De acordo com alguns órgãos noticiosos, Helena Paixão e Teresa Pires casaram ontem durante um vôo entre Lisboa e Madrid.
O jornal espanhol El Pais relata o facto e parece que o padrinho da cerimônia nas alturas foi o presidente da Associação Coordenadora Gay e Lésbica da Catalunha, Jordi Petit, que vai pedir ao governo português para que mude as leis e permita os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Antes de optarem por esta forma de oficializar a sua união, Helena e Teresa fizeram várias diligências através do sistema judicial para tentar viabilizar lo seu direito ao casamento, negado pelo Registro Civil e, posteriormente, pelo Tribunal Civil de Lisboa, de Apelação e Supremo. O advogado do casal, Luís Graves Rodrigues, apresentou em Julho do ano passado um recurso no Tribunal Constitucional, alegando que a Constituição proíbe qualquer tipo de discriminação, incluindo as baseadas na orientação sexual.
Resta saber se a união celebrada agora durante um voo terá hipóteses de ser reconhecida pelo governo português.





7 comentários
Comentários feed para este artigo
Agosto 19, 2009 às 11:21 am
artemis
Mas isso já foi em 2007 (notícia no Expresso).
E existe a “teoria” de que não passou de uma manobra de marketing da Easy Jet.
Agosto 19, 2009 às 11:39 am
tangas
pois, parece que sim…
Agosto 20, 2009 às 7:42 pm
pilantra
Pois é, esse é mais um na longa lista dos casamentos à Las Vegas.
Palhaçadas publicitárias. que valem o que vale a publicidade!
Agosto 25, 2009 às 3:44 pm
Out the Closet
Sinceramente, quando elas apareceram há uns anos a querer casar-se, pensei “wow, óptimo! Mesmo que não consigam, é algo mediático e expõe o nosso problema”. Depois, quando as vi na TV a falar, mudei um pouco de ideias, pois elas têm um aspecto tão mau, “xunga” e “rasco” que, possivelmente, para uma sociedade fechada, só passam a ideia de que as lésbicas são todas assim.
Agosto 25, 2009 às 6:20 pm
tangas
na verdade, não é pelas pessoas terem ‘aspecto’ disto ou daquilo que deixam de ter os mesmos direitos que os outros. não ‘merecem’ menos por isso, uma vez que não há escala de mérito atribuível, pois os direitos são inalienáveis.
também gostava de notar aqui que o facto de se ‘achar as pessoas mais xungas ou rascas’ é uma forma de discriminação incompatível com o facto de se defender uma forma de discriminação.
digo isto com todo o carinho, claro, e porque acho que há que ter alguma coerência intelectual quando se defendem alguns direitos e pensar que se se é contra a discriminação, se deve evitar discriminar, seja em que área for.
o facto das raparigas poderem ser consideradas ‘má propaganda’ não obsta a que defendamos os princípios por que elas lutam, certo?
não é preciso conviver com toda a gente, mas em termos de direitos é simples entender que toda a gente é elegível, independentemente do estatuto social que se apende a cada um.
abraço.
Agosto 26, 2009 às 8:15 pm
pilantra
Muito bem explicado, Tangas.
Também penso como tu – mesmo quando me perco no caminho e até no telefone!
eh eh eh estavas à espera de tudo menos que eu me pendurasse na tua orelha!.. Estou cá ao fundo, tipo marroca-moura.
Março 31, 2011 às 4:26 am
marianateagan
Independente de ser ou nao ser uma jogada de marketing da Easy Jet, o importante é o respeito pelas pessoas e pela opcao sexual e individual de cada um. Concordo plenamente contigo, Tangas. Discriminacao nao tá com nada!
Um abraço pra voce de uma brasileira vivendo nos states
Mariana Teagan
Webmaster do site My Sheer Curtains .Com