… à menina iaNa, que aqui põe a questão.

Na verdade, menina iaNa, ambas as expressões são incorrectas (casamento homossexual, casamento gay), embora liberalmente vulgarizadas pelos média e pelas palavras de quase todos.
O certo é nomear o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ou seja, o busílis da questão, visto que a igreja (católica) às tantas monopolizou o casamento ou a união entre duas pessoas de sexo diferente e acrescentou-lhe a finalidade reprodutória, que não é afinal mais do que a capacidade de gerar uma família, logo, mais pessoas e, por consequência, mais poder (mais braços para trabalhar, para lutar, etc.).
Ora, com a República, acabou-se o monopólio da igreja, mas ficou a coisa da união entre homem e mulher, mais a inevitável capacidade de gerar clãs, ou grupos de pessoas com um potencial económico óbvio.
Posteriormente e com a ajuda da indústria do entretenimento, o casamento virou história de amor, mas ainda assim arrasta consigo um peso económico significativo: as famílais geram bens (casas, negócios, poupanças), coisas em que o estado adora pôr o olho em cima por causa dos impostos.
Ora, se as famílias têm bens e herdeiros, é natural e óbvio que os últimos passem para os primeiros. Estava tudo bem quando as famílias se apoderavam dos bens dos casais de pessoas em união de facto ou do mesmo sexo, sob o pretexto legal de que os ‘amázios’ não eram nada à família.
A partir do momento em que os lgbt (e não apenas os homossexuais) começaram a reivindicar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, entornou-se o caldo. Então agora as famílias têm de partilhar os ben dos seus com todo o gato sapato? Nem pensar!
E a adopção? E a fertilização assistida? Credo! Pois se o que ainda havia de bom nos casais de pessoas do mesmo sexo era precisamente não haver mais herdeiros com os quais dividir as heranças…
Parece disparatado?
Mas não é. Pelo contrário, quando um grupo de pikenos de gravatinha se senta à mesa a equacionar estas coisas, peneirados todos os factos, ficam as moedas a chocalhar na cesta e, ao olhar para elas, que difícil se torna aceitar dividi-las por mais umas quantas cabeças…
No fim, tudo se resume ao vil metal e aos direitos humanos, sempre atropelados pela ganância inescrupulosa de alguns.

(a menina iaNa não precisa destas explicações, mas adora fazer estas perguntas ;)   )