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Quem conta um conto acrescenta-lhe um conto. É o que se diz por aí. É o que se faz por aqui, a avaliar pelos continhos que nos vão chegando para a nova colectânea de contos lésbicos 2009. Entretanto, mesmo que já tenham mandado os vossos, não se esqueçam de divulgar o concuros entre as vossas amigas e mostrar onde se porde comprar o primeiro volume dos contos, aqui.

Procuro mulheres heteros para entrevista sobre as condições sociais e afectivas que marcam as suas relações com o sexo oposto. Asseguro confidencialidade total, com emprego de nomes fictícios e supressão de qualquer alusão que possa vir a revelar a sua verdadeira identidade. O trabalho será publicado aqui no Tangas e servirá para sensibilizar o público lgbt para a realidade da vivência afectiva destas mulheres e da discriminação de que são alvo. O contacto pode ser feito para o email deste blogue: tangaslesbicas.

Ora aí está uma perspectiva colorida: as primas de cabelos esvoaçantes nos seus cavalos de ferro, a sorrir à esquerda e à direita durante o desfile. Voto a favor, claro. Quem tem as motinhas a enferrujar na garagem trate de aproveitar, se faz favor. Podem ver mais aqui.
Enquanto não chega o desfile, aproveitem a actividade do LES, Geografias Lésbicas: à procura de um mapa, a ter lugar no Porto, dia 4 de Abril, às 15h00, nas instalações da UMAR, Rua da Cruz, 13.
O que eu gostava mesmo de ver era uma acção conjunta das meninas blogueiras no próximo lgbt pride. Já pensaram em unir esforços e organizar um grupo de bloguistas para desfilar e partipar do arraial? Ó lusas primas, isso é que ia ser um belo get together…
Mais um e cheio de sol.
Estou agradavelmente surpreendida com a qualidade dos contos que vão chegando.
Continuem a enviar

Revi nos últimos dias estes dois filmes de primas. Às vezes dá-me para aí, quando vale a pena, caso destes dois filmes.
E também vi este, de primos:

Interessante e recomendável.

Conferência “Políticas Integradas contra a Discriminação das Pessoas LGBT / Mainstreaming LGBT Anti-Discrimination Policies”
Centro de Informação Urbana de Lisboa (Picoas Plaza) 27 e 28 de Março de 2009
Dia 1 Sexta-feira, 27 de Março de 2009
9h-9h30Boas-Vindas e Inscrição
9h30-10h Sessão de Abertura António Costa*, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Elza Pais, Presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género
Robert Jan van Houtum, Embaixador do Reino dos Países Baixos em Lisboa
Paulo Côrte-Real, Presidente da Direcção da Associação ILGA Portugal
10h-11h20 Painel 1 – em boas mãos: Segurança, Justiça e as Pessoas LGBT Moderação: Miguel Pinto, Dirigente da Associação ILGA Portugal Intervenções: Paul M Cahill MBE, Chief Inspector, Presidente da Gay Police Association (Reino Unido) Victor Argelaguet, Guàrdia Urbana de Barcelona, Presidente da GayLesPol, Secretário da European Gay Police Network (Catalunha, Espanha) Fernando Grande Marlaska, Juez Instructor de la Audiencia Nacional (Espanha) Comentário: Rui Sá Gomes*, Secretário de Estado da Administração Interna (Portugal)
11h20-11h30 Pausa para café
11h30-13h Painel 2 – um pé na porta: o Acesso das Pessoas LGBT ao Trabalho e à Solidariedade Social
Moderação: Luísa Corvo, Coordenadora do Grupo de Intervenção Política da Associação ILGA Portugal Intervenções: Joke Swiebel, ex-Eurodeputada e ex-Presidente do Intergrupo LGBT do Parlamento Europeu (Países Baixos) Ronald Holzhacker, University of Twente, Senior EU Expert, Network of Socio-Economic Experts in Anti-Discrimination Luisa López, Division Director – Human Rights & International Affairs, National Association of Social Workers (EUA) Comentário: Edmundo Martinho*, Presidente – Instituto de Segurança Social, I.P. (Portugal) Alexandre Rosa*, Vice-Presidente – Instituto do Emprego e da Formação Profissional, I.P. (Portugal)
13h-14h30 Almoço
14h30-16h15 Painel 3 – mens sana in corpore sano: Educação e Saúde Inclusivas
Moderação: Maria José Alves, Associação para o Planeamento da Família/Médicos pela Escolha
Intervenções: Evelyne Paradis, Policy Director – ILGA Europe Rita Paulos, porta-voz e ex-Presidente da rede ex aequo (Portugal) José Maria Nuñez Blanco, Fundación Triángulo (Espanha) Comentário: Brigitte Degen, DG Employment Social Affairs and Equal Opportunities – Anti-Discrimination Unit (União Europeia) Jesuína Ribeiro, Subdirectora-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (Portugal)
16h15-16h30 Pausa para café
16h30-18h Painel 4 – bons olhos os vejam: Boas Práticas de Políticas Transversais Moderação: Paulo Côrte-Real, Presidente da Direcção da Associação ILGA Portugal Intervenções: Xavier Verdaguer i Ribes, Responsable – Programa per al col•lectiu de gais, lesbianes i transsexuals (Catalunha, Espanha) Els Veenis, Senior Policy Advisor – LGBT Policy Affairs (Países Baixos) Martha Franken, Senior Advisor – Coordinator, International Equal Opportunities Policies (Bélgica)
Comentário: Jorge Lacão*, Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros (Portugal)
Dia 2 Sábado, 28 de Março de 2009 11h30-13h
Painel 5 – corpo de delito: Identidade de Género e Discriminação Moderação: João Pereira, Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género
Intervenções: Carla Moleiro, Professora de Psicologia Social – ISCTE; investigadora – Projecto TRANSformation (Portugal) Baastian Franse, Assistente Social – Transvisie, centrum voor genderdiversiteit (Países Baixos) Julia Ehrt, Co-Presidente – Transgender Europe
Comentário: Vasco Prazeres, Chefe de Divisão de Informação, Comunicação e Educação para a Saúde da Direcção-Geral da Saúde (Portugal)
13h-14h30 Almoço
14h30-16h30 Painel 6 – direito ao coração: Discriminação das Relações Familiares das Pessoas LGBT Moderação: Maria José Magalhães, UMAR Intervenções: Robert Wintemute, Professor of Human Rights Law, School of Law, King’s College London (Reino Unido) Susan Golombok, Directora do Centre for Family Research, Cambridge University (Reino Unido) Ignacio Solá, Subdirector General de Promoción, Normativa y Desarrollo Social de la Dirección General contra la Discriminación – Ministerio de la Igualdad (Espanha) Miguel Vale de Almeida, Professor de Antropologia – ISCTE (Portugal)
Comentário: Elza Pais, Presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (Portugal)
16h30-16h45 Pausa para café
16h45-18h30 Encerramento
Moderação: Fernanda Câncio, jornalista – Diário de Notícias (Portugal)
Intervenções: Representantes de todos os grupos parlamentares* (Portugal) * a confirmar Faça a sua pré-inscrição pelo e-mail conferencia@ilga-portugal.pt
Entrada livre. Possibilidade de obter certificado de participação.
Mais informações e actualizações permanentes em http://www.ilga-portugal.pt/conferencia2009/
Associação ILGA PORTUGAL Email: ilga-portugal@ilga.org http://www.ilga-portugal.pt/ Centro LGBT Rua de S. Lázaro, 88 1150-333 Lisboa Metro: Martim Moniz Autocarro: 790 Telefone: 218 873 918 | 969 367 005 Fax: 218 873 922

Quando nos sentamos à frente de um computador e temos acessos a blogues como este, tendemos a acreditar que este mundo está a moldar-se à nossa realidade de mulheres lésbicas.
É no entanto necessário compreender que somos muito mais nós, lésbicas, que estamos a moldar o nosso mundo fora da cápsula dos preconceitos. Libertámo-nos um pouco e abrimos as asas para aproveitar os ventos de feição.
A transformação operou-se dentro de nós e isso é bom. Mas corresponde o mundo a essa nossa visão de mulheres lésbicas e sem problemas em nos assumirmos?
A resposta que me ocorre sublinha a dúvida. Isto porque, como jornalista e membro do IFJ, Federação Internacional de Jornalistas, chegou-me ao email uma brochura lançada a 6 de Março passado sobre a igualdade de género.
Olha que interessante, pensei para mim, crendo que este género do título da brochura se ocupava também dos nossos. E fui a correr ler a brochura, para ver que informação continha e se podia pôr aqui alguma utilidade.
Vã busca a minha, porque a brochura destina-se a consciencializar os jornalistas sobre a igualdade entre homens e mulheres, dizendo, entre outras coisas, que apesar da evolução dos últimos 25 anos e de muitas mulheres fazerem hoje parte das redacções, é necessário que os jornalistas tenham em mente que são exactamente os meios de comunicação que propagam imagens negativas das mulheres que são figuras públicas e políticas, perpetuando assim a desigualdade e os preconceitos culturais passados ao longo das gerações.
Achei isto assustador, embora saiba bem quão verdadeira é esta realidade. Achei também que a referência aos últimos 25 anos elimina simplesmente todos os anteriores anos e gerações de luta e conquistas do género feminino. E o pior é que isto é a realidade do jornalismo.
Quais géneros alternativos, qual o quê! Pois se ainda estamos na pré-história do género feminino...
Amanhã celebra-se o Dia Internacional da Mulher.
Deixo-vos um convite: imaginem que vos põem em frente de 50 000 mulheres, com um microfone à frente. Mandem-me a frase que gostariam de debitar numa situação dessas.
Que raio de coisa quer um jornalista dizer quando escreve uma coisa destas?
DN, 28-02-09
Os assumidos que governam (algum) mundo
Isto é a propósito do Milk? Do lobby gay? Artigo de opinião? Pesquisa? Moda?
Santa abacate e santa beringela nos valham…






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