uma mãe que foi a minha melhor amiga, que respeitaram sempre as nossas escolhas, o que não significa que não sofressem com elas, lembro-me bem como a minha mãe sofreu quando decidi ir viver para “longe”…barafustou, amuou…mas teve tempo de respirar, entender e aceitar! Por isso, querida Tangas, acho que todos somos diferentes pelas escolhas que fazemos…a dimensaõ da dor será sempre em conformidade com o recipiente onde a colocam!;)
loveboat, seguramente pode ser difícil de inicio a aceitação pela parte do seu pai, a sua escolha…mas acredito que o amor esse não desaparece…dizia-me uma amiga muito querida há uns dias, sobre o dia do Pai, e a dias de ser Mãe pela segunda vez “(…) O amor que temos pelos nossos filhos é incondicional, visceral… já o que temos pelos nossos pais não tem necessariamente de o ser(…)”…mesmo que às vezes não seja fácilmente deslindado, acredito nisto!…tente uma boa conversa, com espaço a assimilação…o amor estará lá
(desculpe o atrevimento na minha opinião)
Março 31, 2008 às 12:38 pm
Lover
adenda: sobre o amor:
“tanga nº 6
… se ao olhar para ti me foge o chão, se se me enrola a língua quando tenho de falar contigo, se me atacam os suores frios e me torço da barriga, que importância tem o teu sexo?”…no amor, que importam as diferenças
Março 31, 2008 às 1:15 pm
tangas
Março 31, 2008 às 1:25 pm
loveboat
Lover, atreva-se, que o seu atrever tem graça… Acontece que uma boa conversa é coisa que nunca existiu e por este andar nunca existirá. O caso não se limita ao facto de eu me sentar e dizer “olha pai, eu gosto de mulheres…”, a relação pai/filha é sui generis, resume-se a grunhidos…lol
Março 31, 2008 às 2:40 pm
Lover
obrigada loveboat;)…entendo que nem sempre é fácil, eu sempre me senti uma privilegiada nesse aspecto comparativamente a todos os meus amigos…e mesmo assim houve sempre algumas desavenças…a minha relação como o meu pai, apesar da mente aberta dele, mas atenção, nem sempre foi assim, até porque sou a mais velha de 3 irmãs…foi um “abram Alas ao Nodi”… agora o amor não duvido que esteja lá, e acredito que num momento as barreiras caiem, com calma, respeito, aceitação que do outro lado a reacção no momento não seja a melhor, por uma “diferença” que o Pai possa encontrar…mas até tentar não saberá, loveboat…e não falo em querer chocar, falo em abordar, pense sempre que a comunicação é como um espelho…
…tenho 35 anos e não fumo em frente ao meu Pai, escondo, mas não lhe minto…simplesmente pelo facto que sei que o deixaria “triste” (porque o meu avô fumava muito e morreu de cancro no pulmão)…e sei que ele sabe…mas se há coisas que podemos omitir, há outras que devemos assumir…até ao dia de hoje, não me apaixonei por nenhuma mulher, mas não sei o dia de amanhã…mas sei que o amor, não sei nem gosto de esconder
mais um atrevimento à miss lover (e sabes, eu sei que falar é fácil, mas não custa tentar)
e menina Tangas, um
para si também!
Março 31, 2008 às 3:10 pm
Estrelaminha
como mãe digo-lhe que o amor supera tudo. como filha digo que temos que dar tempo e essencialmente respeitar.
Abril 1, 2008 às 12:58 pm
aNa
“(…) Será essa dor que sentem os pais dos homossexuais?”
tanguinhas my dear
esta frase não é perigosamente generalista?
Abril 1, 2008 às 1:07 pm
tangas
pode ser, menina iaNa, mas a intenção é questionar a origem da rejeição praticada por alguns pais. nem tudo o que parece é e às vezes a gente troca os pés pelas mãos e faz ao contrário do que quer fazer por impotência e incapacidade de fazer de outro modo. certo?
Abril 1, 2008 às 2:11 pm
aNa
até pode ser que sim.
mas tenho para mim que o bom senso e a determinação na abordagem das situações, sejam elas quais forem, ajudam bastante.
Abril 1, 2008 às 2:19 pm
tangas
mas sabe, certamente, que ser pai não vem com certificado e garantia de que se tem bom senso e determinação. nem sequer com um manual básico de instruções, tipo ser pai em dez lições sem mestre, porque parece que a única coisa que se lê é mesmo o sem mestre…
Abril 1, 2008 às 5:00 pm
aNa
por acaso eu até estava a falar do lado dos filhos…
eu é mais filhos, como imaginará da minha condição de filhinha única.
Abril 1, 2008 às 5:33 pm
tangas
o pior, menina iaNa, é que os filhos, a bem ou a mal, carregam pela vida toda as consequências do exemplo dos pais. únicos ou não, os pais são sempre os nossos modelos. quanto a si, é uma única muito especial, deixe lá… nem a estou a ver com maninhas ou manos. tratava-lhes do pêlo, com toda a certeza…
Abril 2, 2008 às 10:22 am
aNa
ó menina tangas… por favor… carrega quem não quer resolver o legado, ou não tem capacidade, desculpe lá!
agora falha-me o nome do autor, mas há uma expressão que diz “o que interessa não é o que os pais fizeram de nós; é o que é que nós fazemos, com o que fizeram de nós”. e isso é o mais complexo – às vezes é bem mais fácil ficar a deitar responsabilidade para o que é passado.
e por acaso acho que os homossexuais gostam um pouco de ficar a bater nessa tecla!
Abril 2, 2008 às 10:28 am
tangas
a menina iaNa está a falar de legados normais e eu aí assino por baixo consigo. já eu me referia a legados mais pesados. mas também lhe dou razão. há que resolver e tocar para a frente. posso recomendá-la a uma mão cheia de pikenas para os pontapés espirituais?
Abril 2, 2008 às 10:48 am
aNa
mas o que são legados normais? se eu lhe contasse as coisas que tive de resolver, provavelmente, a menina fartar-se-ía de rir, por serem tão simples. e, no entanto, a mim pesaram-me pra caramba!
muitas vezes somos nós que aumentamos a coisa, em vez de a relativizarmos. não tenho a menor dúvida. e dificilmente me deixo comover com essa de que os pais fizeram e aconteceram… e coitadinhos de nós e tal…
recomende, recomende, que ainda levo alguma tareia!!!
ou leio como uma vez li, que isso era fácil de falar, como se eu falasse de coisas que nunca vivi
Abril 2, 2008 às 11:08 am
tangas
acredito, menina iaNa. nem precisa de referir.
definitivamente, tenho de mandar umas pikenas na sua direcção. e não se preocupe com a tareia, porque elas gostam mesmo de bater com a cabeça na parede. há gente que só aprende assim, certo? e às vezes nem isso. acho que se afeiçoam à dor.