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- Então onde estás, mana?

- No Meco, ao sol. Bem… Isto é a maior concentração de primas e primos por metro quadrado que já vi.

- É a Providence portuguesa, eheheh…

- Já era, mas agora é incrível. Às vezes até me sinto deslocada por ser tão notoriamente hetero.

- Não te preocupes. Eles estão habituados a heteros.

- Até o pikeno da mercearia é gay.

- Sinais dos tempos, mana. Sabes, aqui há anos a moda era o Penedo. Tudo o que era prima tinha casa ou alugava uma no Penedo.

- Ai é? Isso não sabia. Mas está-se muito bem aqui. Friendly, eheheh…

queerlisboa

Antecipação da programação do Queer Lisboa 13:

Queer Lisboa 13 – 13º Festival de Cinema Gay e
Lésbico de Lisboa que mais uma vez promete marcar o final do Verão na
capital. Entre 18 e 26 de Setembro, nas três salas do Cinema São Jorge,
temos encontro marcado com a maior celebração da cultura queer no nosso
país.

Com um total de 95 filmes programados, e o alto patrocínio do Instituto do
Cinema e do Audiovisual – Ministério da Cultura, da Câmara Municipal de
Lisboa e da EGEAC, o Queer Lisboa mantém a sua forte aposta nas Secções
Competitivas para Melhor Longa-Metragem, Melhor Documentário e Melhor
Curta-Metragem. Na Secção Competitiva para a Melhor Longa-Metragem de
Ficção, o júri é este ano constituído pelo escritor Richard Zimler (E.U.A.,
Portugal), pela actriz e encenadora Isabel Medina (Portugal), pelo crítico
de cinema Boyd van Hoeij (Luxemburgo), pela programadora Florence Fradelizi
(França) e pela programadora e distribuidora Ricke Merighi (Itália). Quanto
ao Melhor Documentário, será escolhido pelo psicólogo Nuno Nodin (Portugal),
pela programadora Melissa Pritchard (Alemanha) e pelo realizador Oded Lotan
(Israel). Já a Melhor Curta-Metragem será eleita pelo voto do público.

Como filme de abertura será exibido, no dia 18 de Setembro, pelas 21h00, em
antestreia nacional, Morrer como um homem, a nova longa-metragem de João
Pedro Rodrigues, com a presença do realizador, elenco e equipa técnica. O
filme teve primeira exibição mundial no Festival de Cannes em Maio deste
ano. Antes de Lisboa, o filme terá ainda estreia americana no Festival
Internacional de Cinema de Toronto. A sessão conta com o apoio da Rosa
Filmes e da Zon-Lusomundo. Depois de em 2000, no 4º Festival de Cinema Gay e
Lésbico de Lisboa, termos apresentado a sua primeira longa-metragem, O
Fantasma (2000), para uma sala ocupada bem acima da sua capacidade de 700
lugares, no Fórum Lisboa, é uma honra para nós acolher a antestreia nacional
do mais recente filme de João Pedro Rodrigues. A estreia comercial do filme
em salas portuguesas está prevista para o mês de Outubro.

Numa nova iniciativa, o Festival irá dirigir anualmente o convite a um
cineasta nacional para realizar o spot publicitário. O Queer Lisboa 13
contará assim com um spot de 20 segundos idealizado e realizado por João
Pedro Rodrigues, com a voz de Ana Zanatti. Pretende-se que este importante
veículo de promoção do Festival seja, ele próprio, cinema. Todos os anos, um
novo realizador emprestará a sua visão à construção da imagem do Festival.

Na noite de encerramento será apresentado Were the World Mine, do americano
Tom Gustafson, comédia musical gay. Galardoada com os prémios de Melhor
Longa-Metragem LGBT no 39º Festival de Cinema de Nashville (E.U.A., 2008),
Prémio do Público para Melhor Longa-Metragem no 23º Festival Internacional
de Cinema LGBT de Turim (Itália, 2008) e Prémio Scion para Melhor Novo
Realizador no 13º Festival Internacional de Cinema Gay e Lésbico de
Filadélfia (E.U.A., 2008), entre outros, será exibido Sábado, dia 26, às
21h00, após a Gala de Encerramento.

Entre as novidades do Festival deste ano é também de destacar o Espaço da
Memória, que nesta primeira edição vai celebrar sete efemérides da cultura
queer, através de concertos, leituras de poesia, sessões de cinema,
conversas com várias personalidades ou desafios ao público. Do escritor
António Botto ao pintor Francis Bacon, de Amália a Variações, visitando
Stonewall e o Muro de Berlin, sem esquecer a inimitável Judy Garland, o
Espaço da Memória funcionará num Espaço Lounge especialmente preparado para
o efeito no Cinema S. Jorge, com música ambiente e uma exposição permanente.

Este ano, a Secção Panorama exibe um conjunto de seis filmes sobre a
temática da juventude. Apostas ganhas nas edições anteriores do Festival,
oportunidade também para assistir às Secções Queer Art e Queer Pop, e às
populares Noites Hard.

Por fim, o espaço do Cinema São Jorge acolherá a exposição Shocking Pinks.
Com curadoria de João Mourão e Nuno Ramalho, vários artistas plásticos
portugueses foram convidados a ocupar diversos espaços deste emblemático
Cinema, durante o período do Festival, com obras que desafiam a
representação do queer na arte.

A programação completa do Queer Lisboa 13, convidados oficiais e actividades
do Espaço da Memória, serão anunciados em Conferência de Imprensa a decorrer
no dia 8 de Setembro, às 10h30, no Cinema São Jorge.

(Divulgação)

Vamos lá ver então quem vota em que partido nas próximas legislativas, quem acredita em que promessas e se há, no horizonte sinais de que a igualdade no casamento vai ser respeitada:

e ainda vamos ter de gramar a vã glória de terem sido a primeira força política a ‘empregar’ um activista gay (podia ter-me lembrado do ‘outed’, mas isso são outros quinhentos), assim como a debitar os resultados de uma corrida graças ao valor individual dos que alcançam os primeiros lugares, à falta de realizações conseguidas com a implementação de medidas de justiça e senso comum, em benefício da real igualdade de todas e todos.

O PS fez um seguro para as próximas eleições: Miguel Vale de Almeida (MVA). Não aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas assegura a simpatia dos votantes desse segmento da sociedade através de um activista lgbt. Atraiçoa cidadãos portugueses e depois chama-lhes burros atraindo-os com a cenoura MVA. Afinal de contas, não é necessário assegurar direitos nesta coisa da política. É muito mais simples atrair os esperançosos com medidas para estultos. Além de diferentes, há quem nos ache dignos de outros nomes igualmente depreciativos.

Foto: ILGA Portugal

Foto: ILGA Portugal

No fim de semana de 27 de Junho, véspera do dia do Orgulho Gay, rumei a Belém para passar algumas horas no Arraial Pride.
Para quem chegou ainda no final da tarde, a localização em Belém  trouxe um ambiente descontraído, quase campestre. Confesso que foi quando gostei mais do Arraial.
Por outro lado, não pude deixar de sentir que o Arraial deveria ser mais citadino e reivindicar o seu lugar em Lisboa, tal como todas as festas populares de Lisboa que o precedem. Em Belém o Arraial perde o contacto com o resto do mundo, o que tem vantagens (só se deslocou lá quem era gay ou simpatizante), mas cria inevitavelmente uma certa sensação de gueto.
Da minha parte, confesso que as expectativas não eram tão elevadas quanto as criadas pela Marcha. A mensagem que é transmitida pela Marcha é muito forte, pois basta o simples acto de andar e de participar para transmitir a mensagem correcta; a mensagem é tão forte que pode ser silenciosa: basta andar…
Tudo isto leva-me a  concordar que os dois eventos deviam ser no mesmo dia, com a marcha a acabar no Arraial.
Voltando ao Arraial.
Tive pena de não ter visto o Arraialito. Diz quem viu que foi muito giro e divertido.
A maior parte da comida que pude experimentar estava muito boa, o que só comprova a máxima que os gays sabem cozinhar; eu devo ser a excepção…
Nada de muito positivo posso dizer sobre os grupos que vi actuar. Pouco gostei do que ouvi e suspeito que as cargas de água que teimavam em cair sempre que alguém actuava também tiveram a mesma opinião. Foi pena pois sempre que os DJs estavam a pôr música, boa por sinal, gostei muito do ambiente que se criava.
Por volta das duas da manhã viemos embora, claramente em contra corrente.
O Tango Assumido
PS Um amigo meu lá ganhou o prémio anunciado pela Brussels Airlines, de uma viagem para dois a Bruxelas. Não lhes invejo o destino turístico mas é bom saber que começam  a apostar no mercado gay em Portugal.

É importante saber o que acham sobre a cobertura feita pelos média às celebrações do orgulho lgbt. Por isso aqui fica uma sondagem em que podem assinalar várias respostas que vos pareçam mais de acordo com o que pensam. E deixar em comentário as que acham que não foram incluídas.

"Love in the name of Pride" - by deaHpHage

"Love in the name of Pride" - by deaHpHage

Para alegrar as memórias, um trabalho de deaHpHage.

Tradução: Love is a 6 colour feeling ou o amor é um sentimento de seis cores.

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