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Se pensam que o hamor, por muito disfarçado e dissimulado que se apresente, está isento das medidas de austeridade vigente, desenganem-se. A coisa é, na realidade, muito grave.

Já não bastava o pobre do hamor andar meio de banda, desengonçado, amarfanhado e raro, e vai daí começa a levar com os cortes orçamentais. Os reflexos não se fazem esperar.

Para começar, levou logo um corte de 3,5%. Imagine-se!!! Por muita ginástica hamorosa que se faça e se distribua tal percentagem por  ícones como a paixão, o cuidado, o carinho, o sexo, a atenção, assim a modos que distribuindo o mal pelas aldeias, não há como fugir à realidade de que em algum momento, ou vários, a falta se vai notar.

Mas como um mal nunca vem só, o hamor vê-se agora obrigado a trabalhar mais meia hora por dia, sendo que o benefício é zero. Ora, a pergunta lógica brota de imediato: como é que vamos hamar mais, tendo menos hamor para dar e ainda por cima não ganhando nada com isso.

Estamos nós nessa inquietação quando tomamos conhecimento que o hamor deixa também de ter tolerências e feriados. Apeteça ou não, há que dar o hamor ao manifesto.

Agora sim. Só um milagre poderá salvar o hamor.

Então, pensando aqui com os meus botões, lanço o repto de que fazer com que o hamor exista, resista e insista, passe a ser o grande desafio para 2012. Pelo menos para que estas crónicas continuem com alguma (???) razão de ser.