
Isabel Moreira, José Saramago, Ana Zanatti
Várias personalidades que apoiam o casamento entre homossexuais vão estar este domingo no Cinema São Jorge, em Lisboa, na apresentação do MPI. São elas o psiquiatra Daniel Sampaio, a constitucionalista Isabel Mayer Moreira e a actriz e escritora Ana Zanatti são que, entre outros, subirão ao palco no domingo às 16h, para explicar as razões pelas quais integram o Movimento Pela Igualdade no acesso ao casamento civil (MPI) e subscrevem o seu manifesto.
A actriz Fernanda Lapa fará uma leitura do documento em que se baseia este movimento, que pretende ser um movimento de pressão da sociedade civil sobre o poder político e conseguir que os partidos, no ciclo eleitoral que agora se inicia e que inclui legislativas, o compromisso de que o próximo Parlamento altere o Código Civil para que este passe a permitir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
Já conta mais de setecentos apoiantes e é apoiado pelos escritores José Saramago, Ana Luísa Amaral e Lídia Jorge, da realizadora de cinema Ana Luísa Guimarães, pelos artistas plásticos Graça Morais e Julião Sarmento, a jurista Teresa Beleza, o jornalista Miguel Sousa Tavares, o cientista Alexandre Quintanilha, Herman José e Ricardo Araújo Pereira, Alexandra Lencastre, Catarina Furtado, Soraia Chaves, Filipe Duarte, Nuno Lopes e Pepê Rapazote, José João Zoio e Lili Caneças.





10 comentários
Comentários feed para este artigo
Maio 28, 2009 às 2:47 pm
Pilantra
rsrsrsrs esquecesteo etc., no fim…
Eu já lá tenho a fronha´nos bonequinhos.
E para animar a festa, deixo-te aqui uma folia contra a homofobia:
Maio 28, 2009 às 3:47 pm
Citadina
I’ll be there, com a minha formalmente-futura-cunhada, assim que me possa eu casar. Foi ela que tratou de me arranjar o convite. A família que ainda não é reconhecida pelo Estado, só faltam eles, pá!
Junho 1, 2009 às 2:22 am
Miguel Vaz Serra
O que mais me choca é que em 2009, com um Governo do Partido Socialista, com um PM que vai apoiar Zapatero em Espanha e falar castelhano para os hermanos, depois em Portugal seja tão conservador, retrogado e ainda por cima obrigue os deputados do PS a votarem contra, qual A.Popular dos tempos de Salazar.Isto tem que ser dito e deixarmo-nos de ser hipócritas e brincarmos á Esquerda.Este Governo devia ter feito como em Espanha e passar por cima de valores completamente retrogados duma Igreja podre e moribunda que se tenta apoiar em valores medievais baseados numa falsidade sem limites pois como toda a gente sabe, 70% do clero É HOMOSEXUAL.
Gosto de ver gente como a Ana Zanatti, sempre uma Senhora, a mais uma vez dar a cara por esta causa.
Junho 1, 2009 às 8:29 am
tangas
miguel, não me preocupa quem é ou não homossexual, assim como não gostaria que se preocupassem comigo por eu ser assim ou assado. a vida que cada um faz, sem prejudicar ninguém, é um direito e não um motivo para ser prejudicado só porque alguém não concorda com um pormenor.
já quanto ao senhor josé, concordo que é uma tristeza constatar que alguém numa posição de poder como a dele é capaz de andar aos pinchos demagógicos com assuntos como este e verificar, ainda com mais tristeza, que a maioria das pessoas é absolutamente incapaz de se insurgir contra isso. maioria essa que até votou e é governada pelo pincha-demagogias.
mas é assim que os ditadores vão parar à cadeira do poder e é assim que conseguem escrever páginas e páginas de negra história.
felizmente há capacidade para organizar movimentos como este e pessoas com coragem para bater o pé e dizer o que o senhor josé não quer dizer: em 2009 há meias-pessoas, meios-direitos e muita gente a fazer de conta que isso é normal…
Setembro 8, 2009 às 9:25 pm
Miguel Vaz Serra
Tem razão,mas eu não indico quem é ou não,simplesmente declaro guerra à hipocresia!!! beijo
Setembro 10, 2009 às 5:33 pm
tangas
seja…
Junho 1, 2009 às 7:26 pm
samartaime
Eu não estou esquecida da nega de Outubro de 2008 – que, aliás, previ que ia acontecer.
Como não estou certa que esta tentativa mais, resulte. Muita assinatura haverá para criar o entusiasmo do «nós é que somos», para fazer crescer «a onda». A política é uma questão de boa oportunidade e são os bons oportunistas que vencem.
Também eu jogarei na oportunidade que me dão: irei a todas – para perder ou para ganhar. Porque é uma vergonha maior consentir que um grupo de cidadãos esteja banido do usufruto da Lei Fundamental deste país por preconceitos alheios ao estado laico.
Sócrates quer a onda. Comigo não a teve nem terá, nunca. Mas não é por um Sócrates que vou perder esta oportunidade. Tal e qual .
Junho 3, 2009 às 2:16 pm
tangas
o senhor josé esquece-se que ninguém fica em lado nenhum para sempre e que mais vale manter a cabeça no sítio do que a esticá-la e estar sempre a pôr-se em bicos dos pés, como os putos que estão sempre a chamar a atenção. um dia vem alguém e pum! ou pim! ou… como era mesmo que dizia o outro em manifesto contra o tal Dantas?
Junho 2, 2009 às 2:13 pm
r.filgueira
Por x nem me lembro que tao perto de aqui (zapaterolandia) nao é reconhecido o casamento entre homosexuais… Estou convencida que sera uma questao de tempo e mais umas eleiçoes…
Só um juiz (catolico) teve a genial idea de querer objectar e o tribunal supremo nao lhe deu hipoteses
…………..
“El Tribunal Supremo (TS) ha denegado a un juez el ejercicio de la objeción de conciencia para no tramitar expedientes de matrimonios gays al considerar que los miembros de la carrera judicial están sometidos a la ley en cualquiera de sus cometidos. El juez pretendía abstenerse de estos expedientes matrimoniales y ser sustituido por otros juecesEl TS rechaza así el recurso presentado por un magistrado de Sagunto (Valencia), encargado del Registro Civil, contra un acuerdo del Consejo General del Poder Judicial (CGPJ) contrario a que los jueces del Registro Civil puedan negarse a tramitar estos expedientes por objeción de conciencia.
El titular del Juzgado de Primera Instancia e Instrucción número 3 de Sagunto, Pablo de la Rubia, alegó ante el Supremo que quería ejercer su derecho a la libertad ideológica mediante la objeción de conciencia “en cuanto a católico y de acuerdo con el magisterio de la iglesia católica”.
El juez pretendía abstenerse de estos expedientes matrimoniales y ser sustituido por otros jueces “cuyas conciencias no se vieran afectadas por este tipo de celebraciones”.
El TS recuerda que la Constitución establece de forma “rotunda” la sumisión de los poderes públicos a la ley, de tal forma que, además de prohibirles actuar contra las leyes, únicamente les permiten hacerlo cuando cuentan con habilitación del legislador. “
Junho 3, 2009 às 2:18 pm
tangas
mas já passou tanto tempo que está tudo farto de dar tempo ao tempo, enquanto se multiplica a vergonha da discriminação.