Para quem acredita nestas coisas, haverá diversos tipos de hamor.

Hoje introduzo aqui um novo género do hamor que é provavelmente o de mais longa duração e quem sabe o único que vale a pena. Nem mais nem menos que o hamor se.

Já sei que vão dizer que sou maluca, tarada, que não percebo nada disto, que a Tangas me devia expulsar deste blogue e blá, blá, blá, mas na verdade é isso o que penso.

O hamor se nunca nos dá desgostos, trabalhos, não mente, não trai, não se vai embora, não engana, não faz cenas, não desconfia, não acusa, não reclama, enfim, não nos suga a paciência.

O hamor se é aquele sentimento que vive connosco, é o companheiro intimo de todas as horas, é aquele que vai ao nosso lado para todo o lado, que come à nossa mesa, vai connosco ao ginásio, que é só nosso porque simplesmente não pode ser de mais ninguém, pelo menos não daquela forma, daquele sentir, daquele doce sentir.

O hamor se é uma coisa para lá dos limites do que se pode acolher dentro de nós, porque é intrinseco ao nosso corpo, à nossa alma e aos desejos mais fortes que nos assolam cada segundo do dia.

O hamor se sobrevive a tudo, ele não se esgota no dia a dia, na luta pelos podres poderes, nas discussões sem causa, nas convicções desgastadas. O hamor se não anda na corda bamba do caso ou do acaso, de circunstâncias ou porventuras.

O hamor se é o hamor feliz porque simplesmente nunca existiu.