O Tangas vai estar hoje, às seis da tarde, na Praça da Batalha, local eleito pela Acampada Porto para a sua intervenção. Foi-nos pedia uma participação e o tema só podia ser, obviamente, um paralelo entre o activismo lgbt e qualquer outra forma de luta por direitos de qualquer natureza.
Quem quiser juntar-se a nós é, por isso, muito bem-vindo. A organização diz que não há muitas lésbicas a participar, mas nós vamos lá contrariar isso. A verdade é que esta acampada tem lutado para se manter no local, sem sequer merecer a atenção dos média, que falam de Madrir, Barcelona e do Rossio, mas ignoram esta. Nem os jornais locais se dão ao trabalho de a noticiar.
Não se estranha, apesar de tudo. O exemplo vem de cima e as grandes figuras de autoridade da cidade e do Norte passam a imagem do conservadorismo. A contestação não é bem vista e é coisa dos de fora, sobretudo, fora da norma. Apesar disso, as soluções alternativas multiplicam-se e são hoje a grande movida do Porto, frequentada pelos jovens e pelos que, não o sendo, mantêm alguma frescura mental.
Há esperança, portanto, até porque Maio sempre foi fértil em contestações e mudanças lideradas pelos jovens






4 comentários
Comentários feed para este artigo
Maio 28, 2011 às 11:45 am
köttur
Só chego ao Porto às 23h00 …
“A organização diz que não há muitas lésbicas a participar” pelo menos muitas lésbicas que publicamente assumem a sua orientação sexual, de resto … sabe-se lá quantas estarão presentes
Maio 28, 2011 às 1:50 pm
tangas
é um cenário, sim. mas não me posso queixar, porque me acompanharam até lá, lésbicas e não lésbicas.
e é muito refrescante ver um grupo de jovens a fazer aquilo em que acredita, embora uma mão cheia esteja lá apenas porque sim.
a conversa foi interessante e a mim mostrou-me uma coisa muito importante: jovens muito conscientes e preocupados em fazer as coisas com grande correcção.
gostei.
Maio 28, 2011 às 7:19 pm
köttur
Sou completamente a favor de movimentos como a acampada, acredito que movimentos de pessoas unidas por um objectivo são essenciais para a mudança social.
O meu comentário só pretendeu realçar o sempre presente problema da visibilidade lésbica.
Maio 29, 2011 às 12:40 am
tangas
claro que és e a gente sabe, amiga