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Muito já se falou das sete maravilhas do mundo e como se essas não chegassem, elegeram-se agora as outras sete mas estas do mundo moderno. Pois que sejam.
Das invenções do homem também já muito foi dito, publicado, reflectido, questionado,  posto em causa,  gabado, etiquetado de fundamental.
Pois sim, está tudo muito bem, mas na minha modesta opinião, podem de lá vir os jardins suspensos, as pirâmides, os templos, os colossos, os mausoléus, todos a que queiram chamar maravilhas que, para mim, a verdadeira maravilha não foi nem sequer posta à votação.
A invenção da roda, do fogo, do telefone, da penicilina, da relatividade, do electrão e do protão sempre atrás um do outro, o iPhone, o avião, etc., etc., não chegam nem de perto nem de longe à maior e melhor invenção da humanidade, sendo que apostaria a cabeça ter sido uma  mulher a descobrir este fenómeno.
Eis, nem mais nem menos: O Tampão.
Desde que me lembro de quando comecei a ver as maravilhas do mundo, foi óbvio que o tampão alcançou sem qualquer dúvida ou concorrência, o primeiro lugar destacadíssimo. Muito longe e é só porque gosto muito, vem o avião mas no pódio não cabe mais nada face ao valor do medalha de ouro.
Odeio pensos, mesmo que disfarçados em saquinhos cada vez mais pequeninos, de cores mimosas, a dizer que são finos, invisiveis, tem asas, abas, são para o dia, para a noite, enfim… Percebo tanto ou tão pouco do assunto que há dias pediram-me para ir comprar e eu tive que levar o pacotinho de casa para não meter água. É que a variedade ocupa quase um corredor de supermercado.
Vem esta conversa toda a propósito do tampão sul-africano. Na altura em que foram necessários, fui ao supermercado, farmácia, sítios prováveis de encontrar os internacionais OB. De nada me valeu procurar e muito menos perguntar. Uma negra gigante meteu-me duas caixas na mão e disse que era aquilo. Olhei desconfiada, mas o nome, Lil-Let,s com uma margaridinha branca em baixo, deixou-me mais tranquila. Parecia fofinho. Por cima dizia que foram desenhados por uma ginecologista. Hum… Parecia bom, feito por quem sabe do assunto. Diziam também expandir-se suavemente de forma natural para conforto e segurança. Estava mais do que convencida, pensei, vamos a isso.
Quando abri a embalagem, pensei que tinha comprado uma caixa de cartuchos de balas perfuradoras, daquelas de calibre suficiente para matar um javali macho, adulto e difícil de se dar por achado.
Tirei um que revelou uma consistência entre o ferro e o betão armado. Não via como é que uma coisa rija como chifres se poderia adaptar e ainda mais suavemente como anunciado.
Quando retirei o invólucro transparente senti uma aspereza nas mãos que me deixou ansiosa. Parecia aquele cartão que se põe entre as garrafas para elas não se partirem, sabem como é?
Mas o pior estava  para vir. O fio, aquele delicado fiozinho de algodão que passa despercebido entre as nossas mãos, de tão suave e fofo que é, parecia ser um cordel, daqueles de atar fardos de bacalhau. Com certeza que já muitas encomendas foram entregues por este mundo fora, apertadas por fios bem mais delicados. Com um bocadinho de sorte, e em caso de necessidade, ainda me poderia ser útil para um rappel em plena montanha.
Bom, escusado será dizer que é realmente necessário estar calma, relaxada e a pensar em coisas muito boas para conseguir enfiar uma coisa daquelas. Mas, verdade seja dita, cumpre a sua missão. E bem. Para tirar… Bom… Só por muita vergonha não grito por ajuda.
E pronto, sei que não foi um post muito lúdico, mas também de coisas comuns se trata este blog. Sobretudo de coisas de mulheres.
Fiz hoje justiça ao Tampão e estou feliz por isso.
E depois ainda me vêm falar de Machu Pichu, do Taj Mahal, do Redentor……