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— Dá licença? Dá licença?
— Nossa! Vai com pressa, hein?
— Não posso falhar esse concerto e quero deixar esta rosa à porta do camarim.
— Pode deixar, que eu levo.
— Nem pensar! Desculpe… Não é nada contra si. É só que esta rosa é especial.
— É mesmo?
— É como se fosse o meu coração, entende? Pus aqui todo o meu amor pela cantora.
— Estou vendo. Mas me diga uma coisa: todo esse amor e apenas uma rosa?
— Acha pouco? Uma rosa com todo o meu coração?
— Não. Acho até legal. Você conhece a cantora?
— Eu?!? Não… Acho que morreria!
— Morrer? Porquê?
— Porque se tivesse a sorte de a conhecer acho que cairia para o lado, de puro prazer.
— Estou vendo. É melhor não arriscar mesmo.
— Olhe lá, pode levar-me a rosa à cantora?
— Já ofereci, não é mesmo?
— Que bom. Não sabe como lhe agradeço. É que estão ali os seguranças e são capazes de me barrar a passagem.
— Não tem problema. Posso…
— Tome, tome. Entregue-o à Simone, sim? Fico-lhe eternamente grata. Não sabe como eu adoro aquela mulher.
— Estou vendo. Mas…
— Tenho de ir, tenho de ir. Não posso falhar este concerto, entende? Obrigada, obrigada muitas vezes.
— Não tem de quê.
— Fico mesmo muito agradecida, acredite. Mas tenho de ir, sim? Obrigada… Como se chama?
— Simone.
— Mil agradecimentos, Simone. Que giro, que coincidência. Deve ser um sinal dos céus. Obrigada, mais uma vez. Tenho de correr.

— Conseguiu entregar a rosa?
— Claro que sim. Veja lá que me apareceu um mulherzão giríssimo, que me ajudou. Assim, sem mais nem menos. Não é fantástico?
— Quem era?
— Uma tal Simone. Grande coincidência, hã?