- Truz! Truz! Truz!
- Quem é?
- Sou eu, o hamor. Posso entrar?
- O hamor?! Aqui? Mas o que é que vem a ser isto?
- Olhe, para dizer a verdade nem eu sei, mas mandaram-me bater aqui.
- Hummmm! Isto só pode ser brincadeira. Diga-me cá, isto é para os apanhados?
- Bom, só se a apanhada for você. Eu só estou a cumprir a minha função.
- Mas o que é que eu faço consigo?
- Sei lá. Acho que deve fazer o mesmo que os outros e as outras. Primeiro diverte-se, depois manda-me embora, chora e espera pelo próximo colega meu.
- E isso tem alguma lógica? Ficar consigo e depois mandá-lo dar uma curva?
- Eu também acho que não mas o que quer que lhe faça? O patrão diz que isto é a vida ou lá o que é….
- Não, não e não. Não me parece nada boa ideia. Olhe, porque é que não vai fazer uma visitinha ali à rua de baixo e me deixa em paz?
- Porque estas coisas não são como a gente quer. Isto acontece, é assim a modos que um furacão, uma tempestade, um tsunami, ninguém os deseja nem manda vir mas eles apresentam-se avassaladora e desajeitadamente e deixam marcas.
- Aqui entre nós, diga-me lá só mais uma coisinha. Isto é negociável? Você podia fazer um preço e eu…
- Não se preocupe com isso. Pagará mais cedo ou mais tarde, é sempre assim. É bom que esteja preparado para isso.
- Imploro-lhe! Por favor! O que é que eu posso fazer para se esquecer de mim e fazer de conta que não me viu?
- Ah! Não sabe a quantidade de gente que já me pediu o mesmo….lamento! Parece que as pessoas têm mesmo que passar por isto.
- E se eu me recusar? Se fugir?
- Para onde? De quem?
- Não sei, não sei, deixe-me só pensar um bocadinho a ver se me habituo à ideia. Entre, entre, não fique aí especado à porta, já que não há outro remédio….





32 comentários
Comentários feed para este artigo
Agosto 26, 2010 às 11:13 pm
righpa
à pois é Pagu … à quem não fuja assim com tanta veemência do hamor, mas até a nós esse sacanita resolve pregar partidas com as suas visitas … é deixa-lo entrar e viver bem o que lá vier … vá-se lá entender a ordem do universo lolol
Agosto 27, 2010 às 12:06 am
pagunatanga
Menina Righpa, tenho para mim que um dia destes consigo inventar um antídoto para esta praga.
Registarei a patente e passarei o resto da vida à beira mar a ver as coisas mais lindas, mais cheias de graça que já vi passar, cof, cof….a tomar banho, jogar à bola, passear, pois que já estarei devidamente imunizada ao dito cujo. Quero dizer, ainda mais imunizada do que estou, o que, registe-se, é quase impossível.
Qual deixá-lo entrar qual carapuça…..E os projectos para subir o Aconcágua por acaso compadecem-se das patetices do hamor?
Vá por mim. Trancas à porta. Arreda! Arreda!
Agosto 27, 2010 às 6:24 pm
righpa
Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça … o post claro lololol
Dona Pagu, escusado será dizer que serei uma das primeiras a contribuir para esse seu estado de “Pura Vida” … pois que venham as Aconcágua(s) e todas as outras loucuras, que nós gostamos mesmo é de Bucket List de prazeres
Agosto 27, 2010 às 6:33 pm
pagunatanga
Menina Righpa, sabe bem que tudo o que escrevemos de certa forma nos compromete. Quero com este intróito salientar que será uma das primeiras a saborear a minha descoberta. Aguarde! A seu tempo, a seu tempo…..
Ainda bem que achou a coisa cheia de graça….o post, claro….rsrsrrs
Agosto 27, 2010 às 6:36 pm
pagunatanga
E voto nos prazeres, claro, muitos e sobretudo acima dos sete mil metros…..rsrs
Agosto 29, 2010 às 10:12 pm
righpa
Pagu, qualquer prazer recebe o meu voto, seja a sete mil metros (qdo vai mesmo viver essa loucura? lolol) quer seja a baixo da cota zero … sentir adrenalina de me sentir viva para mim é sempre um prazer … já diz a canção
“Sim! Sou muito louca
Não vou me curar
Já não sou a única
Que encontrou a paz
Mas louco é quem me diz!
E não é feliz!
Eu sou feliz!…”
Agosto 30, 2010 às 9:31 am
pagunatanga
Menina Righpa, isto assim é mesmo uma maravilha, acordar logo com uma canção nos ouvidos…rsrs…voto em si!!
E claro que também concordo consigo nessa coisa de que os prazeres não tem altura, venham eles que são sempre bem vindos e nós estamos sempre dispostas a fazer o melhor por eles. Oh se estamos!!!
PS. Aconcágua em Janeiro de 2012, quer vir?
Agosto 31, 2010 às 11:59 pm
righpa
A cima dos 7000 … ai está uma altura onde ainda não andei.
Obrigada pelo convite e … face à distância temporal de que estamos a falar dá para pensar sinceramente no assunto … porque não?
Vamos falando!?
Setembro 1, 2010 às 1:41 pm
pagunatanga
Aí está um comentário que me deixou animada. É isso mesmo. Nada como deixar a porta aberta aos……sete mil…….rsrs……ainda para mais se diz que pode até pensar seriamente nisso.
É claro que vamos falando, blogando, afinal de contas este blog é quase uma “amizília”.
E, menina Irina, imagine no ar rarefeito dos 7000, a quantidade de ideias mirabolantes que podem surgir para novos posts…rsrs
PS. Queria fazer um bonequinho daqueles amarelos a picar o olho mas não sei como se faz isso. Carreguei em todas as teclas, ora com algum rigor ora todas ao mesmo tempo e nada resultou. Fica pois a intenção.
Setembro 4, 2010 às 9:44 am
righpa
Blogando até aos 7000 … pois que não me parece nada mal.
(escrevendo ponto e vírgula seguido de um parêntesis)
Setembro 4, 2010 às 3:19 pm
pagunatanga
ó menina Righpa, bora lá blogar no ar rarefeito.
Espere aí que vou tentar fazer o que me ensinou…

Então mas não acontece nada? Onde é que está o boneco?
Agosto 27, 2010 às 1:19 am
Silence
Estou com uma dúvida…
Então este Hamor perguntar se pode entrar? Acho que há batota nesta história, ele nunca pergunta se pode entrar pois não?
O fim faz-me lembrar uma tentação gastronómica a quem está de dieta: “Já que aí estás o melhor é eu comer, é pecado deixar estragar comida com tanta fome no mundo”.
E há uma coisa que nem sempre é verdade, as vezes o hamor não é rendido por outro colega, fica para sempre. Mesmo que “para sempre” seja muito tempo, ele não vai perguntar se pode ser assim.
Gostei muito da crónica.
Agosto 27, 2010 às 10:51 am
pagunatanga
Muito grata lhe fico pelas suas palavras. Sabe como gosto do seu estilo franco e perspicaz.
Pois também a mim esta crónica suscita diversas dúvidas mas creio que o assunto é de tal forma labiríntico que nunca haveremos de chegar a ver o fim ao tacho. (Esta do tacho até encaixa na parte gastronómica de que fala…rsrsrs)
Quanto ao para sempre….hum…..será?????
Agosto 27, 2010 às 11:56 am
Silence
Sendo eu uma “Pro-hamorista” e a Pagu uma “Anti-hamorista” eu diria que esse “será????” é um sinal do mudar da crença… heheheheh
Arreda, arreda!!!!!! hehehe
Agosto 27, 2010 às 1:09 pm
pagunatanga
Menina Silence, a minha resposta é não, não e não.
Coloquei um “será?” para não dar um ar assim irascível mas todas quantas visitam este blog sabem a minha opinião a respeito desse “hassunto”…rsrsrs
ARREDA FOREVER!!!!!!!
Agosto 27, 2010 às 12:02 pm
Tamborim
Gostei muito Pagu Bombom. Sim, que esta crónica é cremosa até dizer hummmm…que delícia! Sim, e se as condições forem eternamente propícias, quem sabe o cujo não queira arredar, mesmo à revelia do patrão. Proponho, para auspiciosas crónicas futuras, Funcionários Hamorosos em Rebelião: Que Futuro?
Agosto 27, 2010 às 1:12 pm
pagunatanga
Menina Tamborim, peço-lhe encarecidamente que consulte um gastroenterologista pois os seus gostos andam muito embotados.
Se esta crónica é um bombom e cremosa eu vou ali e já venho.
Bem sei que a menina só me quer enervar mas olhe que um destes eu vou e não volto.
E, para que não lhe surjam dúvidas e ilusões, o hamor arreda sempre. Apre!!! Ando eu aqui a falar para quê?
Agosto 30, 2010 às 10:31 pm
Tamborim
Dilecta Pagu, me economize vice?? Que por um lado é um encosto, que por outro nunca arreda! Bem sei que no seu gentil âmago de cantiga d’amigo bem tenta demandar, viandante das coisas difíceis, encontrar a forma, a definição da coisa…um vislumbre pálido da verdade, um eco longínnnnquuuuooo. Connosco pugna, agita, rebate, debate, redige, digita, numa busca incessante de esclarecimento para as suas próprias inquirições. Criemos a irmandade das mulheres que hamam demais! Quem vem, quem me acompanha, quantas são, quantas são??????
Agosto 30, 2010 às 11:28 pm
pagunatanga
Menina Tamborim, fique tranquila, quieta, não se mexa. Eu vou fazer uma colecta aqui no Tangas tendo em vista interná-la e manter as suas dicas alucinadas longe deste blog.
Inquirições????????????? Eu??????????????
Mulheres que hamam demais????????? Aqui????????? Neste blog????????
Arreda! Arreda! Xô enguiço!!!!
Agosto 27, 2010 às 12:41 pm
Luanda69
Bem, vocês conhecem aquele ditado que diz “quando a miséria entra pela porta, a virtude sai pela janela”? E o outro que diz “não adianta chorar pelo leite derramado”? Sim? Então muita cautela a quem se abre a porta. E o mesmo vale para telemóveis, internets e coisas afins.
Agosto 27, 2010 às 1:16 pm
pagunatanga
Pois minha amiga Luanda, haja alguma coisa que se salve, se tiver que ser a virtude, pois que seja. (se é que ainda alguém a quer salvar…rsrs)
Olhe que aqui o problema não é abrir a porta. Ele chega e pronto. Pois se uma pessoa se pudesse trancar a sete chaves, calafetar a porta, por alarmes, correntes, estávamos nós bem salvos. Agora assim…..
Agosto 27, 2010 às 3:37 pm
Luanda69
Meta chumbo nele, solte-lhe os cães, faça qualquer coisa. Já vi que não é uma gaja do norte!
Agosto 27, 2010 às 6:38 pm
pagunatanga
Menina Luanda, fique sabendo que apesar de ser lisboeta de gema, sou fervorosa FCP o que desde logo me dá direito de me sentir uma mulher do norte. Com carago e tudo.
Agora uma coisa posso lhe garantir, o dito cujo não vai lá nem com cães, nem com chumbo, nem com reza brava. É encosto mesmooooooooooooo.
Agosto 29, 2010 às 10:43 pm
irinalopes
Pois, quer me parecer que este é um daqueles casos em que a nossa resistência de nada nos serve!
O hamor é decidido, e mesmo que não tenha razão ou qualquer bom senso, quando quer entrar e instalar-se na nossa casa, na nossa vida, instala-se, até ao dia em que se cansa e porque qualquer motivo parte, levando consigo parte da felicidade que já nos tinha oferecido! Por isso mesmo, acerdito que não vale a pena resistir-mos e de nada nos vale, iludir-mo-nos com a ideia de que não voltará a acontecer, porque para a proxima não o vamos permitir!
Por isso mesmo, gosto de pensar que sim, devemos deixá-lo entrar, mas em vez de ns aproveitar-mos dele, até que ele decida partir, devemos conceder-lhe a cada dia, uma novo motivo, um novo incentivo para que ele queira ficar. Porque, muito provavelmente, se não formos tão comodistas como tendemos a ser, vamos espantar-nos com a sua capacidade de se manter no mesmo lugar!
E para além disso, mesmo que ele não fique assim tanto tempo, sabemos que tentamos e que fomos felizes enquanto o fizemos!
Cumprimentos Irina Lopes
Agosto 30, 2010 às 9:41 am
pagunatanga
Menina Irina, é impossível que a menina tenha só 18 anos. Impossível. Enganaram-se no registo. A menina tem uma cabeça que não se compadeceria, por certo, da ligeireza dos dezoito anos.
Essa de nos espantarmos com a capacidade do hamor se manter no mesmo lugar, dependendo das razões que lhe dermos para ele ir ficando, deixou-me boquiaberta. Bom raciocínio, sem dúvida.
Palavras para quê? Apareça e enriqueça este blog. Eu agradeço.
Agosto 30, 2010 às 4:19 pm
irinalopes
Não me acredito que se tenham enganado, porque já ouvi dizer que nessas essas coisas eles são bastante rígidos, mas talvez seja só um boato, quem sabe… xD
Mas sim pareceu-me adquado o pensamento! Afinal de contas, não nos podemos acomodar à ideia de que nada podemos fazer. Porque senão o podemos impedir que entre, podemos, pelo menos, convidá-lo a ficar!
E poderá ter a certeza, que contínuarei a visitar este blog, assíduamente!
cumprimentos, Irina Lopes
Agosto 30, 2010 às 11:51 pm
pagunatanga
Mas menina Irina, imagine que ele fica. O que é que fazemos depois? Este assunto jamais será pacífico.
Já quanto à sua questão de que podemos sempre fazer alguma coisa, bom, concordo mas só até certo ponto. Mas disso falaremos daqui a uns anos….rsrs
Conto consigo.
Beijos grandes.
Agosto 31, 2010 às 11:44 pm
irinalopes
Concordo plenamente consigo, todos nós sabemos que demasiado tempo com ele poderá não resultar!´
Aqui não se trata de acordos eternos. Afinal de contas, todos nós sabemos que muitas vezes não são eles que se querem ir embora, por vezes, por nós, pela nossa felicidade, ou pela opurtunidade de a reconquistar-mos, nós temos o dever e, a meu ver, a obrigação de o enchutar-mos da nossa casa, das nossas vidas!
Como nós sabemos ele não é perfeito, só será adquado para nós enquanto nós o desejarmos, enquanto tivermos vontade de lhe dar bons motivos para ficar!
Porque, aqui entre nós, isto varia de colega para colega, porque posso adiantar que existem aquels que são bem mais chatos e aborrecidos do que deveriam ser, e isso, nós não queremos!
Aliás, é quando nos deparamos com estas cópias falsificadas do hamor que se torna complicado encontrarmos “actividades”para realizar em conjunto, porque sejamos sinceras, quando encontramos o original (bastante raro, como nós suspeitamos!) temos sempre motivações para criar novas actividades, caso não o consigamos encontrar, estamos com uma cópia, que apenas nos trouxe uma felicidade temporária, qe simplesmente não é suficiente, e aí sim,é uma boa altura para nos sentar-mos com ele e lhe dizer-mos que a nossa vizinha já nos segredou que existe um colega do seu trabalho que é bem mais interessante que ele, e que não queremos, nem vamos perder a opurtunidade de o conhecer, por isso abrimos lhe a porta da nossa casa, e deixamos a porta aberta para o já famoso colega de trabalho, no qual depositamos antecipadamente a esperança, de que é o original !
cumprimentos Irina Lopes
Setembro 1, 2010 às 1:36 pm
pagunatanga
Voto em si no que diz respeito às múltiplas actividades possíveis quando o hamor ainda se apresenta na fase do encantamento, tão ardilosa como língua de cobra. Aí a nossa imaginação parece movida a combustível de última geração, daqueles que dura que se farta. Já quando são cópias, aí minhas caras parceiras destas bloguices, não há programa que nos salve.
Ah! Falou numa coisa que achei muita graça, os hamores chatos. Deu-me uma óptima ideia para um post. Mas sei do que fala, acredite.
Mas menina Irina, pelo sim pelo não, devemos manter o olho aberto e o coração alerta porque essas visitas disfarçadas de hamor quase sempre dão sarilhos.
Volte sempre.
Setembro 1, 2010 às 4:49 pm
irinalopes
Sabe como é, andam por aí muitos mentirosos que dizem ser o que não!
Definitivamente precisamos de estar alertas, mas nada que o temo e a experiência nos ensine =)
Fico è espera desse post então =)
Cumprimentos Irina Lopes
Setembro 1, 2010 às 6:15 pm
pagunatanga
Pois menina Irina, podes me aguardar…rsrs
Cuidados com os mentirosos. Olho vivo…rsrs
Setembro 1, 2010 às 4:50 pm
irinalopes
ps: nada que o tempo e aexperiência não nos ensine (só para corrigir!)