Não há ninguém que jurando pela saúde da sua própria mãezinha, possa deixar de confessar o imenso suspiro de alívio que deu depois de terminar* um hamor.
Mesmo que seja misturado com lágrimas, recriminações, perdões, culpas, mágoas, essas coisas todas que são necessárias para justificar bater com a porta e até um dia destes, acabar com o empecilho é sempre motivo de grande mas discreto regozijo.
Ninguém com um mínimo de vergonha na cara, acaba um hamor com um sorriso a roçar as orelhas. Há que manter a compostura e pelo menos deixar passar a ideia de que lamentamos muito não ter dado certo.
Por vezes, em caso de excepcional demonstração do sentimento, até se forçam uns olhos rasos de lágrimas ao chegar a casa e dar de caras com o armário vazio mas, minutos depois, quando a nossa roupinha ganha espaço, as gavetas arejam e a vida se espreguiça diante de nós cheia de intenções, é com grande satisfação que se constata que assim está tudo muito melhor.
Os primeiros dias até podem ser um bocado confusos, afinal de contas há que acabar com os resquícios da patetice e com algumas rotinas aparvalhadas. Mas, quando finalmente o frigorifico, os adereços, os livros e os cd’s voltam a ficar no mesmo sítio de meses atrás, derretemos a pensar que retomámos o nosso lar doce lar.
É mais ou menos assim como quem nos tira um peso de cima.
Affff!!! Finalmente a paz, a reconciliação com o melhor de nós, o exercer do pleno direito de pensarmos e sermos pela nossa cabeça. Uma espécie de resgate da nossa alma.
Enfim sós, enfim nós.
Ah mulheres! Há lá coisa melhor que essa!!!
*Dispensa-se o final feliz. O facto de acabar já basta em si próprio.





15 comentários
Comentários feed para este artigo
Julho 22, 2010 às 11:36 pm
Silence
Eh pah, isto faz-me lembrar aqueles filmes americanos de domingo à tarde. Sem nenhum sentido depreciativo para autora da crónica, mas o argumento é parecido. Fulana que engatas miúdas a torto e direito, acaba por ser caçada pela própria caça.
Quero eu com isto dizer que não sei bem onde vai este filme, mas que parece que alguém vai ser caçada parece.
Julho 22, 2010 às 11:46 pm
pagunatanga
Ahahahahahhahahahahhahahah…..
E menina Silence, esclareça-me uma coisas, esses tais filmes são comédias, dramas, de terror, do espaço, como é?
A mim parece-me uma coisa tenebrosa para um domingo à tarde, ninguém merece uma estucha dessas.
Devo avisá-la que a heroína do filme, nunca se deixa apanhar. Foge sempre antes da última cena…….rsrsrsrs
Julho 23, 2010 às 2:57 am
righpa
Lecas… em grande LOLOL
Quanto a mim este post tem muitas coisas que me parecem dedo na ferida porque são verdadeiras mas … isto só acontece quando uma relação acaba já sem esse sentimento do hamor … caso contrário… hhuuummm parece mais um post ficção cientifica, não?
Julho 23, 2010 às 9:42 am
pagunatanga
Pois é como lhe digo menina Righpa, eu cá só escrevo os guiões, depois cada um faz os filmes que quer….ou que lhe dá mais jeito….rsrs
Mas ficção científica até que não me parece nada mal.
Julho 24, 2010 às 3:27 pm
Tamborim
Oh sua linda marotinha!!! Muitos Parabéns à minha Pagu: eternas alegrias! Beijinhos e crónicas felizes!:-)
Julho 25, 2010 às 1:01 am
pagunatanga
Muito grata menina Tamborim. Felicidades também para si.
Julho 24, 2010 às 11:18 pm
Pilantra
De facto, não há nada como tirar o peso de cima! lol
Julho 25, 2010 às 1:02 am
pagunatanga
Vejo que estamos quase todas de acordo….rsrs…tirar o peso de cima é uma coisa muito boooaaaaaa
Julho 27, 2010 às 1:34 pm
Luanda69
Parece-me que o que temos aqui é mais uma crónica de ficção sentimental. Não há ciência nenhuma envolvida apenas muitas alucinação emocional. E quando acaba o ‘hamor’ nada a lamentar. É o verdadeiro final feliz! Mas, claro, não convém dar muito nas vistas. Há que se fingir mortificação, lástima, dor (pega sempre bem).
Julho 27, 2010 às 11:40 pm
pagunatanga
Ficção sentimental também não me parece nada mal.
Ah menina Luanda, vejo que já apanhou, com bastante desenvoltura, leia-se, o espírito da coisa…..há é que acabar, independentemente do estado da alma…..rsrs…e não lamentar, claro.
Um voto para si e volte sempre.
Julho 27, 2010 às 11:13 pm
righpa
Leve, livre e solta … huuummm … pois que visto dessa forma me parece muito bem … há que ver a versão realista e não “humorista” do assunto
Julho 27, 2010 às 11:43 pm
pagunatanga
Menina Righpa, assim é que se fala e olhe que, aqui entre nós, também me parece muitooooo bem.
Já quanto à versão realista do assunto…..hummmm…..a ver vamos….rsrsrs
Agosto 6, 2010 às 9:02 pm
Lena Pinto
Falo de um começo apressado, um desenvolvimento atribulado e um fim mais que esperado. Então não é que a menina (que quer continuar minha amiga e eu acho muito bem) está muito surpreendida (leia-se decepcionada) por eu estar a reagir tão bem?
Acho que a minha boa-disposição lhe está a estragar a auto-estima…
Agosto 7, 2010 às 1:17 pm
pagunatanga
Não percebi a parte da decepção pela sua boa reação….a sério. M
Aliás, nem percebi quem é mas uma coisa lhe garanto, é sempre muito bem vinda. E claro, bora lá continuar a ser amigas.
Apareça sempre e opine.
Ah! jamais uma boa disposição estragaria a minha auto-estima….rsrsrs….
Agosto 7, 2010 às 2:02 pm
Lena Pinto
Pois…
Ou eu estou a dar em maluca ou quanto mais contente eu fico mais triste ela vai ficando, o que não faz sentido, já que foi ela que chegou à brilhante conclusão de que somos incompatíveis…
Há com cada uma!