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(foto Ilídio Costa)
Costumavam sentar-se à sombra, no quintal, enquanto se esvaziavam as cestas de caju e lagostas que traziam à cabeça. Aproveitavam para conversar de tudo enquanto esperavam e continuavam a falar mesmo quando já não era preciso esperar. Depois apanhavam as cestas e agradeciam as moedas, o sal, o tabaco, a farinha ou o leite condensado que se acrescentavam por cortesia aos pagamentos.
Hoje continuamos a comprar das mesmas cestas, à beira do caminho, enquanto conversam umas com as outras. De vez em quando toca um telemóvel e uma delas desembrulha uma ponta da capulana para tirar de lá o grilo e falar enquanto nos dá o troco em meticais e segue a conversa das outras.


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