Aqui há dias estávamos a falar e alguém disse, muito sensatamente, que não concordava, nem achava correcto condenar alguém só por não gostar de homossexuais ou de negros, como é tão vulgar hoje em dia.

Pôs o dedo na ferida, porque há uma diferença gigantesca entre o que somos livres de gostar ou não, querer ou não querer, e o que fazemos. Porque até se agir (e aqui quero dizer agir de má fé, criminosamente) contra o que é o direito dos outros, não há mal rigorosamente nenhum.

Às vezes as modas e o politicamente correcto têm um lado negro. Tão negro que pode toldar-nos e abrir caminho a novas formas de discriminação. Ainda bem que, de vez em quando, alguém nos lembra o que está certo.