− Aquele teu post das miúdas normais

− Que tem?

− Achas mesmo normal que uma miúda seja uma dominatrix?

− Viste o filme?

− Não. Mas repito, normal e dominatrix fazem sentido?

− Fora do contexto nada faz sentido. Vê o filme.

− Vou ver. Mas mesmo em versão light, supondo que é esse o caso, faz sentido?

− O light aqui também não faz sentido. Sendo que light ou hard, o que faz sentido é não julgarmos tudo à luz de uma moral que, a maior parte das vezes, nem sequer é a nossa.

− É minha impressão, ou estás mesmo a defender algumas práticas menos “convencionais”?

− O que eu defendo é que as práticas “menos convencionais”, como lhes chamas, não são automaticamente condenáveis, só porque não nos reconhecemos nelas. As pessoas têm de ser livres de pôr em prática o que entenderem, dentro daquilo que não prejudica os outros.

− Não sei se gosto dessa ideia…

− És livre de não gostar, claro. Assim como as outras pessoas são livres de gostar, desde que isso não interfira com as nossas escolhas. O que é que se ganha em julgar/condenar coisas que são práticas de outros, mas não obrigatoriamente nossas?