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Isabel Moreira, José Saramago, Ana Zanatti

Isabel Moreira, José Saramago, Ana Zanatti

Várias personalidades que apoiam o casamento entre homossexuais vão estar este domingo no Cinema São Jorge, em Lisboa, na apresentação do MPI. São elas o psiquiatra Daniel Sampaio, a constitucionalista Isabel Mayer Moreira e a actriz e escritora Ana Zanatti são que, entre outros, subirão ao palco no domingo às 16h, para explicar as razões pelas quais integram o Movimento Pela Igualdade no acesso ao casamento civil (MPI) e subscrevem o seu manifesto.
A actriz Fernanda Lapa fará uma leitura do documento em que se baseia este movimento, que pretende ser um movimento de pressão da sociedade civil sobre o poder político e conseguir que os partidos, no ciclo eleitoral que agora se inicia e que inclui legislativas, o compromisso de que o próximo Parlamento altere o Código Civil para que este passe a permitir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
Já conta mais de setecentos apoiantes e é apoiado pelos escritores José Saramago, Ana Luísa Amaral e Lídia Jorge, da realizadora de cinema Ana Luísa Guimarães, pelos artistas plásticos Graça Morais e Julião Sarmento, a jurista Teresa Beleza, o jornalista Miguel Sousa Tavares, o cientista Alexandre Quintanilha, Herman José e Ricardo Araújo Pereira, Alexandra Lencastre, Catarina Furtado, Soraia Chaves, Filipe Duarte, Nuno Lopes e Pepê Rapazote, José João Zoio e Lili Caneças.

Facilitando o trabalho de quem realmente quer perguntar qual é a posição dos partidos políticos sobre as questões fundamentais para a comunidade lgbt, e na sequência da pergunta feita no post anterior, aqui vão os contactos de quem nos pede votos:

Grupo Parlamentar do Partido Socialista
Tel.: 800204342 (linha verde) / 213919264 Fax: 213917444

Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata
Tel.: 800205156 (linha verde) Fax: 213917443

Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português
Tel.: 800200358 (linha verde) / 213919202 Fax: 213917432

Grupo Parlamentar do Partido Popular
Tel.: 800205158 (linha verde) / 213919233 Fax: 213917433

Grupo Parlamentar do Partido do Bloco de Esquerda
Tel.: 800204027 (linha verde) / 213917592 Fax: 213917459

Grupo Parlamentar do Partido Ecologista “Os Verdes”
Tel.: 800205154 (linha verde) / 213919294 / 213… Fax: 213917424

DEPUTADOS NÃO INSCRITOS

Luisa Mesquita
Tel.: 213 919 778 / 213 910 843 Fax: 213 936 954 / 213 917 475

José Paulo Carvalho
Tel.: 213 919 012 Fax: 213 917 507

MEP tel.: 218844180 fax.: 218880116

Partido Humanista
Luís Filipe Guerra Tlm 962818610
Carla Romualdo Tlm 967230676

MTP Partido da Terra
Pedro Quartim Graça Tlm 969640021

PPM Sem site ou contacto público

PDA Sem site ou contacto público

PCP-PEV Os mesmos de Os Verdes e PCP

POUS Com site e email, sem contacto telefónico

Nova Democracia Sem contacto telefónico

Movimento Mérito e Sociedade Sem contacto e site inoperante

PNR Tlm 964378225

foto Los Angeles Times

foto Los Angeles Times

A desilusão marcou a decisão do Supremo da Califórnia de reiterar a Proposta 8, deixando no entanto os casais do mesmo sexo casados. Hora e meia depois de ser conhecida a decisão, os apoiantes das duas facções desta proposta começaram a receber emails apelando a doações para a próxima etapa da batalha: outra votação sobre o casamento entre homossexuais que pode ser já em 2010.
A propósito: já se lembraram de inquirir sobre a posição de cada partido neste assunto? Porque essa é uma das questões que decidirá o meu voto para a representação europeia.

Em 2004 começaram a casar-se pessoas do mesmo sexo na Califórnia. Depois vieram tribunais banir esses casamentos. Em Maio de 2008 o Supremo Tribunal disse que a constituição do Estado da Califórnia protege o direito fundamental ao casamento, que se estende aos casais do mesmo sexo. Entre Junho e Novembro do ano passado 18 mil casais do mesmo sexo legalizaram a sua situação. No mesmo mês (Novembro) foi a votos a Proposta 8, que emenda a constituição californiana para reconhecer apenas os casamentos entre homens e mulheres.
Hoje o Supremo vai começar a decidir se a Proposta 8 é ilegal ou não. É que, além de não deixar casar pessoas do mesmo sexo, pôs a questão de se saber se os casamentos já celebrados são ou não válidos, coisa que é vista como um direito que não pode ser revogado sem uma razão de extrema gravidade. Não falando já dos casais do mesmo sexo de fora do estado que passaram também a ser reconhecidos no território.

Escrevi aqui em baixo que os californianos estavam casados outra vez. E só uma pessoa se deu conta de que a notícia linkada é de 2008 e que deu origem a uma confusão minha (obrigada amigo da amiga…).
Na verdade, estava à espera da notícia que saiu hoje e que posto ali em cima.

Os homossexuais californianos já estão casados outra vez, pronto!
O Supremo Tribunal do estado governado pelo implacável extreminador tratou de invalidar com a sua decisão sobre essa matéria praticamente toda a lei que descrimine com base na orientação sexual.
É caso para dizer: vai extreminar outros, Arnold!
(a notícia está aqui, em inglês, no Los Angeles Time)

Direitos_LGBTI

A ILGA divulgou ontem um relatório que mapeia a legalidade dos homossexuais no mundo. Ou seja, há 80 países em que a homossexualidade é ilegal (ver aqui – não vão de férias para lá, claro) e é punido com a pena de morte em cinco outros – Irã0, Mauritânia, Arábia Saudita, Sudão, Iêmen e em algumas regiões da Nigéria e da Somália.
O estudo diz que há 115 países em que a homossexualidade é considerada legal. O que não quer dizer que se faça coisa alguma para eliminar a menoridade que ela suscita.
O casamento (que não é o mesmo que contratos de ajuntamento de trapinhos que são legais em vários outros países) entre pessoas do mesmo sexo existe em sete países: África do Sul, Bélgica, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia e Canadá, e ainda os estados americanos de Connecticut, Iowa, Maine, Massachusetts e Vermont.
A adopção de crianças por casais do mesmo sexo é possível na cidade brasileira de São Paulo, nalguns locais de Estados Unidos e Austrália, mais outros dez países.
O Brasil aparece no estudo como um dos lugares onde se proíbe a discriminação no trabalho baseada na orientação sexual.
Há doze países africanos que nunca qualificaram a homossexualidade como delito.
O estatuto do homossexualismo não é claro em Djibuti e Iraque, enquanto Lesoto, Suazilândia, Belize e Trinidad e Tobago proíbem a entrada de pessoas com esta orientação sexual (adeus turismo multicolorido…).

Deve ser do calor…

Estou com vontade de organizar uma jam session de escrita :P

Parece que não me chegam as dezenas de contos que tenho aqui para ler e rever.

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