All rights © Tangas Lésbicas

Tal como prometido, à terça, negócios de primas. O título é para despistar, claro, visto que, de endinheiradas, as diletas primas não tem é nada. Claro que há excepções, mas em traços gerais, toda a gente sabe que as primas não têm poder de compra e, mesmo quando têm, não gastam assim sem mais nem aquela. Ou seja, são muito focas.

Agora, em relação ao tema, não vamos aqui falar das primas que lêem cartas, fazem mapas astrais, são boas no reiki, que têm aquelas profissões relacionadas com a cura e a harmonia espiritual e o artesanato e as feiras de magia. Não, senhoras. Vade retro, até, não vá chegar-se aí de novo a Inquisição e vai tudo para o galheiro, isto é, fumeiro, visto que os loucos de Deus têm a mania de queimar as mulheres por dá cá aquela palha. Arre, abrenúncio.

Nada disso. Há primas que são médicas, cientistas e todas essas profissões em que são postas em segundo plano porque, além de mulheres, são lésbicas e os seus pares masculinos têm tendência para não alimentar a concorrência. Ná! Nem falamos das desportistas, porque nos tempos que correm os patrocínios e o merchandising já não são o que eram.

Gostava de saber em que profissões as primas se podem tornar umas feras e arrasar a concorrência, nem que seja a drenar esgotos na Índia (ui…) ou a dinamitar o Evereste (a menina Pagu vai desculpar-me, mas a montanhita há-de servir para mais alguma coisa que não subidas e descidas dessas que ameaçam seriamente a saúde mental e física das pessoas…).

Congelar carne de foca no Pólo Sul ou pescar bacalhau à linha ao largo da Noruega também não me parece decente, nem politicamente correcto. O voluntariado está fora de questão, uma vez que é aleatoriamente pago em boas vontades e altruismos não mensuráveis. A agiotagem é um negócio do clube do Bolinha, pelo que nos resta apenas o microcrédito, que não dá grandes dividendos. A menos que se arrange um esquema de pirâmide que pague bem que sa farta até rebentar.

Assim sendo, não restam grandes alternativas, a não ser as da vida artística, assumindo-se o conhecido princípio da criatividade que tudo supera, mas aí a concorrência já é do mais feroz que possamos imaginar. Que me dizem?