
Os 'Contos da Diferença' na Esmorga de Ourense
A apresentação do livro Contos da Diferença, na Esmorga de Ourense, no último fim-de-semana, foi uma experiência muito positiva e agradável, graças às nossas simpáticas anfitriãs galegas e à participação de algumas autoras que se deslocaram de propósito à Galiza para o evento.

Belém Andrade, a nossa anfitriã em Ourense
Lembramos que o Tangas Lésbicas se deslocou a Ourense a convite da responsável da Esmorga, Belém Andrade, que foi também a nossa incansável cicerone na cidade. Se por outro motivo não fosse, só a visita à cidade universitária atravessada pelo rio Minho valeria a deslocação.

Concha Rousia, a comentadora galega deos Contos da Diferença
O livro foi recebido com grande interesse e comentado por Concha Rousia, que integra o secretariado da Academia Galega de Língua Portuguesa. Rousia gostou do que leu e teceu vários comentários aos contos, apontando alguns aspectos que lhe chamaram mais a atenção.
Na sua apreciação, a “presença da pele” em quase todos os relatos foi algo que a surpreendeu, visto que não fazia ideia da dimensão da sua importância na sexualidade das mulheres lésbicas. Outro factor que a impressionou em quase todos os contos foi a “eminência da ruptura” que se percebe na descrição das relações feita no livro.
Rousia também gostou da simbologia que encontrou entre o conto escolhido para iniciar a colectânea, “As Chaves” (Duna), e do que a termina, “O Reencontro” (Duna).

Os Contos da Diferença andaram a passeio por Ourense
A apresentação teve ainda a grata surpresa de receber uma importante contribuição para o próximo volume de contos do concurso deste ano (atentem às notícias em Outubro, por altura do aniversário deste blogue): a fotógrafa galega Natália Devesa vai ser a autora da capa de 2009.
O Tangas têm de agradecer às autoras e amigas que nos acompanharam esta aventura galega do livro. A companhia foi animada e incansável durante todo o fim-de-semana.

Polvo, tomate e empanadas no almoço de domingo
O almoço de domingo, em boa companhia e numa casa de campo lá pelos altos de Abrucinos, foi o desfecho da visita à Galiza, onde o português também se ouve e escreve.
Ficámos a saber que esmorga quer dizer borga, grande festa, expressão muitíssimo adequada à ocasião. Que o galego é realmente português, apesar de já não ser ensinado em escola nenhuma e dos esforços castelhanos para o sujeitar à sua grafia. No entanto, o galego-português resiste e está mais vivo do que nunca.

O livro que não nos abandona...
E se dúvidas houvesse, aí fica o documento fotográfico a ilustrar a constante presença dos Contos da Diferença nas ruas de Ourense. Digam lá agora se um livro não faz companhia…
(este evento só foi possível com o apoio do Absolut Vodka)





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