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tangas lésbicas
lésbicas de tanga na tanga - em busca do seu passo doble perfeito - desfiando as linhas que cosem as tangas - que nos devolvem envolvem - pingas que tingem a linha da tanga - todas as tangas são iguais - mas estas são as melhores - tangas lésbicas
18 comments
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Junho 23, 2008 às 11:41 am
tagarelante
claro, e há posts que se querem comentar e outros que mesmo querendo, não se pode pq n se sabe do q tratam….
agora a questão é, mesmo assim, comentam-se na mesma?
:p
Junho 23, 2008 às 9:33 pm
arco iris
eu tambem acho.
Junho 23, 2008 às 10:30 pm
tangas
comentam sim, meninas tagarelante e arco-íris.
2008 é o ano da visibilidade lésbica. é o tema de todas as paradas orgulhosas. a gente precisa é de muita cor
Junho 23, 2008 às 11:33 pm
Só Maria
mesmo quando não se quer ver, estão lá, na cara, portanto mais vale não tentar fazer vista grossa!
muito colorido por aqui menina tangas!
Junho 24, 2008 às 11:54 am
Maria Oliveira
eu também acho… que precisamos de muita cor.
ai o orgulho… isso não é pecado minha querida?
Junho 24, 2008 às 12:34 pm
aNa
sendo que “visibilidade lésbica” é o quê, mesmo?
Junho 24, 2008 às 3:25 pm
Estrelaminha
boa tarde!
e cego é o que não vê, o que não quer ver ou o que acha que vê tudo?
Junho 25, 2008 às 10:34 am
tangas
colorido é que é preciso, menina só maria, para afastar as cinzentonas
Junho 25, 2008 às 10:35 am
tangas
pecado é não ter orgulho, que aqui é auto-estima. pecado é deixar fugir a vida entre os dedos, por medo, sem nunca chegar a aacreditar que já se nasceu inteiro. querida maria
Junho 25, 2008 às 10:57 am
tangas
pronto, menina iana, eu explico:
visibilidade para quem habitualmente não se “exibe” tanto como outros, tipo o sexo fraco, que foi consistentemente educado para se culpar quando se exibe em todas as acepções da palavra.
eu sei que à menina passam ao lado alguns destes irrelevantes pormenores, uma vez que a menina nasceu a acreditar que existe e, pronto!
mas visibilidade lésbica sim, é preciso, quando em cortejos e paradas se assiste a uma “hierarquização” do desfile por género: glbt (julga que a sigla é um mero acaso?)
para uma análise sociológica mais bem sucedida e validada, aconselhava-a a debitar a pergunta ao mva, emérito e douto activista da nossa praça, apesar da sua pertença ao “género primeiro” e, portanto, alguma possível parcialidade inconsciente na doutrina.
em termos metafísicos já não posso ser-lhe tão útil porque a minha ideologia aí passa pela cor da espuma do café, pela textura de um bom caril com arroz pilau, por um peixinho preparado com endro e outras iguarias.
Junho 25, 2008 às 10:59 am
tangas
é o que a menina achar, estrelaminha. eu cá, as mais das vezes nem sequer acho nada, que as pikenas são sensíveis e melindram-se com facilidade e eu já tenho barbas e não gosto de as pôr de molho. serve?
em termos mais gerais, a ver vamos quem são as visíveis na marcha…
Junho 25, 2008 às 12:09 pm
Estrelaminha
bom dia!
serviu perfeitamente, nem precisa de ajustar nem nada.
Junho 25, 2008 às 12:59 pm
aNa
pronto, eu meti-me nisto e agora não posso virar as costas à resposta!

(na maioria das vezes não faço comentários, porque depois tenho preguiça de pensar nas respostas, mas desta tem que ser… as coisas que a menina me arranja!!!)
1º parágrafo: pior que a “consistente educação” é não fazer nada para a ultrapassar, aceitando-a como um fado de inevitabilidade e vitimização. e não falo sequer em facilidade nesse processo. mas, já é tempo das pessoas assumirem que têm de fazer um bocadinho mais por si próprias. a visibilidade começa num processo interno e interior. que tem os seus custos, daí às vezes ser mais fácil atirar com as culpas para tudo o resto – família, sociedade, etc, etc. (e aqui, não me refiro em concreto à homossexualidade, porque essa é só uma dificuldade no meio de outras)
2º parágrafo: mais do que acreditar que existo, eu tenho a certeza do meu existir! mas todos os dias trabalho para isso. e nunca pensei que seria mais fácil ser doutra forma!
3º parágrafo: bem, a hierarquização terá que ver com a adesão, certamente. mas eu acho que a visibilidade pública, porque é disso que se trata, é uma coisa muito pessoal. e, provavelmente, as lésbicas não terão tanta necessidade de se manifestarem assim. digo eu…
4º parágrafo: não vou incomodar o mva com as minhas dúvidas, porque eu, apesar de às vezes não parecer, não estou do outro lado da barricada. mas estarei mais atenta às coisas que ele escreve. prometo que farei um esforço. é que muitas palavras juntas baralham-me a cabeça – não sou assim muito inteligente para certas áreas, confesso.
5º parágrafo: não o deveria ter lido a esta hora, porque estou esganada com fome!!
Junho 25, 2008 às 2:40 pm
tangas
ganda resposta, menina iana.
não creio que esteja do outro lado da barricada, de modo algum, em muitíssimos aspectos. e não me venha com essa das muitas palavras juntas, que eu lembro-lhe já o seu mui querido best-seller, que avança qual poderosa escuna , rasgando os mil e um mares da palavra escrita…
no entanto (e aqui arrisco-me, porque sei que a menina não é de levar desaforo para casa), quando se trata da visibilidade à mão de semear como forma pública de mudar o statu quo, e em que se englobam as marchas, paradas e outros eventos de cariz mais interventivo, quero crer que está sim.
mas não é uma questão só sua. é a de muitos indivíduos, independentemente do género. é uma questão cultural ainda, porque quase fica mal participar de um evento que, afinal, é uma questão de cultura sem hábitos de determinado tipo.
as marchas podem parecer acontecimentos menores, mas o certo é que elas são uma janela para a comunidade e, para muita gente ainda, a única forma de contacto com um mundo e uma vivência que continua a existir sobretudo na penumbra.
aplaudo, no entanto, a sua forma de estar de de lutar pelo que considera os seus direitos e o seu desenvolvimento pessoal. não há dúvida que a menina luta por aquilo em que acredita e não há como não lhe atribuir muitos méritos nessa sua contínua progressão.
Junho 25, 2008 às 3:44 pm
aNa
ai caneco, eu bem sabia porque razão não havia de comentar…

vou ali fumar um cigarro para ganhar fôlego – coisa mais incongruente não poderia ser dita
até já!
Junho 25, 2008 às 3:50 pm
tangas
vá lá à fumacita, que eu fico aqui a guardar-lhe o lugar, menina iana
Junho 25, 2008 às 4:49 pm
aNa
minha querida tangas
não se arrisca a nada comigo, a não ser a uma boa amizade – e dos amigos eu aceito as opiniões críticas (dos outros não quero saber, admito!)
só não concordo que estou do outro lado da barricada, em relação à visibilidade das marchas, porque eu não me manifesto contra, nem sequer digo, apesar de não ter opinião muito bem formada, que elas não têm importância. portanto, estou mais ou menos numa posição neutra, esperando que um dia me faça sentido fazê-lo.
poderá dizer que essa posição neutra é cómoda e acertará em cheio. mas eu sou uma pessoa de comodidades. talvez, também, não tenha interiorizado em mim o sentido do colectivo – o que não seria nada de espantar, visto ser filha única e ter sido muito pouco habituada a fazer alguma coisa pelos outros.
não é de todo por me parecer mal – é antes ausência de sentido. ou falta de hábitos, como tão bem diz.
mas, olhe, posso dizer-lhe que todos os dias procuro estar mais próximo do pensamento dos outros – sendo que em muitos casos o meu se modifica por via disso, que só os burros é que não mudam.
por isso, talvez ainda haja esperança para mim!
obrigada por me ter guardado o lugar.
Junho 25, 2008 às 5:59 pm
tangas
sabe que aqui tem sempre assento privativo
muito bem explicado, menina iana.