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(fotos times.co.uk)
No Ípsilon, do Público, a história de Jan Morris, que já foi homem e vive há 60 anos com Elizabeth:
(…)

É o décimo terceiro Arraial Pride organizado pela Ilga-Portugal e, este ano, é nos jardins de Belém, a partir das 16 horas.
Por mais que o mudem de sítio, a intenção é a mesma: proporcionar convívio e contacto, diversão e visibilidade. Levem os vossos amigos, a famíla, os quase desconhecidos.
O mais aterrador sobre este vídeo do exorcismo do ‘demónio gay’ realizado a um puto de 16 anos numa igreja do Connecticut, é pensar que isto é feito por pessoas em que ele confia e de que depende. E que tudo isso foi registado em vídeo com algum propósito.
É abuso de confiança, abuso exercido sobre um menor, que ainda por cima não foi tido nem achado sobre a realização deste vídeo na altura e muito menos o terá sido sobre a sua divulgação.
Quanto ao exorcismo, nem vale a pena comentar, porque isto é simplesmente um atentado contra a integridade física e psicológica individual. E quando o indivíduo tem 16 anos, não deviam estar todos em pé de guerra e a investigar isto?
Também pode dar-se o caso de a igreja ter filmado isto com o propósito de propagandear as suas ‘santas’ actividades, sendo que lhe saiu o tiro pela culatra…
Devo dizer que nada disto me convence. Desde que o jornalismo e os médias em geral revelaram toda a sua potencialidade propagandística, cada vez desconfio mais de documentários e revelações afins. É tudo em nome de mais 15 minutos de fama, sem nenhuma consideração pelo que está realmente envolvido nas questões e que já é, de si, difícil de abarcar.
Podem ver aqui alguns vídeos sobre este mesmo assunto.
Cá por coisas, lembrei-me: e se ainda existisse o copcon? Será que nos enfiavam a todas e todos no Campo Pequeno e nos liam manifestos pelos altifalantes e havia um major a assinar guias de marcha para Peniche, depois de passarmos por uma fila onde fôssemos grosseiramente carimbados a tinta vermelha e negra com epípetos dignos de reaças e depois sabe-se lá que mais se passava?
Às vezes o obscurantismo é mesmo uma luz que se apaga, a modos que como um punhado de vidas que se apagam ou coisa assim. Se isto fosse uma novela da vida real, ainda vinha aqui alguém contar-nos uma história mirambolante com deves e haveres de outras épocas em que ainda não se chamava timing político inconveniente ao facto de se lixar alguém não conforme com ‘a norma’ de alguns, sempre poucos, mas sempre senhores de uma verdade única e absoluta.

Foto: António Subtil
Sábado passado foi dia de marcha. Para muitos, esta foi a primeira vez que participaram, já que a marcha deste ano foi a mais concorrida.
Confesso que foi também o meu caso. Após vários anos de hesitações, lá decidi participar no que se tornou num passeio com alguns amigos que me acompanharam.
Sobre um Sol abrasador, a sombra das árvores do Príncipe Real era bem vinda, tornando a meia hora de espera num momento de convívio e de encontros.
A marcha partiu do Príncipe Real, seguiu pela Rua da Misericórdia e Rua Garrett, tendo acabado no Rossio após passar pela Rua do Carmo. Foi nesta última rua que se passou um dos momentos mais marcantes da marcha: do passadiço do elevador de Santa Justa, voluntários largavam confettis, muitos deles com pequenas frases. Ficámos inundados por um mar de papelinhos.
Para mim, a marcha revelou-se um dos actos mais francos e genuínos de mostrar a todos o que eu sou e o que pretendo da sociedade.
Neste fim de semana temos o Arraial. O importante é participar. Sem medos.
O Tango Assumido
Gostam de limonada? Se não, também não importa.
Vejam lá se dão conta de uns quantos limoezinhos quando não vos apetecer fazer mais nada:
http://hookyinteractive.com/
A luta de classes é tramada. Ontem e hoje fiz pesquisa de notícias sobre a marcha em Lisboa e encontrei apenas uma, no DN de sábado – online, claro. Em compensação, há dezenas de notícias em todos os meios sobre Teerão, os prisioneiros de Guantánamo e por aí fora.
Os direitos humanos lá fora são muitissimo mais importantes que os de cá, claro. Em dez edições da marcha, houve um feito notável: o noticiário encolheu, as fotos das drag-primas já não fazem capas nem sequer justificam foto-legendas.
Mesmo quando as pessoas se juntam, em grande número, num cinema da capital para dar a cara pelos direitos de cidadãos de segunda classe que vivem em Portugal, quando procuram os intervenientes é mais para inquirir sobre as suas vidas privadas do que por interesse honesto na questão.
Esta é que é a verdadeira crise mundial, a do desinteresse dos média pelas questões dos cidadãos, a do desaparecimento dos jornalistas em favor dos empregados da enorme indústria de entretenimento e propaganda em que se tornaram jornais, televisões e outros meios de comunicação.
Nestas alturas é que é preciso que haja pasquins, jornais de parede, manifestos, acções públicas de protesto, para lutar contra a indiferença a que é condenada publicamente, pelo silêncio, uma muito significativa fracção da população portuguesa.
- Shhhhhh… Vamos fazer de conta que eles não existem.


E é dia de levar à marcha pais, irmãos, filhos, primos, tios, amigos, conhecidos, curiosos e quem tenha vontade de saber afinal o que é a marcha e o que lá fazemos.

Atenção mães e pais de homossexuais: está aí a AMPLOS – Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual. Está a arrancar e para já vai estar representada no Arraial Pride, em Lisboa, para trocar impressões com quem queira falar, perguntar, participar.
Saquem lá os papás do armário e toca a levá-los para a festa e ao encontro desta iniciativa, que já fazia falta entre nós.
Para já, aqui fica o manifesto da AMPLOS:
AMPLOS – Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual
“BRING-OUT”
Quem somos:
Somos um grupo de pais que se propõe lutar por uma sociedade mais justa, opondo-nos a todas as formas de discriminação. Pela forma como nos toca enquanto pais, concentrar-nos-emos preferencialmente no combate às formas de discriminação relacionadas com a orientação sexual.
O que sabemos e sentimos:
Sentimos que muito falta fazer para que os homossexuais sejam aceites, possam assumir abertamente a sua identidade, exprimir os seus afectos, casar, ter igualdade de tratamento jurídico; em suma serem pessoas de pleno direito, serem cidadãos de plena cidadania.
Sabemos que a aceitação da sua orientação pelos pais é um dos momentos mais marcantes, e fundamentais, na sua própria aceitação como pessoas. É um momento intenso para ambos. Na maioria das vezes sofrido, por ambos.
Sabemos que muitos pais reagem de forma brutal a essa situação pelas expectativas que criaram em relação aos filhos, pelos preconceitos que circulam, e abundam, na sociedade, pela falta de informação resultante dos tabus que se têm perpetuado em torno da discussão aberta do tema.
Sabemos que para os pais é difícil falar d@ seu filh@ homossexual; falar das suas relações amorosas, dos seus projectos de vida.
Sabemos como são forçados a usar diferentes “histórias” para os seus diferentes filhos e quão dura lhes é essa discriminação. Fazem-no pelas reacções que essa abertura provoca nos outros; fazem-no pelo respeito que os filhos merecem, deixando-os decidir quando e a quem o fazer, dando por vezes um empurrãozinho, na abertura da porta desse tal “armário”. Toda esta situação exige dos pais uma atenção especial, difícil, paciente, cuidadosa.
Também sabemos que os pais estão muito sózinhos, nem sempre sabem como agir da melhor forma. Andam eles próprios a aprender a ser pais, a como sair do seu “armário” de pais reprimindo o desejo de escancarar a porta toda, e celebrar todo o amor que sentem por esses filhos.
O que queremos:
Queremos ser um grupo de pais que se oiçam, esclareçam, acompanhem.
Queremos ser um grupo de apoio a jovens homossexuais que tenham dificuldade na sua relação com os pais.
Queremos constituir um grupo de acção cívica ao lado dos nossos filhos e de todas as organizações que defendem os seus direitos.
Como pensamos fazê-lo:
Procuraremos locais e momentos de encontro periódico, à medida da dimensão e situações que forem surgindo. Destes contactos se seguirão outras formas de acção dependendo das ideias que nascerem no interior do próprio grupo.
Procuraremos marcar de alguma forma presença em todas as formas de encontro que digam respeito a esta causa.
Contacte-nos através de: amplos.bo@gmail.com
Aqui há uns anos largos alguém se lembrou de organizar uma tabela com uma escala percentual da homossexualidade de cada um. Isto é, de zero a cem, qual é o grau de identificação de cada um de nós quanto à sua sexualidade.
Ora, na falta da tal tabela, lembrei-me de vos perguntar aqui quão primas se sentem, numa escala de 0 a 10. Fica aí a sondagem:






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