Imaginem que estão num museu e que estão a ver um quadro precioso. Muito precioso. Imaginem que há um cordão entre vós e o quadro, a assinalar uma fronteira impossível. Já agora, imaginem que há um segurança cioso junto ao quadro, a vigiar todos os vossos movimentos. Estão a ver a coisa? Bem vista? A sério?

Pois então, deixem-me dizer-vos o seguinte, para vos facilitar a visualização: o quadro representa as/os autoras/es do Tangas –  as coisas mais valiosas aqui no universo tanguista; o cordão, basicamente, é o limite que nunca devem ultrapassar em relação aos nossos singelos tesouros; e se o fizerem, ainda cá ando eu para vos desancar com um pausinho de amolgar ideias peregrinas.

Perceberam a mensagem ou tenho de fazer mais bonecos?

(Claro que este recado não é para as adoráveis pessoas que nos lêem com toda a atenção e que nos amam incondicionalmente desde o primeiro segundo, apesar dos desvarios em que de vez em quando nos engajamos; é para aquelas outras pessoas que se acham no direito de assediar com mensagens não solicitadas qualquer autora e autor deste blogue, só porque de repente descobrem os seus emails – claro que estas coisas só se dão porque há gente que ainda acredita que o éter cibernáutico lhes protege a identidade da devassa alheia; mas não é bem assim…)