You are currently browsing the monthly archive for Maio, 2008.
A pior das homofobias é a que praticamos contra nós próprios. Quando deixamos que o medo nos roube a dignidade e nos obrigue a esconder e a enterrar na vergonha o que somos.
O medo é inimigo do amor (No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor — I João 4:18-19, Novo Testamento), sobretudo do amor a nós próprios, que é o que nos permite viver em pleno. De amar outros como gostamos de ser amados.
Em Junho, que começa amanhã, celebram-se os Prides, os dias do Orgulho. Também podiam chamar-se os dias do Amor.
(foto ambienteg.com)
Saiu do armário e bateu com a porta. Nas voltas que a vida dá, Jodie Foster acabou com uma relação de catorze anos por causa do seu affair com Cynthia Mort, argumentista e produtora, co-autora do último filme de Foster, The Brave One.
Quer continuar a criar os seus dois filhos com Cydney Bernard, a ex-namorada. Mort, por seu turno, tem dois filhos em conjunto com a actriz Merlanie Mayron, ex-namorada e amiga.
As notícias são boas. O livro está paginado e já estamos a preparar a edição e-book.
Como ficou bonito e de muito agradável leitura, achamos que vai ser muito bem recebido.
As autoras (treze) estão de parabéns e é uma alegria ver uma iniciativa tão bem correspondida.
O Tangas hoje tem um carimbo de felicidade!
Atenção a este ciclo de cinema no Maria Vai Com As Outras, no Porto. Começa a 30 de Maio, para comemorar três anos do GRIP, e vai até Julho.
Mais uma vez, feliz.
- Vamos às cores, menina aura?
- Embora…
- Acha que eu sou uma troca-tintas?
- Quem é que diz uma coisa dessas?
- As más línguas, claro.
- Ah… Isso das más línguas dava pano para mangas…
- As línguas também têm aura?
- Claro. Se o resto do corpo tem, as línguas também.
- E qual é a cor da aura das más línguas?
- Isso é para aí uma coisa negra…
- Então deve desencorajar-se a má língua?
- Claro. Quem é que quer ter uma má língua? Serve para quê?
- Olhe que há quem lhe dê uso…
- Sim, mas às tantas, se elas são más, também é mau uso.
- E o mau uso da língua também põe a aura negra?
- Claro que sim. Uma coisa está relacionada com a outra.
- O que é que faz uma aura ter uma boa cor?
- Uma vida regrada, pensamentos positivos. Essencialmente, é o amor.
- Então o amor é o segredo de uma boa aura e de uma boa vida?
- Sem dúvida. O amor-próprio e o amor ao próximo, entenda-se.
- Então, all we need is love…
- Já diziam os Beatles, e tinham razão.
- Mas eles também diziam que a Lucy andava no céu com diamantes.
- O diamante reflecte todas as cores.
- Mas no caso deles, acho que o diamante era mais psicadélico. Há auras psicadélicas?
- Há muitas pessoas com uma aura psicadélica, lá isso é verdade.
- E o que é que isso significa?
- Significa que são pessoas que mudam de estado de espírito e de humor com muita facilidade e com muita frequência.
- Isso é mau ou bom?
- Isso reflecte instabilidade. Não entendo que a instabilidade seja uma coisa boa.
- Ó menina aura… Eu conheço muita gente estável que é muito chata. De que cor é a aura delas?
- Essas são as cinzentonas.
- Isso é bom ou é mau?
- É mau. Tudo o que sejam pretos e cinzentos relacionados com a aura é péssimo.
- De que precisam essas pessoas para ter uma aura mais colorida?
- Precisam de mudar a sua forma de estar na vida. Precisam de ser mais alegres, mais dedicadas aos outro. Precisam de amar e ser amadas. Ajuda muito a abrilhantar as cores.
- Lá vem o arco-íris, não é verdade?
- Pois, lá estamos novamente no arco-íris.
- E no fim do arco-íris está um pote de moedas de ouro, como dizem os irlandeses?
- Esses irlandeses são muito materialistas. No fim do arco-íris está a felicidade.
- Portanto, felicidade e boa aura são sinónimos?
- Não se consegue ter uma boa aura se não se for feliz.
- Obrigada, menina aura. Vou dedicar-me mais uma vez à felicidade.
- Eu sei que a menina anda muito feliz. Esta semana até falou num porta-moedas a transbordar. A ver se alegra também quem anda por aí. E seja feliz, claro.
Estava aqui há dias na amena cavaqueira com uma pikena brasileira ao balcão de um Starbuck e pergunta-nos um pikeno inglês, muito sociável, de bochechas vermelhuscas e um carrego de batatas fritas, sanduíches de perú com doce de mirtilo, coca-cola e lucozade:
- Estão a falar em que língua?
- Brasileiro - responde a minha amiga.
- Português - acrescento.
- Ah… - diz o outro feliz - conheço muito bem a Espanha. Gosto muito de Maiorca…
Outra vez, à conversa com outra pikena, também brasileira, pergunta outro pikeno:
- Mas de onde são vocês?
- De Curitiba, Brasil, conhece?
- Beira, Moçambique - digo eu, à cautela, não vá sair-lhe também um Olé!
- Ah… Robert Mugabe, não é?
E como não há duas sem três, estava dias depois na galheta com uns amigos a comentar quais os melhores sítios para gays e lésbicas em Londres, quando uma inocente garotinha loira de olho azul, sentada na mesa ao lado da nossa, pergunta ao pai:
- Que são lésbicas, daddy?
- São mulheres como os homens. Acaba lá a coca-cola!
Já chegaram nove contos editados. Amanhã chegam mais.
Isto compõe-se…
Estivémos (a Mary e eu) a noite toda a preparar este bolinho para uma pessoa especial.
Leva todas as coisas boas que conhecemos e polvilhámo-lo com todo o nosso stock de magia e felicidade.
Tudo para comemorar em pleno este teu dia. Com montes de amor.
Em resposta ao desafio das meninas recuperação e G.
E para não estar aqui a melgar mais ninguém, sintam-se todas desafiadas, por favor.
“Apaixonamo-nos por pessoas, não por géneros ou pormenores. Cada um é o que é e deve sentir-se sempre muito bem no seu papel. Somos o que somos, não o nos querem impor”[...]
Esta frase faz-me pensar qual a necessidade de defender direitos de grupos e não de pessoas e qual o motivo de tal acontecer. Faria mais sentido defender o respeito. Confesso que não consigo entender. A rotulagem tambem não entendo pois todos somos diferentes e, a rotulagem, apenas separa as pessoas ao criar grupos de rotulados. Leva à segregação, à xenofobia, a racismos, etc. - zesim in quem é o quê.
A defesa de direitos de grupos surge na sequência do não reconhecimento de que algumas pessoas têm os mesmos direitos que os outros. Chamar-lhes grupos é já uma forma de diferenciação e de penalização.
É precisamente o respeito que se defende quando se fala de direitos e da sua defesa. Os ‘grupos’ não surgem do nada. Criam-se como reacção à acção contra indivíduos e não ao contrário. E os indivíduos juntam-se em grupos porque a união faz a força.
Mais importante ainda é que as pessoas compreendam, através desses ‘grupos’, o mal que fazem às pessoas que dizem amar. Porque os homossexuais não surgem do nada. Têm família, amigos e vivem vidas como todas as outras pessoas. A maior parte das vezes são justamente as pessoas mais próximas que fazem pressão e os condenam.
A homossexualidade não é uma revelação tardia. Já se nasce capaz de gostar de pessoas do mesmo sexo. Provavelmente, se vivêssemos numa sociedade que não fosse predominantemente heterossexual, haveria mais gente consciente da sua orientação sexual.
Por isso, quando se criam ‘grupos’ contra a forma de estar predominantemente heterossexual e castradora de uma sociedade, isso significa sobretudo que se quer tentar poupar crianças e adolescentes das gerações futuras, a pressões e vergonhas que não se baseiam senão no preconceito gerado dentro dos seus círculos mais familiares.
Numa altura em que se bate no peito pelos direitos humanos e pelos direitos das crianças, entre outras coisas, faz-se vista grossa ao massacre psicológico que é crescer homossexual no seio de uma família não educada para esse facto.
Se os pais estivessem conscientes do sofrimento a que sujeitam os filhos, negando-lhes a sua aprovação e o seu carinho, a sua capacidade de diálogo e o seu apoio durante a parte mais importante da sua vida, com certeza que não os submeteriam a tudo isso.
É por isso que há ‘grupos’ e ‘grupelhos’ que se preocupam e tentam modificar alguma coisa. Tudo o resto é circo, excepções e excessos que aqui não cabem de forma alguma.
- Olá menina aura. Bem dispostinha?
- Sempre, minha cara amiga. Um bocadinho despenteada hoje…
- Ai as auras também têm disso?
- Isso o quê, menina?
- O vento a dar-lhes e lá se vai a compostura.
- É mais ou menos isso, é. Andam aí umas ventanias fortes.
- Não me diga que temos de usar gorro…
- Não, nem pensar, que o vento faz bem. Afasta as coisas indesejáveis.
- É bom saber isso.
- Mas vamos falar de meteorologia hoje?
- Não, que aqui as meninas andam todas em reboliço por causa das cores. Não reparou?
- Reparei, pois. Vamos lá às cores.
- Diga lá então como é que se pode saber a cor da aura.
- Para saber a cor é preciso conseguir ver, coisa que nem toda a gente consegue. Mas vai lá com treino.
- Frequenta-se algum curso, workshop ou licenciatura?
- Não. É bem mais simples do que isso.
- Então?
- Passa por um processo de meditação.
- Não me diga. Eu cá já tentei meditar. Mas a única coisa que consegui foi ressonar…
- Pois, o cansaço não ajuda e às tantas troca as tintas todas.
- Ufa, ainda bem que avisa. Quer dizer que corro o risco de trocar a coloração quando estou cansada?
- Trocar não é bem o termo. Mas que muda de cor se estiver muito cansada, lá isso muda.
- Então vamos a exemplos práticos: diz que tenho uma aura lilás. Quando estou cansada, de que cor fica?
- Quando está cansada fica quase cinzenta.
- Ai jasus, não me diga uma coisa dessas… Eu detesto gente pardacenta.
- Mas é assim que as pessoas ficam quando estão cansadas. Cinzentas, não pardacentas. Não é à toa que existe o termo cinzentonas.
- E quando a gente se apaixona, de que cor fica a nossa aura?
- Aí vai para uma das cores de que a menina tanto gosta e que tanto a preocupa: vermelho. E se quer saber uma curiosidade, o rosa é a cor das grávidas…
- Pronto, já vai pôr pelo menos uma menina em parampas.
- E o amarelo é a cor das belicosas.
- Pronto, adiante. E de que cor ficam as auras das meninas numa marcha do pride?
- De todas as cores.
- Porquê?
- Porque há muita interacção, muitos sentimentos misturados.
- Ai as coisas que a menina sabe…
(intervalo comercial; a sessão segue dentro de momentos)
Diz a sabedoria popular que o fruto proibido é o mais apetecido.
Será por isso que tanta gente gosta de estar no armário? Com medo de perder o apetite?
Aquelas pikenAs… que que não se consideram como homossexuais e têm paixões platónicas pelas meninas que gostam de meninas… Será que um dia destes saem do guarda-roupa e reivindicam um estatuto próprio…
r.filgueira em lésbicos
A menina r.filgueira tocou num ponto sensível quando fez este comentário no post anterior. Porque é mesmo uma questão de sensibilidade. E de contexto. O post anterior tem um contexto…
Os rótulos são para quem os quer e está no livre arbítrio de cada um considerar o que quer ou não ser. Portanto, se uma mulher não se considera homossexual mas se enamora de uma lésbica, não creio que tenhamos o direito de lhe impor seja o que for.
Vou dar o meu exemplo pessoal, porque não preciso do de outros para me explicar.
Desde que me lembro que sei o que sou. No entanto, apaixonei-me pelo pai da minha filha, casei e fui mãe. Nunca, por um instante, me passou pela cabeça que tinha deixado de ser lésbica. E quem me conhece sabe que assim foi e continua a ser.
Se alguém não se considera lésbica, mas se apaixona por outra mulher, o que lhe interessa a ela o que eu possa penar pensar ou decidir a respeito dela? Tem é de ser feliz como gosta de ser e o resto são disparates.
Apaixonamo-nos por pessoas, não por géneros ou pormenores. Cada um é o que é e deve sentir-se sempre muito bem no seu papel. Somos o que somos, não o nos querem impor.
E quanto mais verdadeiros para connosco, mais felizes e bem sucedidos nos tornamos.
A propósito deste post sobre as pretensões dos gregos de Lesbos, descritas pelas meninas Tica e Teca, lembrei-me dessa curiosa espécie que são os lésbicos. Aqueles pikenos que gravitam em torno dos grupinhos de primas e que não se consideram como homossexuais e têm paixões platónicas pelas meninas que gostam de meninas.
Não falo aqui dos engraçadinhos que se viram para nós e dizem que também são lésbicos porque gostam de mulheres. Falo dos que parecem incapazes de se interessar por mulheres que não sejam lésbicas. Ou que se deslumbram perante a simples visão de uma prima, ultrapassando o conhecido fascínio e fantasia do sexo forte pelas mulheres que gostam de mulheres.
Será que um dia destes saem do guarda-roupa e reivindicam um estatuto próprio? Isso é que era um abono para a diversidade…
- Ó menina Aura, diga lá de uma vez se a aura das lésbicas é lilás.
- Não obrigatoriamente. Mas a minha é.
- Ah… Mas, então, a auras das lésbicas são como o arco-íris?
- Não.
- Ai, que hoje está do contra…
- Não estou nada. Mas olhe que a sua também é lilás.
- Ai… E a ausência de vermelho não me afecta?
- Não, porque nem sempre está lilás. Às vezes está vermelha.
- Ó jasus… Isso soa-me a cortina de ferro.
- Isso diz a menina.
- Pois digo. Além das capas dos toureiros, só me lembra a cortina de ferro. Ou então, está a tourear-me…
- Não, que eu não sou nada dada a faenas.
- Destas, espero…
- Nem dessas, nem de nenhumas, que não gosto de touradas. São muito muito monocromáticas, porque os pobres dos bichos não vêem as cores. É tudo cinzentos e pretos. Assim como os felinos só vêem verdes e azuis.
- Deixando agora de parte o jardim zoológico, voltemos às lésbicas. Que auras afinal têm as meninas?
- Podem ser até o arco-íris, mas não todo de uma vez.
- Ah… Por isso é que elas se juntam para formar aquelas bandeirinhas multicolores…
- Está a ver como já está a perceber a coisa?
- Diga-me lá, então: há cores melhores e cores piores?
- Disparate… Todas são boas.
- Se todas são boas, porque é que anda para aí tanta menina a disparatar?
- Isso é por conta e risco delas. Acabam por estragar as cores. Essas é que dão mau nome às cores. Na volta nem sabem de que cor de são. Estão confundidas, coitaditas.
- Isso é problema de muito boa gente. Mas, voltando à vaca fria, diga lá se a aura lilás se distingue por alguma característica especial.
- Claro que distingue. Normalmente, quem tem essa aura é mais audaz, mais destemido. Menos preso a preconceitos.
- Ora aí está uma coisa interessante. Podemos então dizer, que sendo o lilás a cor adoptada como símbolo das primas, nos estamos a habilitar a um pouco dessa audacidade e falta de preconceito?
- Claro que sim, porque, numa palavra, o lilás é a cor da transmutação.
- Trans e mutação. Olhe que escolha tão apropriada de termos…
- Não brinque com as minhas palavras. Transmutação quer dizer mudar, limpar, purificar, transformar. Estamos a falar da aura, não estamos a falar de transexuais e dessas coisas. Se quer saber, a cor desses é laranja.
- Pronto, seja. Já agora, de que cor é a aura do senhor José?
- Ó menina, não me meta em apertos…
(fim da primeira parte)
(foto Ilídio Costa)
Costumavam sentar-se à sombra, no quintal, enquanto se esvaziavam as cestas de caju e lagostas que traziam à cabeça. Aproveitavam para conversar de tudo enquanto esperavam e continuavam a falar mesmo quando já não era preciso esperar. Depois apanhavam as cestas e agradeciam as moedas, o sal, o tabaco, a farinha ou o leite condensado que se acrescentavam por cortesia aos pagamentos.
Hoje continuamos a comprar das mesmas cestas, à beira do caminho, enquanto conversam umas com as outras. De vez em quando toca um telemóvel e uma delas desembrulha uma ponta da capulana para tirar de lá o grilo e falar enquanto nos dá o troco em meticais e segue a conversa das outras.
será que a aura das lésbicas é lilás?
porque hoje o dia tá que é uma beleza…
Starched
Miles de chicas de toda la Europa, diz o anúncio do Circuit deste ano.
Starched (2001), com Kelly Reilly, passou por lá.
- Queres que te leve aos bares gays?
- Não, obrigada.
- Hum… Já arranjaste namorada?
- Que tens tu que ver com isso?
- Nada. É só porque não queres que te leve aos bares.
- E isso quer dizer que arranjei namorada?
- Isso e esse ar lá-lá-lá…
- Lá-lá-lá?
- Lá-lá-lá.
- Explica, Dave.
- Ar de tola. Percebeste agora?
- Pronto, leva-me lá aos bares.
- Agora não te levo!
- Sou eu que pago a corrida, sou eu que digo onde quero que me leves.
- Nope. No meu táxi mando eu e não te levo aos bares.
- E pode saber-se porquê?
- Porque tens namorada.
- Isso quer dizer que não posso ir a bares?
- No meu táxi não.
- Fico contente de saber que posso ir noutros.
- Podes. Mas nunca mais entras no meu.
- Já ouviste falar de prepotência, mau feitio e implicância?
- Se queres saber, só ia à escola para me meter com as miúdas.
- Está explicado.
- Fica sabendo que aprendi muito na rua.
- Já me disseste.
A propósito deste post, lembrei-me duma conversa tida aqui há uns anos com uma pikena activista dos direitos lgbt que afirmava, convicta, eu sou lésbica mas não é por isso que sou feminista…
Pronto, cada um tem os pontos de vista que tem. O certo é que, depois da luta liberdade-igualdade-fraternidade na França em tempos de tomada da Bastilha e o anti-esclavagismo do Novo Mundo, a luta das feministas abriu as portas da batalha global anti-discriminação.
A queima dos sutiãs no Parque Eduardo VII, em que foram apupadas as pioneiras do movimento em Portugal perante a pusilanimidade de alguns dos grandes revolucionários da época, tem tudo que ver com os direitos das minorias em que as lésbicas se incluem.
O gesto simbólico de deitar fogo aos porta-mamas teve origem num protesto de 1968, em Atlantic City, onde decorria a eleição da Miss América, e em que de facto não chegou a haver queima alguma. A repressão policial da manifestação chegou ao extremo de acusar as manifestantes pela utilização de ‘linguagem ofensiva’ nos posters em que se viam escritas frases como “Boring job: Woman wanted”, “Low Pay: Woman wanted”, “Get a whole new face, a whole new look”, e “Buy! Buy! Buy!”.
Em terras lusas, a censura proibiu em 1972 “As Novas Cartas Portuguesas” como obra obscena e subversiva, por descrever pela primeira vez as mulheres como insubmissas perante o poder do homem. Numa altura em que as mulheres precisavam da autorização dos maridos ou dos pais para se ausentarem do País, fosse qual fosse a sua idade ou estado civil…
Era luta anti-discriminação, evidentemente. Como se pode distinguir um abuso de poder de outro, por princípio, convenhamos? E não é pela anti-discriminação que as lésbicas surgem como comunidade, conceito ou forma de estar?
hoje anda por aqui uma corrente de flores brancas à volta da menina aNa
Tinha aqui dito que havia passeata a 17, mas mudou para 18 de Maio. Uma caminhada que o GRIP e o Elas a Norte estão a organizar em Salreu (para quem vai de comboio, no sentido Porto-Aveiro, é a última paragem antes). O GRIP já teve a companhia de algumas das foristas do PussyCat Blue noutros convívios.
Um passeio agradável e calmo, é a promessa, com partida ao início da tarde e lanche pelo meio (levem merenda). O percurso termina pelas 18h ou 19h.
Outra actividade interessante é a do LES. E aqui fica o convite:
O LES - Grupo de Discussão sobre Questões Lésbicas www.lespt.org pretende contribuir para a reflexão sobre as questões lésbicas e para o desenvolvimento de acções que promovam os direitos e a igualdade de oportunidade das mulheres lésbicas nas várias dimensões da sua vida. Queremos, desta forma, colaborar na criação de uma melhor qualidade de vida para todas e todos.
Desejamos que o LES se caracterize pela diversidade de temas, de formas de abordagem e de colaborações. Procuraremos, neste contexto, divulgar e publicar opiniões, discussões temáticas, pesquisas e investigações sobre Questões Lésbicas não só na Internet, mas também em encontros, conferências e congressos.
O blog Sexualidades no Feminino, da responsabilidade de Eduarda Ferreira e Maria João Silva, será um meio de divulgação das reflexões que este grupo for desenvolvendo.
Próxima actividade:
Encontro - dia 17 de Maio de 2008 - 15h00
Tema: Identidade Sexual
Dinamizado por Gabriela Moita
Local: Rua do Paraíso, 250 - Porto (a estação de metro Faria de Guimarães fica muito perto do local do encontro)
Instalações gentilmente cedidas pela UMAR.
Nota importante:
Por limitação de espaço é necessária inscrição prévia.
As inscrições serão feitas por ordem de chegada.
Envie mail para epcferreira@gmail.com para fazer a sua inscrição.
e o teu, o que é?
categorias (possíveis): perfeito, mais do que perfeito, imperfeito, pretérito, protérico, prospectivo, implicativo, complicativo, aditivo, calamitativo, constructivo, abstrusivo, obstrutivo, imaginativo, positivo, abusivo, administrativo, interactivo, geminativo…
(impossíveis) irreflectido, abrasivo, cumulativo, assentativo, ruminativo, exclusivo, impositivo, elucidativo…
Hoje ainda não é domingo, mas aqui vai, que a lua nova de dia 5 está à porta e é preciso aproveitar.
Loucas, loucas, loucas andam as carneirinhas a dar largas à exteriorização. Vai espantar algumas meninas, mas não se deixe intimidar. Outras há que vão adorar as suas manifestações de liberdade e acolhê-las de braços abertos. Aproveite para saltar para o colo de uma ou outra…
Tem andado a fazer de conta que não é nada consigo e a adiar decisões. Ai, menina tourinha, que está na hora de fazer umas mudanças radicais na sua vida para corresponder aos desejos do seu coração. Vai continuar sentada no sofá à espera que alguém salte miraculosamente do ecrã da têvê para os seus braços?
A menina caranguejinha fará horrores de bem se partilhar um projecto que tem para aí na manga com as amigas. Vai ver que é capaz de colher o apoio necessário para o pôr a mexer. Para que serve a amizade que tanto gaba afinal?
Conhecer gente nova é o que está a dar, menina gémeos. Nada de novo para si, mas as estrelas dizem que pode conhecer alguém que a deixe a pensar duas vezes. Há gente intrigante, não há? Deve ser coincidência…
Pela boca morre o peixe ou, neste caso, a leoa. Tento na língua, menina, que há graçolas que caem que nem bombas para algumas pessoas. Não se poupe nas desculpas. Ou então vá a Fátima de joelhos (e joelheiras).
Não fique em casa a contar os tostões, menina virgem. Ponha a imaginação a trabalhar e vá para a rua divertir-se sem gastar um tostão. Quando se é criativo não se precisa do porta-moedas. Ainda está aí?
Para ter o que quer tem de sacrificar alguma coisa, menina balancinha. Não é uma decisão fácil, mas se não se despacha arrisca-se a perder a oportunidade. Mais vale um pássaro na mão…
Controle esses excessos do seu temperamento, menina escorpiãozinho. Podem dizer-lhe coisas que a vão fazer perder a cabeça. Só que, nesta altura, qualquer discussão pode acabar num problema sem solução. Pese os prós e os contras antes que o céu lhe desabe em cima da cabeça.
Está pronta para ser mimada, menina sagitariana. Boa conversa, amigos à volta, gente interessante é tudo o que precisa para se sentir no sétimo céu. As preocupações podem resolver-se depois. Carpe diem!
Ui, que o trabalho anda a complicar-lhe com os nervos… Nada demais para uma pikena decidida como a menina capricorniana. Não deixe que percebam como a irritam e vai ver que acaba a semana na mó de cima. Marcou restaurante para jantar com a sua cara metade ou a sua prospectiva?
E quando a menina aquário já estava convencida de que tinha percebido a sua pikena, ela chega e mostra-lhe uma nova faceta. Preocupante? Ná… Apenas fascinante. Lá vai a menina à descoberta…
Para si, menina peixinha, vem aí uma pikena que não é o que parece. Mas preste atenção e vai perceber que a vida a afectou de formas que nem ela imagina. Pode brincar às boas samaritanas e dar-lhe uma ajudinha.
As pessoas cheias de ódio são as mais fáceis de deslindar. Impossível não gostar dessa tão linear transparência.
No entanto, são frágeis. Ao mais pequeno sinal de paixão, lá vai o ódio para o espaço…
Hoje é dia de eleger um novo mayor em Londres. O Rainbow Rose, uma coligação de grupos pró direitos lgbt filiados nos partidos socialistas europeus, aconselhou o voto em Ken Livingstone, um dos três maiores candidatos, conhecido pelo seu apoio aos lgbt. Os cidadãos da união europeia que vivem na capital podem votar também e ter um peso significativo na eleição.
Há muitas formas de esfolar um gato… Por ‘razões de segurança’, a Rússia baniu este ano e pela terceira vez consecutiva a realização de uma parada lgbt em Moscovo. Diz o senhor Vasily Oleynik, que é o responsável pela segurança da cidade, que ‘os objectivos da iniciativa provocam reacções negativas da sociedade e a realização desses eventos públicos podem levar a violações da ordem pública, o que cria perigo para a segurança dos seus participantes’. E recorre ao Artigo 11 da Constituição Europeia dos Direitos Humanos, que refere a possibilidade de limitar a liberdade de reunião para a protecção da saúde, moral e direitos e liberdades das outras pessoas. A proibição das marchas em Maio de 2006 e 2007 foi levada ao Tribunal Europeu e ainda se aguardam as decisões do mesmo sobre essa matéria. À luz do mesmo artigo dos Direitos Humanos, o TB condenou anteriormente a proibição do Pride em Varsóvia, em Março de 2005, fazendo notar que o artigo não permite excluir manifestações pacíficas, mesmo quando elas provocam uma reacção negativa da maioria da sociedade.
No Nepal houve eleições pela primeira vez na história, o rei foi deposto, as guerrilhas maoístas conquistaram o poder e foi eleito um representante gay para a novíssima assembleia do país. Sunil Babu Pant, de 35 anos, activista e fundador da primeira organização de direitos lgbt, foi escolhido por um pequeno partido comunista para ser o seu representante no parlamento de 601 lugares. Pant é engenheiro informático e fundou a Blue Diamond Society em 2002, um dos mais conhecidos grupos pró direitos lgbt do Sul da Ásia. As suas actividades incluem o apoio a homossexuais perseguidos e presos, a gestão de um hospício para gays com sida e campanhas contra a doença, além de treinar e empregar membros da comunidade.


















Comentários Recentes