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— Onde é que a menina julga que vai?
— Ali à épiauar beber um uisquinho. Quer vir?
— À quê?
Happy hour, pronto. Se a menina não tivesse uma costela bifa tinha entendido logo à primeira.
— Sabe que eu detesto uísque e já está a antagonizar-me para ver se vai sozinha…
— Sempre admirei a sua perspicácia.
— Não julgue que se safa assim.
— Não julgo nada. Já tinha na manga um rum e tudo para o caso de querer fazer-me companhia.
— Vai ter com alguém?
— Não preciso. Devem lá estar mais uma mão cheia de beberrolas para me fazerem companhia. Vem ou fica?
— Vou. Mas é só para aprender a não se esgueirar de casa sem me dizer nada.
— Isso é porque fico logo a pensar no trabalho que vou ter para a arrastar de volta para casa.
— Que quer dizer com isso?
— Que o rum tem o condão de lhe remover o esqueleto do corpo e depois é complicado regressar consigo nesse estado.
— Está a dizer que vou apanhar um pifo?
— Um ou dois, os que lhe apetecer.
— Vamos, então. Agora que sei que lhe vou causar esse incómodo, não posso deixar passar a oportunidade.
— Já pensou em trabalhar um bocado essa necessidade permanente de se vingar de tudo e de todos?
— Acha que posso melhorar?
— Adiante. Os drinks esperam por nós.