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All rights reserved © Tangas Lésbicas

Vamos tirar uns dias de férias tanguistas. E temos várias hipóteses, todas elas de excepcional qualidade.
Numa praia, a aturar multidões aos gritos e a cfazer de conta que nos divertimos um horror; à noite sempre podemos apanhar uma bezana e, de manhã, contribuir com a ressaca para a má disposição geral.
Numa montanha andina, a mascar folhas de coca para entrar em contacto com o Eu superior, o Além ou os espíritos, na base de uma alucinação diferente da do dia-a-dia.
Num iceberg, a ver as focas e os ursos polares em via de extinção, a tentar fotografar tudo com os dedos gelados e a pensar que na têvê parece tudo muito mais apelativo.
Também temos as férias altruistas, a ajudar uma aldeia perdida no meio do mato subdesenvolvido e a rosnar porque a bagagem devia ter incluido pelo menos mais dois sprays repelentes e umas garrafas de uísque para ajudar a passar o serão.
Na remota hipótese de falharem todos estes cenários, gastaremos o nosso tempo a reencontrar os velhos amigos, a ouvir confidências e a vir a correr para aqui postá-las. ;)

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- A menina prefere louras ou morenas?
- Depende.
- De quê?
- Do estilo das louras ou das morenas.
- Hum… Eu gosto de morenas. Acho que nunca andei com uma loura.
- Acho que gosto de louras.
- É esse o seu estilo?
- Não.
- Então?
- Não tenho estilo. Só traumatismos.
- Foi assim tão mau?
- Nada que um intervalo de dois anitos não resolva.
- Já está com amnésia?
- Porquê?
- Já viu o que vai a passar?
- Não. Além da amnésia acumulo com cegueira preventiva.
- Essa é nova. Serve para quê?
- Ora… Para apalpar antes de usar.
- Não seja vulgar…

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Acabei de saber que um amigo vem casar-se a Portugal, com o seu namorado de longa data. Fiquei feliz por ele e porque a festa será, com certeza, de arromba.
Ao menos agora, quando as tias velhas nos perguntam por que ainda não estamos casadas, podemos sempre responder que estamos à espera que a miúda ideal chegue num descapotável branco, embrulhada num laço arco-íris e pronta para nos levar ao altar ;)

http://filmeslesbicos.blogspot.com

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Perdemos tanto tempo a discutir o sexo dos anjos, que melhor seria conceder-lhes o direito de usarem o que quiserem, evitando assim maiores dramas e traumas.
Isto tem que ver com o pedido de um amigo, para apoiar uma causa que lhe é particularmente cara, a das pessoas que querem mudar de sexo.
É claro que apoio, sem dúvida alguma, tudo aquilo que possa tornar as pessoas mais felizes. Mas o mais importante, quanto a mim, é acabar com essa ideia de que a humanidade está dividida em dois únicos conjuntos de características biológicas.
Em termos de fisiologia, macho e fémea são realmente dominantes. Atribuir-lhes papéis fixos e rígidos é que é uma invenção humana, que acaba por se pagar com língua de palmo. Pois independentemente do sexo que se tenha, por que não deixar a cada indivíduo a tarefa de o interpretar como deve e deseja?
Quem raio decidiu que temos todos de ser machos e fémeas? E por que raio não nos lembramos do ou dos iluminados que tiveram tal ideia?
Mais importante que ser gay ou lésbica, ou até mudar de sexo, fudamental é que entendamos todos que, ser feliz porque se decide ser o que está na nossa natureza, é que é importante.
Assumir a consciẽncia do que se é e decidir em função disso é fundamental, tanto como ter a liberdade de mudar, dentro dos limites da nossa capacidade, o nosso corpo e o nosso sexo.
Se todas as baterias estivessem apontadas para a reeducação da nossa forma redutora de encarar os sexos, que os divorcia irremediavelmente do contexto da personalidade de cada um, muitos dramas se evitariam.
Essa é, de facto, a liberdade a conquistar.

Hoje marcha-se no Porto, sob chuva, provavelmente, mas com a alegria das seis cores que simbolizam a luta de todos lgbti. Por isso, apelamos a uma GRANDE ONDA DE SEIS CORES e todas as outras iniciativas criadas por cada grupo ou participante.
A maior das lutas é, como sabemos, a pessoal. Assumir perante si próprio, quem se ama, um pequeno círculo privado e ir alargando esse círculo é um percurso conhecido de muitos nós. Participar na Marcha do Orgulho é uma etapa importante nesse processo.
Há cada vez mais pessoas a marchar com os seus amigos e familiares lgbti. Isso é também um motivo de Orgulho, porque sabemos que essas pessoas também têm um percurso a contar.
Os preconceitos que nos afectam também são os dos que não nos aceitam. Também esses são vítimas de uma educação que só lhes permite ver a duas cores: a dos heteros e a dos homo. Essas pessoas também merecem a nossa simpatia e compreensão.
Marchemos pois por TODOS e porque o direito de não sofrer com a discriminação é universal.

grande onda de seis cores.


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