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— Faz-me um favor? Chega-me aí o creme solar?
— Acha que é preciso? Parece-me que vai chover.
— Mais vale prevenir do que remediar. E está um solzinho agradável agora.
— Mesmo assim, acha que tem necessidade de protecção?
— Tenho uma compleição delicada.
— Tem mas é sardas que não acabam mais…
— Notam-se assim tanto? É do sol, eu sabia! Passe-me o protector.
— Mas fica com as sardas na mesma, não sei se já reparou.
— Sim, reparei. E com a consciência tranquila também.
— É assim tão importante?
— A consciência? Tem dúvidas?
— No caso das sardas?
— Em qualquer circunstância. É sempre importante.
— Bom, sempre gostei de sardas numa prima.
— Pode tirar o cavalinho da chuva.
— Até parece que tem para aí resmas de primas a gostar das suas sardas.
— O que me importa é que eu goste das primas que gostam das minhas sardas.
— Bem, está a dizer-me que não gosta de mim?
— Claro que gosto. Mas não no capítulo das sardas.
— Está a dizer que não gosta que eu goste das suas sardas?
— Pode gostar das minhas sardas à vontade. É o que estou a dizer.
— Já reparou que isso pode ser uma mensagem pouco clara?
— Pouco clara está a sua cabeça, porque a minha está claríssima. Goste ou não das minhas sardas, isso não me aquece nem me arrefece. Está claro, agora?
— Só estava a fazer conversa.
— E eu a dar-lhe conversa.