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— É minha impressão, ou a prima ali está a ignorar o perímetro de segurança entre si e a restante população mundial?
— De que está a falar?
— Daquela pikena ali.
— Não reparei em nada.
— Não reparou que ela lhe deu o bracinho e se encostou a si?
— Como a menina está a fazer neste momento?
— Eu é outra coisa, já sabe!
— Hum… Sei?
— Deusmalivre! Irra! Está a desviar a conversa.
— Nem por isso.
— Acho que os zunzuns têm um fundo de verdade.
— Que zunzuns?
— De que há amor na costa…
— Espero que sim, que haja muito.
— Então confirma?
— Que grande cataclismo depende agora da minha confirmação?
— Que chata! Diga lá se há ou não há amor na costa.
— Já disse que espero que haja muito. Mas não me meta nesse embrulho, se fizer favor.
— Porquê? Não anda a arrastar a asa a ninguém?
— Para falar com franqueza, espero não fazer figura de aleijadinha quando chegar a altura, com a asa, com a perna ou com o peito. Mas, para já, não me entedie com especulações. Agora vou encostar-me à outra pikena, que pelos vistos não me pergunta por disparates.
— Depois não diga que não avisei…