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E durante esta semana em Lisboa, dediquei-me à aprendizagem do que mais temos de português, a saber, a arte de bem fazer pasteis de nata se bem que ainda dei uma perninha nas queijadas de amêndoa, delicias folhadas, bolas de Berlim e mais que favoritos palmiers.

Se pensam que a crise me derrubará, me deixará sorumbática, medrosa, derrotada, estão bem enganados. Levantei-me às quatro e picos da manhã e antes das cinco já estava enfarinhada até aos queixos.

Durante a tarde, fui repetidas vezes à minha livraria preferida, a Palavra de Viajante, onde verdadeiramente tenho perdido a cabeça entre viagens, destinos, mapas e com tudo isto acho que já acrescentei uma dúzia de livros ao meu já vasto pecúlio literário.

E hoje irei até aquela que chamam a Cidade das Luzes, “civilizar” um pouco, rever o Sena, o bom vinho, aquela ambiência fortemente europeia que de vez em quando sabe bem.

Já quanto a ser a capital europeia mais romântica, perdoem-me a sinceridade mas não concordo. Para começar teria que destronar Roma, entre outras. Mas hoje, sim, hoje será mais romântica que habitualmente, tenho a certeza disso.

Sendo assim, cá vou de novo para o aeroporto e a pensar que mesmo com a crise, os maus humores, a pouca vontade, as greves, os impostos, os cortes orçamentais, os feriados gamados, ainda assim, we’ll always have Paris.