(Uns dias a seguir ao Dia Internacional da Mulher.)

– Então, pá? Não te esqueceste de oferecer flores à tua mulher?

– Não. Mas mais valia ter ficado quieto.

– Então? Que se passou?

– Em vez de me agradecer, ela perguntou-me se os cabrões que inventaram o dia da mulher também tinham a consciência pesada como eu.

– Mas porquê, pá?

– Porque quando dão alguma coisa é porque já as tramaram.

– Bem, não se pode dizer que seja parva.

– Isso não é. Mas disse mais…

– O quê?

– Que se fosse ela a mandar havia um dia do homem.

– Eheheh… Afinal a tua mulher é uma safada.

– Espera. Um dia mundial do homem assim como um dia de caça livre.

– Hã?

– Um dia para elas dispararem sobre eles à discrição, sem merdas de sorrisos e outras matreirices.

– Eh, pá!…

– Disse que as mulheres têm mais que fazer do que andar a perder tempo com rodeios.

– A tua mulher é perigosa, meu.

– Por que é que julgas que lhes oferecemos dias e flores em vez de direitos iguais?

(Piada de salão contada à mesa de um almoço de quarta-feira só para homens.)