“Apaixonamo-nos por pessoas, não por géneros ou pormenores. Cada um é o que é e deve sentir-se sempre muito bem no seu papel. Somos o que somos, não o nos querem impor”[...]
Esta frase faz-me pensar qual a necessidade de defender direitos de grupos e não de pessoas e qual o motivo de tal acontecer. Faria mais sentido defender o respeito. Confesso que não consigo entender. A rotulagem tambem não entendo pois todos somos diferentes e, a rotulagem, apenas separa as pessoas ao criar grupos de rotulados. Leva à segregação, à xenofobia, a racismos, etc.
zesim in quem é o quê.

A defesa de direitos de grupos surge na sequência do não reconhecimento de que algumas pessoas têm os mesmos direitos que os outros. Chamar-lhes grupos é já uma forma de diferenciação e de penalização.

É precisamente o respeito que se defende quando se fala de direitos e da sua defesa. Os ‘grupos’ não surgem do nada. Criam-se como reacção à acção contra indivíduos e não ao contrário. E os indivíduos juntam-se em grupos porque a união faz a força.

Mais importante ainda é que as pessoas compreendam, através desses ‘grupos’, o mal que fazem às pessoas que dizem amar. Porque os homossexuais não surgem do nada. Têm família, amigos e vivem vidas como todas as outras pessoas. A maior parte das vezes são justamente as pessoas mais próximas que fazem pressão e os condenam.

A homossexualidade não é uma revelação tardia. Já se nasce capaz de gostar de pessoas do mesmo sexo. Provavelmente, se vivêssemos numa sociedade que não fosse predominantemente heterossexual, haveria mais gente consciente da sua orientação sexual.

Por isso, quando se criam ‘grupos’ contra a forma de estar predominantemente heterossexual e castradora de uma sociedade, isso significa sobretudo que se quer tentar poupar crianças e adolescentes das gerações futuras, a pressões e vergonhas que não se baseiam senão no preconceito gerado dentro dos seus círculos mais familiares.

Numa altura em que se bate no peito pelos direitos humanos e pelos direitos das crianças, entre outras coisas, faz-se vista grossa ao massacre psicológico que é crescer homossexual no seio de uma família não educada para esse facto.

Se os pais estivessem conscientes do sofrimento a que sujeitam os filhos, negando-lhes a sua aprovação e o seu carinho, a sua capacidade de diálogo e o seu apoio durante a parte mais importante da sua vida, com certeza que não os submeteriam a tudo isso.

É por isso que há ‘grupos’ e ‘grupelhos’ que se preocupam e tentam modificar alguma coisa. Tudo o resto é circo, excepções e excessos que aqui não cabem de forma alguma.