All rights MMF/Tangas Lesbicas

Nós aqui gostamos de confrontos. E não é para andarmos à batatada, que isto aqui é gente afectuosa, de respeito e melada tanto quanto se pode ser. Nunca partimos mais do que fatias de bolo, e isso é apenas nas comemorações.

Também temos por aqui conciliadores, gente que acha melhor pôr toda a gente de acordo. Claro que, se não fossem os confrontadores, ninguém se dispunha a ser conciliado, mas isso são outros quinhentos.

Depois há os pusilânimes, aquela espécie de vermes sem espinha dorsal que baba tudo com o seu desagradável ranho. Mas sempre a coberto de uma capa, de uma identidade falsa, de anonimatos cobartes.

É gente muito feia, essa da pusilanimidade. Medíocre. Incapaz. Seca. Árida. Não têm nada para dar e ainda gastam o seu parco tempo de vida à procura de gente que nem sequer conhecem, para descarregar a sua ignóbil nhanha. Gente que produz alguma coisa está na sua mira. Gente criativa aguça-lhes a sede, a raiva, a cegueira, a impotência.

Quem arranca uns sorrisos aos outros, uma palavra amistosa, uma graça, uma conversa, está na mira desses invertebrados destinados à sua própria tristeza, à sua auto-miséria. São gente que só merece a nossa pena. Mas não o perdão. Porque já vimos muita gente dessa a destruir coisas boas. Aliás, a destruição é o seu infernal alimento.

Não julguem, no entanto, que se acercam de nós e nos desafiam, de luvas de boxe postas. Não. Vêm por trás e batem apenas quando podem fugir. E são tão esvaziados de propósito que nem sequer o fazem por terrorismo. Apenas porque é a única coisa que se conseguem propor fazer.

Quando era criança, costumávamos gritar-lhes coisas assim: vermes miseráveis da terra nojenta! Ah… Era uma boca cheia de desprezo, vos garanto. E é o que vos repito aqui, gentinha pusilânime, que nem sequer acredita no seu próprio valor.

Vão bater a outra porta, que aqui reina quem cria boa disposição, motivos para viver esta vida e chegar ao céu e reclamar mais!