Não sei o que me entedia mais:
1. Os pedidos de entrevistas a casais de lésbicas, sempre com as mesmas questões básicas, o mesmo vago plano de assuntos e o habitual requisito de que sejam namoradas (então uma lésbica não pode dar entrevistas sobre lésbicas se não estiver a namorar? e porquê? perde credibilidade lésbica? – e quando é que surgirá uma/um jornalista capaz de fazer uma entrevista interessante, diferente, inesperada?);
2. As eternas perguntas de lésbicas que até gostavam de dar as entrevistas, mas querem que apareçam ilustrações em vez das suas imagens;
3. A eterna falta de imaginação e ignorância dos editores dos média quando o tema é lgbt.





5 comentários
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Fevereiro 25, 2009 às 1:12 pm
pilantra
O que me chateia, verdadeiramente, é que se reduza a homossexualidade à cama – embora a sexualidade seja determinante. Mas nem por isso deixa de ser como se a virgula fosse mais importante que o parágrafo.
No caso do casamento, por exemplo, discute-se a procriação e não a sexualidade.
E, principalmente, foge-se ao contrato social e económico que é o casamento civil para se prenderem à manutenção do esquema tradicional da herança – porque é a herança do património, de facto, que está em jogo no alargamento do conceito de família.
Ninguém reivindica o familiar doente ou incapacitado. Reivindicam-lhe o espólio, migalha a migalha. Como é de uso tradicional nas autênticas guerras de «partilhas», sejam por óbito ou por divórcio.
Macabramente, são aqueles que estão arredados do direito a constituir família que reivindicam a reposição ética da família!
Entrevistas giras? Claro! Mas, para mim, primeiro terão de ser «normais», sine qua – non! Isto é, terão de ser entrevistas a pessoas que podem ou não ser LGBT e não fofocas eróticas ou pseudo-eróticas sobre LGBT.
Convem aqui acrescentar que nada tenho contra o erotismo LGBT, sequer contra a pornografia LGBT.
Cassandra Rios ou Anais Nim ou Patricia Highsmith assustam-me tanto quanto Henry Miller ou Sade ou D.H.Lawrence. O que não obsta, no entanto, a que eu prefira Lawrence Durrel, Wolf, Kavafis, Brantome, Lowry, Swift, Verlaine, etc., etc.. É que não há só Platão e Aristóteles: também há Montaigne. E, já agora, Homero e Safo. E Boccaccio.
E nem vale a pena falar em Pompeia ou nos Kama Sutra.
Fevereiro 25, 2009 às 3:31 pm
Citadina
Tédio e revolta.
Não somos animais de circo para nos olharem como se só servíssemos para fazer acrobacias (neste caso, sexuais) dentro de jaulas.
Fevereiro 27, 2009 às 3:24 pm
pilantra
Estás aí, ó mal encarada da minha alma?
Março 1, 2009 às 12:25 pm
tangas
estou aqui sim, ó pilantrinha de todas as almas.
afundada em trabalhos. mas aqui.
Março 1, 2009 às 7:51 pm
Pilantra
M’lher!… na ta fundes!
Gostei dos rumores!