Diz o povo que o hamor tem que ser regado todos os dias, se há-de crescer, tornar-se forte e viçoso.

Isto é tudo muito bonito mas, provavelmente quem inventou esta máxima esqueceu-se de que há plantas que precisam de pouca ou nenhuma água, sob risco de apodrecerem a raíz e morrerem sem apelo nem agravo, à frente dos nossos olhos.

Minhas amigas, é aqui que entra a perspicácia em acção. Quererá o hamor que temos ali à mão, muita água, mais ou menos rega ou uma seca tremenda? E no caso de querer água, quer assim à mangueirada, sistema gota a gota ou só a da chuva? Ah! Ah! Isto é muito mais complicado do que parece.

Penso eu que esta coisa dos hamores só serve para enervar um santo. Pois estamos nós ali de regador na mão, desesperadas, sem saber o que fazer, ansiosas por regar mas já um bocadinho fartas daquela exigência diária. Hummmm… Contraditório, sem dúvida, ou não se tratasse da causa hamorosa.

Esta é apenas mais uma das palermices do hamor. Nunca se sabe o que se deve fazer com ele. O que dá para um não dá para outro. O que num é realmente necessário no outro é absolutamente dispensável… Afffff… Vá lá perceber-se estas coisas.

No caso das mulheres, devo confessar que este entendimento roça o absurdo. Aliás, é impossível  chegar a uma conclusão. Creio que nem as próprias sabem bem o que querem e pior que isso, quase nunca sabem o que não querem. Agora imaginem a confusão que isto dá.

Assim sendo, cabe a cada uma decidir a melhor opção para manter a terra fresca e a folha verde. Mas cuidado. Como diz um provérbio que aprendi há poucos dias mas que muito aprecio, o que é demais é como o que não chega.

E sobretudo é importante não esquecer que independentemente do tratamento que se dê à planta, mais diz menos dia ela acabará por morrer.

Para boa entendedora…