Ilustração de Koren para o NYT

Nos anos 70, as primas norte-americanas e as feministas de muitos lados sonhavam com uma terra só para mulheres, uma economia exclusiva, um sistema só seu. Houve milhares de mulheres, entre primas e não-primas, que se reuniram para dar forma à sua utopia, inspiradas pela revolução das flores e o idealismo hippie.

Elas eram as Gorgons em Seattle, as Gutter Dykes em Berkeley, as Radical Lesbians mais as primas CLIT na Grande Maçã, as Furies de Washington DC, as SEPS de São Francisco entre muitas outras.  Já ouviram falar da New York Lesbian Food Conspiracy?

Há muitos exemplos lá fora, há sim caras primas. E cá? Não me venham com a conversa de que lá fora é que é bom e que Portugal é um país muito atrasado… Isso já nem barbas tem, porque cheira muito, muito mal.

A verdade é que, à força de acreditar que a galinha da vizinha é mais gorda que a nossa e que as santas da casa não fazem milages, as primas tugas deixam passar debaixo dos seus narizes muitas iniciativas meritórias e cheias de graça. Querem provas?

Pois bem, vou lançar uma: aqui no Tangas estamos à procura de ilustrações radicais e utópicas sobre primas portuguesas, coisa louca, muito louca mesmo, colorida, exuberante e de arrasar os nervos a qualquer hetero ou prima armarizada. E estamos dispostas a organizar umas mostra dessas mesmas ilustrações lá para o Natal, para honrar a quadra com o nosso imbatível ânimo e vontade de brincar.

Quem quiser participar contacte-nos por email. E viva a utopia radical com sabor a Natal!  :)