SAS Tangas, Queen of all bullshit

De vez em quando há uns maduros que nos mandam uns emails, assim a ‘saca-endereços’. Uns são a treta do costume, outros pretensamente insultuosos, imensos dessas igrejas que jorram do chão como se Moisés ou Jesus, Buda ou outro que tal, ainda para aí andasse de bordão na mão, a bater com ele no chão e a produzir indústrias religiosas como quem produz laranjas em extensão. É engraçado observar como todos eles procuram o Tangas à espera de um milagre. Não será o da multiplicação dos peixes ou do pão, nem mesmo para transformar simples água em vinho, o que até dava jeito para se comemorar alguma coisita.

Os mais curiosos são, sem sombra de dúvida, os dos realistas, monárquicos, ou lá o que acham que são. Não será pelo meu distinto nome próprio e apelido, que por si só, são alvo do meu abnegado amor, visto que as mensagens são enviadas para o plebeu email do Tangas. Pode ser por desespero, puro e duro, ou apenas por uma qualquer fé cega no desespero de gente homossexual e de baixa auto-estima, sempre disposta a pôr-se em bicos dos pés para validar a nobreza da sua condição, nem que seja à conta dessa extinta espécie de gente que ainda acredita que nascer numa determinada família é sintoma de estatuto social.

O mais perturbante é chegar à conclusão de que há uma parte do Tangas que lhes escapa, como se metade da massa cinzenta tivesse sido varrida por um Katrina qualquer: a de que este blogue, com as suas carinhosas pretensões à defesa da não-discriminação (e por uma questão de  honestidade mental e intelectual), não pode nem quer pactuar com uma forma de estar que, pela sua natureza, garante mais direitos a uns que a outros só por via do nascimento.

Brincamos?