Uma das grandes novidades no mercado da oferta e da procura é o conceito de low cost. No fundo é pagar menos e ter o mesmo, ou quase. Só que este quase está muito bem disfarçado e assim à primeira vista até nos achamos uns espertalhões. Eh eh! ficou baratuxo e temos do bom.

É assim nas viagens de avião sem refeições, nos fins de semana sem direito a  pequeno almoço, nos concertos sem lugar marcado, nos alugueres de automóveis sem km’s incluídos. Tudo low cost, tudo quase  igual a como se fosse o produto genuíno. E, bem vistas as coisas, na maior parte das vezes até passa pelo original dada a fugacidade do evento.

Eis se não quando também surgem os hamores low cost.

Queremos o mesmo hamor, a mesma  atenção, o mesmo carinho, os mesmos mimos, a mesma dedicação, a mesma exclusividade dos afectos, mas investindo pouco. E quando digo pouco, leiam, o estritamente necessário. Afinal de contas o mínimo que pagamos deveria nos dar de mão beijada tudo o que pensamos ter direito. Assim, sem mais nem menos.

Nós nem estávamos à espera, nem queríamos, nem nos calhava nada, nem tínhamos disponibilidade emocional para tal,  até tínhamos outras coisas combinadas mas como estava ali à mão e era tão em conta, o melhor mesmo seria aproveitar. Nunca se sabe se voltamos a ter uma oportunidade assim. E, bem vistas as coisas, se bem não fizer, mal também não há de trazer ao mundo.

Mas, há sempre um mas, como não há milagres, acabamos por receber na exacta medida do que investimos. E nesta parte, minhas amigas, é de salientar o facto de que o fizemos de nossa própria vontade e iniciativa uma vez que o low cost não é uma coisa que nos seja imposta e obrigatória mas surge como uma oportunidade para.

Ah pois é!!  O low cost tem exactamente o alto custo de ser low.

Quando a coisa afinal não é exactamente o que esperamos, pegamos no pior de nós e começamos a reclamar. Não é bem o que queríamos nem foi aquele o pacote que adquirimos. Tinham nos vendido aquilo como sendo de primeira qualidade, fidedigno, autêntico. Sentimo-nos roubados, intrujados, defraudados, espoliados do que gastámos e do pouco que nos foi dado em troca.

Vai daí, queremos nos queixar só que não sabemos exactamente a quem. Estas promoções geralmente não têm cara, fica tudo um bocado na base da confiança e como tal, às vezes corre bem e outras nem tanto. Mas que não dá para reclamar, lá isso não dá.

E é então que feitas as contas e com o coração carregadinho de vazio, chegamos à brilhante conclusão que muitas vezes, investindo mais algumas patacas, as coisas teriam corrido melhor, sido mais doces, mais autênticas, mais requintadamente intensas e até durado mais uns tempos.

(PS. Miúda dos Abraços…..o pedido é devido….)