Triste esta história de CC, um final violento que envolve um jovem, total desgoverno de emoções e relatos públicos de pormenores que não deviam ser separados da intimidade das vítimas, apesar da sua notoriedade. Não faltará quem ligue esta infeliz notícia à inevitabilidade dos divinos e outros castigos tidos como merecidos pela gente que não cabe no maniqueísmo (ainda) vigente dos dois sexos. A verdade é que não há causa e efeito neste episódio. Apenas duas vítimas: CC, cuja vida terminou brutalmente, e o do seu assassino, incapaz de controlar os seus ímpetos. Para o primeiro não há solução e, para o segundo, talvez alguma forma de expiação e aprendizagem, por via de um castigo mais do que merecido.

Carlos Castro foi um activista lgbt. De uma forma que nem sempre colhia a nossa simpatia, mas que deu visibilidade à causa da não-discriminação e fortaleceu a vontade e a determinação de muitos de procurar e pôr em prática outras formas de visibilidade e luta.