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Com o tempo, as pessoas tornam-se esquecidas, o que é perfeitamente natural, visto que temos de estabelecer prioridades até para a memória.
Só que é aflitivo observar gente com responsabilidades fazer uma coisa que tanto se criticou em tempos, como o facto de, a certa altura, se negar a existência do Holocausto Nazi. O tempo passa e às tantas tudo parece exagerado, como se impossível de acontecer.
O mesmo sucedeu no outro dia, quando alguém comentou quais dez por cento, referindo-se à percentagem média de homossexuais no total da população. Como se fosse um facto inventado, uma estimativa de boa vontade partida de gays e lésbicas ansiosos por confirmar a sua numerosa comunidade.
Na verdade, foi Alfred Kinsey, no seu revolucionário relatório, baseado em inquéritos científicos feitos com todo o rigor da época, que determinou percentagens: (…) que 37% dos homens e 13% das mulheres já tinham tido uma relação homossexual que lhes tinha proporcionado um orgasmo (…).
E isso foi naquela altura… Mas até parece mal agora, que é tão vital “normalizar” os homossexuais, que se insistam em percentagens que já ninguém se lembra (ou nunca soube) de onde vêm.