Isto é que é bom: primavera e café com leite para começar o dia.

Coisas menos boas: o carteiro acordou mal disposto um destes dias e achou que devia mandar para trás um livro que me foi enviado por uma prima…😦

Intolerável: o que aconteceu aqui há dias a umas primas que têm um restaurante muito agradável aqui para as minhas bandas. Eis que entra por ali dentro um grupinho de outras primas, uma das quais começa logo por abordar uma das pikenas com um “acho que te conheço de algum lado”. Lugar comum à parte, aquilo foi uma forma de se impor, tipo “somos todas primas, viva o nacional porreirismo!”.  Ora, ver uma pessoa na rua ou mesmo num bar de primas e identificá-la não é conhecer. No entanto, usar isso para forçar algum tipo de intimidade é abuso de poder, ou discriminação – a tal coisa de que as primas se queixam bastas vezes e que algumas não têm pejo de usar nestas ocasiões.

Completamente patético: na mesma altura, no mesmo restaurante, duas primas do tal grupinho visitante resolvem levantar-se e desatar aos beijos como se o mundo fosse acabar e a melhor sorte que lhes podia calhar a seguir fosse irem comer bombas para o Vietname. O que não sucedeu, evidentemente, mas deixou as primas que gerem o restaurante a braços numa situação no mínimo desagradável. Ora, desatar aos beijos em público num restaurante não é uma forma de coming out, mas sim confrontar os restantes comensais com a desagradável intimidade da troca de fluidos, ao mesmo tempo que tentam engolir a garfada que se levou à boca. Por muito moderno que se seja, há limites.

Por outro lado, beijos em público para efeitos de coming out não são num restaurante de primas com quem não se tem intimidade nenhuma, mas se sabe que é, definitivamente, território seguro. Na minha opinião, esses beijos públicos devem ser dados em casa, com as famílias, com o marido que em alguns casos nem sequer sabe que a mulher é prima, nas escadas do prédio e à frente dos vizinhos, à frente dos pais e dos irmãos machões, na mercearia do bairro, etc. Isso sim, é que é coming out. O resto é provocação gratuita e à custa dos outros.