Diz o povo que o hamor tem que ser regado todos os dias, se há-de crescer, tornar-se forte e viçoso.
Isto é tudo muito bonito mas, provavelmente quem inventou esta máxima esqueceu-se de que há plantas que precisam de pouca ou nenhuma água, sob risco de apodrecerem a raíz e morrerem sem apelo nem agravo, à frente dos nossos olhos.
Minhas amigas, é aqui que entra a perspicácia em acção. Quererá o hamor que temos ali à mão, muita água, mais ou menos rega ou uma seca tremenda? E no caso de querer água, quer assim à mangueirada, sistema gota a gota ou só a da chuva? Ah! Ah! Isto é muito mais complicado do que parece.
Penso eu que esta coisa dos hamores só serve para enervar um santo. Pois estamos nós ali de regador na mão, desesperadas, sem saber o que fazer, ansiosas por regar mas já um bocadinho fartas daquela exigência diária. Hummmm… Contraditório, sem dúvida, ou não se tratasse da causa hamorosa.
Esta é apenas mais uma das palermices do hamor. Nunca se sabe o que se deve fazer com ele. O que dá para um não dá para outro. O que num é realmente necessário no outro é absolutamente dispensável… Afffff… Vá lá perceber-se estas coisas.
No caso das mulheres, devo confessar que este entendimento roça o absurdo. Aliás, é impossível chegar a uma conclusão. Creio que nem as próprias sabem bem o que querem e pior que isso, quase nunca sabem o que não querem. Agora imaginem a confusão que isto dá.
Assim sendo, cabe a cada uma decidir a melhor opção para manter a terra fresca e a folha verde. Mas cuidado. Como diz um provérbio que aprendi há poucos dias mas que muito aprecio, o que é demais é como o que não chega.
E sobretudo é importante não esquecer que independentemente do tratamento que se dê à planta, mais diz menos dia ela acabará por morrer.
Para boa entendedora…





42 comentários
Comentários feed para este artigo
Junho 24, 2010 às 8:41 pm
Tamborim
Ora, que se regue até amarelecer! Depois logo se corrige. Hum, ai não? É melhor não? Diacho!
Junho 29, 2010 às 2:38 pm
pagunatanga
Em primeiro lugar peço desculpa pela minha pequena ausência. Estou de férias e não tenho podido comparecer aqui. Podem me perdoar?
Pelos vistos a menina Tamborim quer é regar e depois logo se vê…..hum!!!! Será que resulta??
Julho 1, 2010 às 11:58 pm
Tamborim
A Vossa ausência jamais pode ser perdoada. É como perdoar o Sol por se esconder: impossível. Pior: perdoar a lua por se esconder: impossível ao cubo! Salve Pagu!
Julho 2, 2010 às 1:45 am
pagunatanga
Menina Tamborim, um grande salve também para si.
Fiquei de gatas com as suas palavras.
Junho 24, 2010 às 11:16 pm
righpa
E se nos preocuparmos mais em manter a nossa planta verde?
Pois, penso que de tanto nos preocuparmos com a planta do amor muitas vezes esquecemos que ela depende muito do estado de cada uma das plantas … no meu caso voto na rega tipo chuva … cheira-me a natural.
PS: Para quem o hamor cria arrepios, vamos lançadas … agora foi a menina que me levou à gargalhada com este post, mais um voto para si.
Junho 29, 2010 às 2:40 pm
pagunatanga
Em primeiro lugar peço desculpa pela minha pequena ausência. Estou de férias e não tenho podido comparecer aqui. Pode me perdoar?
Também voto em si, pelo sim pelo não, vou cuidar de manter a minha flor bem hidratada e viçosa. E nesta época de calor, há que ter cuidados redrobados….rsrsrs
Junho 30, 2010 às 9:59 pm
righpa
Boas férias … a invejinha boa existe mas é temporária, me aguarda comadre lololol
Julho 1, 2010 às 2:59 pm
pagunatanga
Mas menina righpa, como pode verificar, sou das fieis, estou de férias mas venho quase sempre aqui. Ah! destas assim já não há muitas….rsrsrsrs
Tive muita graça, pode votar….
PS. Sempre quero ver se a menina abandona o barco quando estiver de papo para o ar.
Julho 12, 2010 às 1:47 am
righpa
Prontos … agora fui apanhada, enquanto estive de papo para o ar efectivamente não vim aqui, mas … e existe sempre um mas, continuo de férias já não de papo para o ar mas a palmilhar um novo país e aqui estou eu.
Porque realmente teve graça e porque semi falhei um voto, e já está a levar muitos para aquilo que é habitual em mim lolololol
PS: estive a ler outros comentários, e permita-me discordar de si, penso que o hamor pode funcionar, pode ter um período limitado de existência, pode inclusivé adquirir formas estranhas mas … pode funcionar!
Julho 12, 2010 às 10:48 pm
pagunatanga
Ainda não desfiz a mala e já aqui estou a conversar convosco…..
Menina Righpa, agradeço o voto e confesso que essa coisa do hamor poder adquirir formas estranhas deixou-me com várias pulgas atrás da orelha….rsrs
Querem ver que ainda tenho que descobrir e escrever sobre isso? Hummmmm…..
Julho 13, 2010 às 12:08 am
righpa
É um belo desafio … que me diz?
Julho 13, 2010 às 11:18 am
pagunatanga
Aguarde…..rsrsrs…eu topo!
Julho 14, 2010 às 12:54 am
righpa
A sacanita da minha intuição susurra-me que talvez não tenha que descobrir muito … apenas deixar os dedos correrem nas teclas, mas ainda bem que a sua loucura a permite aceitar este tipo de desafios
… e claro que aguardo… it takes only one for that
Julho 14, 2010 às 11:25 am
pagunatanga
Ai ai menina Righpa, tenha muito cuidado com essa imaginação que ela por vezes leva-nos para os caminhos da perdição…rsrs
Hum…..deixar os dedos correr pelas teclas…hum…..o que será que ela tem em mente?
Junho 25, 2010 às 3:32 pm
Luanda69
Regar o ‘hamor’? E uma pá de estrume, não?
Mas tem razão menina Pagu, nisto do ‘hamor’ ou levamos uma grande seca ou nos afogamos em cuidados. Mas não é por morrer uma ‘florzinha’ que se acaba a ‘primavera’. Morreu a rosa, arranja-se já uma violeta, uma orquídea, uma íris, uma dália ou mesmo uma lúcia-lima. Muita atenção é com os ‘amores-perfeitos’ e, claro, com os ‘malmequeres’. E já agora, evitem-se as ‘perpétuas’!
Junho 29, 2010 às 2:43 pm
pagunatanga
Em primeiro lugar peço desculpa pela minha pequena ausência. Estou de férias e não tenho podido comparecer aqui. Pode me perdoar?
Menina Luanda, mas que ideia magnifica. Essa da pá de estrume é de uma sagacidade hilariante. Só vejo nisso um grande problema. E se o estrume tem um daqueles poderes que dizem ser-lhe tão caracteristico e o dito hamor comça para ali a crscer que ninguém o veda, hein???!!!
Assim a modos como se virar o hamor contra o feiticeiro, sabe como é?
Hum….
Junho 25, 2010 às 10:36 pm
Silence
O que eu me ri agora com a “Pertétua”. Eu explico:
Para quem se lembra da novela brasileira Tieta, protagonizada por Betty Faria, certamente deve recordar-se de uma viúva que guardava um segredo numa misteriosa caixa.Pois é! A senhora chamava-se Perpétua… e adivinhem o que ela guardava na caixa? O aparelho reprodutor do senhor seu marido já falecido.
(As coisas que eu me lembro)
Comparar o hamor com a rega das plantas, eu não me lembraria de melhor. Será que é por isso que cada vez mais as pessoas compram plantas artificias que às vezes nem distinguimos das verdadeiras? Flor sempre impecável, folha verde, terra fértil… vamos a ver e é de borracha.
Quem gosta de plantas certamente nunca trocaria uma planta verdadeira por uma falsa. Porque gosta de estudar a planta, perceber quando e como deve regar, remover as folhas mortas, dar-lhe mais ou menos luz… e todos os dias deliciar-se com o seu crescimento.
Já os que não têm muito tempo e paciência, normalmente optam por um dos dois caminhos: ou compram plantas verdadeiras com frequência porque as deixam morrer ou então compram uma de borracha e está o assunto resolvido.
Junho 26, 2010 às 11:33 am
Tamborim
Na folha, ou melhor, na mouche!
Junho 29, 2010 às 2:45 pm
pagunatanga
Em primeiro lugar peço desculpa pela minha pequena ausência. Estou de férias e não tenho podido comparecer aqui. Pode me perdoar?
É pá, será qu a menina, por acaso ou nem tanto, descobriu a solução para esta coisa do hamor que tanto nos apoquenta???
Um hamor de borracha, que esteja sempre verde, lindo, bem disposto, não faça perguntas, não reclame……Adorei a ideia. Receba um voto meu.
Junho 29, 2010 às 10:47 pm
Silence
É pah, dito dessa maneira “uma hamor de borracha” fez-me lembrar assim de repente uma daquelas bonecas insufláveis de boca aberta… e outras coisas mais mas que não é preciso dizer!
Eu não gosto de nada artificial, gosto de tudo que mexe e raciocina. Até nos jogos de computador prefiro os de estratégias (os que dão mais dores de cabeça) e de preferência os que se podem jogar contra jogadores reais
Continuo a achar que quem mais fala é quem menos faz e quem mais anda para trás é quem quer andar mais para a frente.
Pena que a determinação que muitas de nós temos em determinadas áreas da vida, não seja tão forte no hamor. Lamentavelmente vejo mulheres a destruir sonhos de outras mulheres, não percebendo o impacto que isso pode causar. Talvez andemos todas preocupadas em que nos hamem e nos esqueçamos que o mais importante é hamar, porque se hamares, alguem te hamará.
O que começou primeiro? O dar ou o receber?
Junho 29, 2010 às 11:19 pm
pagunatanga
Pois eu também me lembrei de uma dessas bonecas….rsrsrs…..coisa medonha, hein?
E quanto à sua questão….hummmm…..pode ser muito bem o título d uma próxima crónica.
Mas é uma pergunta manhosa sim senhora. Como dar o que não se recebeu alguma vez? Como receber o que nunca se ofertou?
Junho 30, 2010 às 7:33 am
Silence
Pois é, eu só penso em coisas difíceis
A solução está em não pensar. Não pensar que recebemos e precisamos dar, não pensar que não recebemos e por isso não podemos dar… Temos que dar e não pensar que vamos receber. Talvez seja este o principio para a resolução dos grandes problemas da humanidade e não só do hamor.
Não é facil, nada mesmo… Dar sem pensar que se vai receber e ter prazer só em dar. Não criar expectativa… Mas é tão fácil falar e tão difícil fazer.
Espiritualmente falando, acho que o hamor só resulta quando duas almas já estão num mesmo patamar de desenvolvimento emocional. Em que ambas não se importam em não receber, apenas em dar… acho que esse é o segredo
essa é a rega.
Junho 30, 2010 às 2:49 pm
pagunatanga
Ora aqui está uma ideia que dá que pensar…¨o hamor só resulta quando….¨…..hummmmmmmm
O hamor resultar é uma coisa a ver. Às vezes até pode dar a impressão que sim, que coisa e tal, mas no final despenca. Seja por muita água, seja pela seca.
Gostei da ideia de não criar expectativas. Creio que, se houver algum segredo no hamor, essa máxima corre o risco de ser a fundamental.
Junho 30, 2010 às 8:04 pm
Silence
Isso de despencar, seja por pouca água seja pela seca, faz-me lembrar aquela frase: “para morrer é preciso estar vivo”.
Tudo tem um início e um fim. O hamor não é excepção, mas prefiro acreditar que durará “até que a morte nos separe”. Só faz sentido hamar assim, acreditar que depois da tempestade vem a bonança. Pior que criar expectativas é lutar pouco… é querer mas esperar que caia do céu.
Até hoje só vi cair do céu água, mas algumas mulheres acham que o hamor perfeito cai do céu ou então chegará numa manhã de nevoeiro, qual D. Sebastião!!!!! Se assim fosse, esta semana tinha sido proveitosa em hamores, é que nem a casa da vizinha do outro lado da rua conseguia ver.
Junho 30, 2010 às 9:09 pm
pagunatanga
Menina Silence, depois do hamor é que vem a bonança…..pois ando eu aqui a falar para quê, hein?
E olhe, ponha-se a pau que essa coisa do nevoeiro parece-me bem possível de trazer algo de bom. Eu gosto muito muito de nevoeiro, é assim a modos que correr um risco. Já me atrai….rsrsrs
Junho 30, 2010 às 9:19 pm
Silence
Então mas quem disse que eu concordava que o hamor é a tempestade?
Quer dizer… pode ser, dependendo da perspectiva ou da imaginação… que isto há imaginação pra tudo
há imaginações prodigiosas hehehe
Pronto, se algum dia a menina Pagu se render aos encantos do hamor e decidir dizer “até que a morte nos separe” (isto é só no religioso, mas percebem a ideia) estou a imaginar o cenário:
Uma máquina de fumo na entrada da conservatória e a Pagu a entrar na porta vinda do “nevoeiro” heheheh
Junho 30, 2010 às 9:54 pm
pagunatanga
Voto em si menina Silence, teve muita graça com essa coisa de eu entrar por uma rajada de nevoeiro.
Já quanto a me render aos encantos do dito cujo e, além disso e muito mais tenebroso, dizer que é até à morte e mais não sei o quê, bom, poderia eu agora dissertar muitos posts sobre esse tema mas a tangas só me dá um espacinho por semana….rsrsrs
Junho 30, 2010 às 9:57 pm
righpa
Voto na ideia de não criar expectativas … não simples efectivamente … huuummm, um voto para a Silence!
Junho 26, 2010 às 9:14 am
Mary Lamb
Será assim tão dramático no fim? Que morre seja por falta de cuidado, seja por excesso?
As mulheres são tramadas, mas é tão bom ser uma delas!
Beijos*
Junho 29, 2010 às 2:48 pm
pagunatanga
Em primeiro lugar peço desculpa pela minha pequena ausência. Estou de férias e não tenho podido comparecer aqui. Pode me perdoar?
Menina Mary, não é assim tão dramático. É pior, é muito mais grave do que todos os meus posts podem dizer.
O hamor é uma coisa que se inventou para nos dar que fazer. Vá por mim.
Pois é claro que as mulheres são tramadas e mais umas quantas coisas…..mas é delicioso ser mulher. Fazer o quê?
Junho 28, 2010 às 11:36 am
Luanda69
Estou com a Mary Lamb: – Ser mulher é bom demais!
Junho 28, 2010 às 11:28 pm
Tamborim
Os Homens não dirão o mesmo?;)
Junho 29, 2010 às 6:54 am
Silence
Nem todos, mas para a maioria “duas mulheres é bom demais”….
Junho 29, 2010 às 2:50 pm
pagunatanga
Ou então, que duas são de mais…..rsrsrsrs
Junho 29, 2010 às 2:49 pm
pagunatanga
Hummmmm………..
Junho 29, 2010 às 2:48 pm
pagunatanga
Também voto em si menina Luanda. Vivam as mulheres!!
Junho 30, 2010 às 10:32 pm
Silence
(Desabafo)- Estou com vontade de esganar alguém, a sério… não pode existir nada pior que o hamor que as pessoas. Essa é a grande verdade.
Assim como existe um detector de mentiras deveria de existir um detector de más pessoas.
Julho 1, 2010 às 3:02 pm
pagunatanga
Mas o que é que lhe aconteceu menina silence?
Desabafe à vontade mas olhe que isto das pessoas é muito complicado, nem pense que um detector chegaria para detectar tanta canalhice.
Anime-se! O fim de semana está quase aí…
Julho 1, 2010 às 7:10 pm
Silence
Foi mesmo um desabafo, peço desculpa a todas.
Julho 2, 2010 às 12:02 am
Tamborim
Ora, diga cá, diga cá. Também ando numa maré aziaga…é deste mundo terrífico e claustrofóbico. E se criássemos uma comunidade primesco-campestre? Hum?
Julho 2, 2010 às 1:42 am
pagunatanga
Menina Tamborim, eu cá acho que as primas gostam mais de praia, mas………..
Bote lá a ideia no papel, ou melhor, na drive, que nós podemos considerar.
Julho 2, 2010 às 1:41 am
pagunatanga
Mas não é para pedir desculpa, é só para saber que nós estamos aqui para tudo.
Afinal, este é ou não um super blog?
Mais um voto para a Tangas….rsrsrs