Porque acredito que junt@s podemos fazer a diferença, que as nossas vozes podem ser ouvidas, porque em vez de encolher os braços e dizer mal da sociedade, do governo e da mentalidade acanhada da nossa gente, prefiro agir.
Porque ainda muitas mulheres vivem a sua sexualidade às escondidas, inventam namorados só para despistar os colegas do trabalho, têm quartos a fingir em casa para a família não desconfiar, sorriem aos amigos com a dor a explodir no peito por não poderem falar do que sentem e de quem são, vivem clandestinas sem soltar um grito de revolta, aceitam a farsa para não chocar as outras pessoas coitadas e as criancinhas que ainda ficam traumatizadas se virem duas mulheres que se amam e a família que morreria de vergonha, tudo isto sem fazer nada, a não ser calar fundo a dor de fazer de conta todos os dias, de não poderem ser inteiras.
Porque quero que todas as mulheres possam ter coisas simples como poder comentar no trabalho ou com a família “a minha namorada hoje acordou tão amorosa … ontem fez-me um jantar simplesmente delicioso … não larga o computador até chego a ter ciúmes daquela coisa … “, andar de mão dada, dar um beijo quando a vontade surge, ter orgulho no Amor que as une e não escondê-lo como se fosse algo feio e mau.
Porque se não concordamos com algumas coisas na nossa sociedade devemos protestar, não só nos cafés e nas conversas com @s amig@s, mas em todas os momentos da nossa vida; não calar quando criticam e ridicularizam os homossexuais, não pactuar com discursos que identificam a pedofilia com a homossexualidade, não baixar os braços quando alguém é discriminado por causa da sua orientação sexual …
Porque não quero o consentimento silencioso em relação a tudo o que nos oprime.
Porque acredito que vale a pena resistir e lutar, dizer o que sentimos e o que pensamos.
Porque acredito que tod@s junt@s fazemos a diferença e estamos a provocar a mudança.
Porque quero lutar pela nossa dignidade e o direito a sermos felizes.
Vem também sentir o prazer de resistir, intervir e transformar!