All rights reserved©Tangas Lésbicas

A traição é uma arma que nenhum inimigo possui. Ela vem sempre de alguém próximo, de amigos, que são os únicos com capacidade para nos trair. Quando um inimigo desfere um golpe, não passa disso: um golpe, como qualquer outro. Já uma traição é um tapete arrancado de baixo dos nossos pés, a verdadeira forma de nos fazer cair.
Não há forma de aprender com uma traição. Até podemos contar com elas, mas jamais sabemos de quem chegam, pelo simples facto de jamais pormos em dúvida a qualidade de qualquer dos nossos amigos.
Nenhum conservador, nenhum fundamentalista religioso, nenhum homófobo enlouquecido nos fará alguma vez tanto mal como as primas e os primos que nos julgam e nos tratam como radicais, panfletários, exibicionistas, gente sem noção do ridículo, conflituosa ou simplesmente com a mania de que vai mudar o mundo.
Eis as boas notícias: o mundo muda mesmo. Aos poucos, mas muda. E as más notícias são: quando muda, a mesma gente que não nos apoia é a que mais partido tira da mudança.
A única coisa que não muda é a reputação que essas pessoas parecem não ter problemas em criar para os outros. De que lado estão? Do conservadorismo obtuso, sem dúvida. E parasita, porque não tem qualquer engulho em aproveitar o resultado das acções e esforços daqueles que, as mais das vezes, lhes causam engulhos com a sua iniciativa.
Nunca veremos a primalhada parasita e engulhada apoiar os esforços para conseguir nivelar os nossos direitos. Mas vê-los-emos sempre na primeira fila para colher os frutos desses esforços, aí sim, sem nenhuma vergonha de serem o que são.
Para eles, o mundo é mais justo porque sim, nunca por aqueles que eles gostariam que se envergonhassem por se esforçarem para o mudar. Yuck!