Ser má, dizer coisas horríveis às outras primas, tratá-las a baixo de cadelas — é o que elas fazem para ser cool
Ou seja, ter vergonha de ser boazinha é quase tão importante como ter um iPod ou um iPad, parecer uma personagem estereotipada de BD é, de repente, muito melhor do que ser o que se é.
Gosto de BD, verdade seja dita, que é como gostar de ópera e assistir a histórias em que os heróis são bons quando são bons, maus quando são maus. Raramente a moeda tem duas faces. E os heróis podem ser uns alarves, porque são do bem, mesmo quando se portam como vilões.
É quase uma obrigação: fazer de bom, salvar a Humanidade de grandes perigos e, depois, ir para casa e tratar a namorada como um carroceiro… Ou seja, se é cool, pode ser uma besta. Haja pachorra, sobretudo quando a coisa passa para a realidade e temos primas muito cool que se acham no direito de tratar o resto das primas como menores de tudo, porque sim, porque podem.
Há primas assim, verdadeiras heroínas, acima de todo e qualquer julgamento humano. Não se misturam porque, por divino desígnio, nasceram com uma mão cheia de regalias e clarividências que, obviamente, a comum das mortais não partilha. É uma casta iluminada, que esconde o seu deslumbramento na capa do parece bem.
Onde é que está a virtude, afinal? Nos looks?