Aquelas pikenAs… que que não se consideram como homossexuais e têm paixões platónicas pelas meninas que gostam de meninas… Será que um dia destes saem do guarda-roupa e reivindicam um estatuto próprio…
r.filgueira em lésbicos
A menina r.filgueira tocou num ponto sensível quando fez este comentário no post anterior. Porque é mesmo uma questão de sensibilidade. E de contexto. O post anterior tem um contexto…
Os rótulos são para quem os quer e está no livre arbítrio de cada um considerar o que quer ou não ser. Portanto, se uma mulher não se considera homossexual mas se enamora de uma lésbica, não creio que tenhamos o direito de lhe impor seja o que for.
Vou dar o meu exemplo pessoal, porque não preciso do de outros para me explicar.
Desde que me lembro que sei o que sou. No entanto, apaixonei-me pelo pai da minha filha, casei e fui mãe. Nunca, por um instante, me passou pela cabeça que tinha deixado de ser lésbica. E quem me conhece sabe que assim foi e continua a ser.
Se alguém não se considera lésbica, mas se apaixona por outra mulher, o que lhe interessa a ela o que eu possa penar pensar ou decidir a respeito dela? Tem é de ser feliz como gosta de ser e o resto são disparates.
Apaixonamo-nos por pessoas, não por géneros ou pormenores. Cada um é o que é e deve sentir-se sempre muito bem no seu papel. Somos o que somos, não o nos querem impor.
E quanto mais verdadeiros para connosco, mais felizes e bem sucedidos nos tornamos.

26 comments
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Maio 15, 2008 às 9:48 am
r.filgueira
ora ai é que esta a questao de fundo!!
com sexo ou sem sexo a mistura o que realmente importa é amar .
E amar sendo amada já é a gloria - bem melhor - que paixoes platonicas
( com ou sem armarios e outras fantasias… )
Maio 15, 2008 às 11:02 am
Estrelaminha
bom dia!

não sei se lhe interessa para alguma coisa, mas se o post não é mais uma das suas tangas a menina subiu uns pontos aqui para estes lados.
Maio 15, 2008 às 11:28 am
tangas
não, não é tanga, menina estrelaminha. é uma das minhas muitas histórias na primeira pessoa.
foi uma coisa que aprendi, com grande esforço e empenho, esta de falar na primeira pessoa quando o assunto é sério. não há outra forma de o fazer quando se trata de emitir uma opinião baseada no que é a nossa percepção do mundo.
aqui no tangas gosto de ser o boneco da tangas criado por mim. mas até esse tem um lado e um propósito muito sério.
o resto são… tangas!
Maio 15, 2008 às 11:30 am
tangas
ora aí está, menina r.filgueira. all we need is love…
Maio 15, 2008 às 12:50 pm
Só Maria
hoje, decididamente, aqui é o dia das revelações menina tangas!

gostei da forma directa como abordou o assunto, mas em realidade a maioria das pessoas continua mesmo interessada é em classificar, rotular, colocar num qualquer armário ou prateleira… mas isso também faz parte da natureza humana.
Maio 15, 2008 às 8:06 pm
Cátia
Gostei mt deste post… Gostei da forma que desenvolveu o assunto… E novamente a Rosarinho a dar-nos uma lição… Brilhante conjugação.
Xii para as duas
Maio 15, 2008 às 10:06 pm
123deoliveira4
Pois, se não acham que os rótulos sirvam de alguma coisa, pelo menos não os usem, como se isso pudesse servir para se redimir a si própria, por algum passo (sic. eu sou muito lésbica, mas apaixonei-me pelo X Y e casei e tive uma filha…
dado em outra direcção sexualmente falando. Por isso, neste caso, aconselho a TANGAS, a verificar o parágrafo seguinte, com alguma exigencia mais próxima de uma abordagem correcta ao tema.
Definição de Lesbica: Mulheres cujos os sentimentos sexual e românticos são primeira e exclusivamente para mulheres. Mulheres que se sentem atraídas por ambos os sexos, são designadas mais exactamente como bissexuais.
É verdade que uma identificação pessoal e individualizada, pode de facto considerar que eu, tu e outros/as não possam ser definidos/as pelas categorias acima referidas, já que os seus comportamentos sexuais assumidos durante a vida, não correspondem evidentemente à expressão de nenhuma destas definições exactas.
No entanto, e isso sabemos nós (as lésbicas) que o que une duas mulheres, não é sentido do mesmo modo, como o que pode unir um homem e uma mulher, tanto no contexto sócio-cultural, bem como no afectivo-emocional. Por isso, não mascaremos as situações inocentemente, fazendo parecer que tanto faz amar um homem como amar uma mulher, porque isso tem de facto implicações, aceitações, e conotações absolutamente diferentes. Eu pessoalmente já considero um acto de malabirismo mais ou menos bem conseguido, manter as minhas relações com mulheres que gostam de mulheres, com positivismo e confiança, e defender os meus direitos e os meus objectivos como lésbica, e não me passa pela cabeça, nenhuma vontade, de ainda por cima, ter que partir do principio, que a minha parceira, possa dar o salto para um relacionamento com um homem, não só por estar apaixonada, bem como por ter assim ali abertas as portas, para a aceitação do mundo heterosexual, à mão de semear!
Portanto, parece-me, óbvio, que a questão dos “rótulos”, não é assim tão desprovida de nexo, como à primeira abordagem possa parecer, e por isso, eu rotulo-me prazenteiramente e pessoalmente, como “lésbica”, que gosta de mulheres e única e exclusivamente de mulheres, e estou muito feliz por esse facto, não tendo afectiva nem emocionalmente, vontade alguma de me apaixonar por homens!
Maio 15, 2008 às 11:52 pm
tangas
olhe, menina 1234 e mais qualquer coisa, a redenção é presunção da sua parte, porque não há no post o mínimo vestígio de redenção, de arrependimento e dessas coisas que a menina, pelos vistos, deve achar que devo sentir. muita presunção mesmo.
quanto ao conselho, dispenso. as definições, essas escolheu-as a menina, por isso, se quiser, use-as para seu proveito.
se a menina vê as coisas a preto e branco, isso é consigo. é pena que não tenha entendido que a lógica do post era exactamente o oposto do que nos mostra aqui.
acho graça à facilidade com que julga os meus supostos comportamentos sexuais por umas linhas de prosa. o seu conhecimento absoluto dos assuntos lésbicos alheios é deveras impressionante. assim como impressiona a facilidade da sua dissertação sobre os seus malabarismos emocionais e objectivos como lésbica.
francamente, não há pachorra para a sua demagogia de pacotilha.
Maio 15, 2008 às 11:54 pm
tangas
tendo a concordar consigo, menina só maria, sobretudo depois de ler o comentário maio de 68, pró-estalinismo lésbico da doutorada em lesbianismo acima…
Maio 15, 2008 às 11:58 pm
tangas
obrigada, menina cátia. a menina rosarinho hoje esteve bem, lá isso, esteve
Maio 16, 2008 às 12:01 am
Só Maria
ah… fiquei espantada com esse comentário menina tangas, até porque já li algures comentários desta mesma pessoa, que se denomina 123deoliveira4 e igualmente fora de contexto, como este!

é o tipo de discurso que eu de alguma forma coloco em paralelo com aquelas mulheres que, sabe-se lá porquê, conseguem ser mais machistas que os próprios homens!
Maio 16, 2008 às 12:19 am
tangas
ai jasus, menina só maria… tem de relevar, como dizem os iluminados.
se calhar é tudo fruto das circunstâncias. é que lá para os lados dela, ali a uma qualquer travessa da rua das olarias à graça, pode ser difícil deixar de copiar os modelos existentes e os contextos sócio-culturais que menciona no seu comentário…
Maio 16, 2008 às 12:24 am
Só Maria
relevar eu até relevo menina tangas… mas, pensando melhor no assunto, fiquei agora com a impressão que às tantas se trata de um “lésbico” e não de uma lésbica como a criatura se intitulou… será?
Maio 16, 2008 às 12:27 am
tangas
não seja mazinha…
Maio 16, 2008 às 12:29 am
Só Maria
nah… é uma simples conjectura…

com todo o respeito pelos lésbicos simpáticos que conheço!
Maio 16, 2008 às 12:48 am
123deoliveira4
…é só para vos dar os parabéns, não só pelo vosso brilhante descernimento, como iluminada inteligência, brilhantismo na prosa e na estrutura da ideia. Acertividade de pensamento e postura ex-libris. Bravo…vocês estão certas e todos os outros estão errados. É verdade…é isso mesmo, demagogia de pacotilha! E viva quem tem um olho em terra de ceguinhas…
Maio 16, 2008 às 1:04 am
tangas
obrigada, obrigada.
a menina não usa o firefox? olhe que tem um dicionário utilísssimo, que nos corrige os erros de ortografia à medida que vamos debitando letrinhas…
e agora a sério: “quem não suporta o calor, não deve trabalhar na cozinha”, menina 1234. não espera, com certeza, chegar aqui, atirar com o que lhe apetece e depois não ter resposta, pois não? a menina julgou e foi julgada. nem mais.
Maio 16, 2008 às 6:44 am
r.filgueira
cruzes credo
como dizia uma amiga minha - é areia demais para a minha camioneta -
com um baldinho chega-me all we need is love
Maio 16, 2008 às 9:00 am
Só Maria
aaah! então o problema era o olho!


eu fico com o “iluminada” e com o “brilhantismo”… já da postura não gostei tanto… existem outras mais giras!
pode ser assim menina tangas?!
Maio 16, 2008 às 12:02 pm
tangas
all we need is love, como muito bem diz, menina r.filgueira!
Maio 16, 2008 às 12:04 pm
tangas
pode, menina só maria. isto, afinal, é um blogue de expressão livre, com direito a resposta até aos limites da liberdade pessoal de cada um.
Maio 16, 2008 às 6:04 pm
123deoliveira4
obrigada pelo conselho…quando precisar de uma professorazinha de português volto a escrever tangas…e outras que tais, para ter o prazer de ser corrigida pelas eruditas de serviço LOL LOL LOL - vou a correr comprar umas “tena” para não fazer nas calcinhas - !
Maio 16, 2008 às 11:42 pm
tangas
a menina 1234 não precisa de aulas, ná. se é que me permite outro conselho, precisa é de nascer outra vez para ver se larga da mão a idade da pedra, a agressão e a vulgaridade.
aproveite a minha boa disposição, porque se continua a subir o tom, mando a liberdade de expressão às malvas e bloqueio-lhe o seu IP em lisboa, à graça.
Maio 17, 2008 às 1:52 am
zesim
Nunca aqui disse nada mas tenho acompanhado o blog porque gosto de conhecer os vários géneros de pensamento no mundo que me rodeia.
Aproveito a ocasião de ter lido uma frase que resume o meu modo de pensar, “Apaixonamo-nos por pessoas, não por géneros ou pormenores. Cada um é o que é e deve sentir-se sempre muito bem no seu papel. Somos o que somos, não o nos querem impor”, para deixar aqui a minha opinião.
Esta frase faz-me pensar qual a necessidade de defender direitos de grupos e não de pessoas e qual o motivo de tal acontecer. Faria mais sentido defender o respeito. Confesso que não consigo entender. A rotulagem tambem não entendo pois todos somos diferentes e, a rotulagem, apenas separa as pessoas ao criar grupos de rotulados. Leva à segregação, à xenofobia, a racismos, etc.
Espero não ter sido muito confuso e aproveito também para dar os parabéns pelo blog.
Já agora, sou homem mas não lésbico
Maio 17, 2008 às 6:52 pm
tangas
bem-vindo, menino zesim. faça o favor de ser quem quiser, que aqui faz-se o mesmo.
quanto à necessidade que menciona, daqui a nada posto uma prosa sobre o porquê.
obrigada pela gentileza da apreciação que faz do blogue.
Maio 19, 2008 às 12:20 pm
necessidade « tangas lésbicas
[...] Maio 19, 2008 in tangas básicas “Apaixonamo-nos por pessoas, não por géneros ou pormenores. Cada um é o que é e deve sentir-se sempre muito bem no seu papel. Somos o que somos, não o nos querem impor”[...] Esta frase faz-me pensar qual a necessidade de defender direitos de grupos e não de pessoas e qual o motivo de tal acontecer. Faria mais sentido defender o respeito. Confesso que não consigo entender. A rotulagem tambem não entendo pois todos somos diferentes e, a rotulagem, apenas separa as pessoas ao criar grupos de rotulados. Leva à segregação, à xenofobia, a racismos, etc. - zesim in quem é o quê. [...]