É com um sentimento ambíguo que escrevo a última crónica do hamor. Por um lado, sinto uma alegria imensa por ter tido oportunidade de partilhar histórias e risos convosco, fruto de um convite que muito me honrou da parte da menina Tangas e, por outro, aquela carinhosa nostalgia de fechar um capítulo.

O hamor com “agá”, o hamor aspirado como lhe chama a Tangas, acaba hoje mas apenas sob a forma de crónicas, pois que o hamor com “h” nunca nos falte.

Durante quase um ano espancamos, atropelamos, ridicularizamos, vilipendiamos e mal dissemos o hamor e portanto penso ter cumprido a missão de o desmistificar como o nirvana de todo o pacóvio.

Apesar do tom leve e despretencioso das crónicas, creio que no final das contas, conseguimos rir com a única coisa que nunca pudemos nem jamais conseguiremos controlar nas nossas vidas. Já o que fazer com essa coisa que mete medo, raiva, nervos, dó e que nos faz sentir os seres mais vulneráveis e incapazes do mundo, bom, isso cada uma falará por si.

Mas para que não digam que saio daqui como entrei, tão desacreditada no dito cujo como há quase um ano atrás, aqui vos deixo os meus votos de que o amor revestido e tranvestido de humor, seja realmente o mote que nos dê sabedoria para ficar quando sentirmos que “pode ser desta vez” e coragem para partir quando soubermos que também não é por ali.

Vai daí, como hoje é dia 31 de Dezembro, aqui fica o meu desejo para todas e todos que me fizeram aqui companhia durante este ano: Feliz Amor Novo. Sem “agá” mas com o sorriso de sempre.