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natanga-2017

— Que está a fazer?
— A preparar o meu postal para o dia das namoradas.
— Hum… Um bocadinho grande, não acha?
— Acho-o pequeno para o efeito.
— Quer dizer que descobriu a sua alma-gémea?
— Ainda não.
— Mas acalenta esperanças. Estou a ver…
— Não é o que pensa.
— Então o que é?
— Estou a pensar em grande.
— Como assim?
— Cartão grande, pensamento grande.
— Só isso?
— É preciso mais?
— Se calhar não. Eu é que sou dada a coisas mais concretas.
— Não precisa de mo dizer a mim.
— Está a querer dizer-me alguma coisa?
— Não nada de especial.
— Pronto, percebi. A quem vai enviá-lo?
— Este ano resolvi esperar que o venham buscar.
— Vai ficar em casa até que apareça alguém?
— É uma estratégia tão boa como sair por aí desesperadamenta à procura de alguém.
— Nisso tenho de concordar consigo. Mas também pode organizar uma festa e logo se vê se alguém se identifica com o seu postalinho.
— Uma festa? Com as pessoas que conhecemos? Se alguém trouxer uma cara nova é porque a coisa já vai encaminhada.
— E se pedirmos que tragam uma convidada surpresa, de preferência solteira?
— Olha que subtileza…
— É melhor que nada. Acha que as primas alinham?
— Numa festa de corações solitários? Claro que alinham. Anda tudo a namorar o romance.
— Então está combinado.
— E eu a pensar que a menina estava na tanga…


newmoon-tangas

— Está a ler horóscopos?
— A devorar esta coisa da lua nova de hoje.
— Qualquer dia apanho-a a ler fotonovelas.
— Qualquer coisa que não envolva notícias é ganho.
— Nisso tenho de concordar consigo. Mas o que é isso da lua nova?
— Uma coisa especial, segundo os entendidos. Daquelas que nos muda a vida para sempre.
— E aplicações práticas?
— As que lhe quiser dar. O céu é o limite.
— Sério? Acha que posso encomendar já sushi de camarão crocante e gelado de chocolate e avelã em três bolas gigantes?
— Deixe a encomenda em aberto e aceite o que o universo tem para lhe dar.
— Hum… Um bocadinho new age a mais para o meu gosto, mas vou tentar. E o livrinho que estava a ler? Como se chamava mesmo?
— Que rodeios a menina faz para me pedir Os Cadernos da Joana Moisés
— Devem ser os efeitos da lua nova. Gostou?
— Ainda estou aluada…


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— Nada como uma tarde de cinema para festejar o Santo António.
— Não era a Antónia, a Santa?
— Para o efeito, dá no mesmo, não dá?
— Já não sei. O Santo podia arranjar-nos um moçoilo garboso para o desfile dos noivos de Santo António Lisboa.
— E quem lhe garante que a Santa Antónia não lhe arranja também um blind date com o melhor amigo de infância dela?
— Não há paz possível com tanta possibilidade…
— Há sim: um bom filminho de primas para nos alegrar o dia.
— E que Santa Abacate nos valha!
— Ainda temos? Sempre se fazia um docinho de abacate com uma pitada de açúcar, canela e vinho do Porto para depenicarmos da mesma tijela. Vamos para o sofá?


tangas-primas-zangadas

— Voltou para o sofá?
— Estou a pensar.
— É uma ocupação natural, não se preocupe.
— A menina acha que eu só escrevo aqui quando estou zangada?
— Disseram-lhe isso, foi?
— Foi. Acha que é verdade?
— O que eu acho é que não deve perder muito tempo com as opiniões dos outros. Somos todos muito opinativos sobre tudo.
— Mas acha que é verdade?
— Sim, de certa forma.
— Como assim?
— Então: esta coisa do militantismo, dos grupos de protesto e das causas surgem sempre porque pensamos que alguma coisa não está certa. Concorda?
— Concordo.
— Quando não concordamos com uma coisa, lá vamos nós tentar mudá-la, não é? Especialmente se a consideramos injusta. E lá vem a zanga, em maior ou menor dose, conforme nos sentimos mais ou menos compreendidos. Por isso, acho que sim, que nos zangamos sempre um bom bocado quando tratamos de repor a justiça.
— Hum…
— Com tanta injustiça neste mundo, andamos sempre um bocado zangados, não acha?
— Está a insinuar que cultivamos zangas?
— Até temos uma cultura em que estar zangados com montes de coisas é ser sério e responsável.
— Nisso tem toda a razão. Mas tangas são tangas…
— Tangas, humor, piadas, são zangas com verniz de boa disposição. Por baixo há sempre uma zanguinha inicial.
— Hum… Vou fazer uma sesta para ver se me passa a zanga.
— Faz muito bem. Chegue-se para lá um bocadinho para ver se a sesta chega para as duas.


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— Primeiro andamento, Solemnia Regina: uma verdadeira princesa de sangue lilás está de ouvidos postos nas mais elevadas vibrações sonoras. Só isso lhe interessa, só para isso vive. (Nota: coroa lilás)
— Que está para aí debitar?
— Segundo andamento, Nobis Regina: a verdadeira princesa lilás reserva a mente para o total controlo do que a rodeia. É a sua dádiva à Humanidade.  (Nota: coroa azul)
— Está a compor uma ópera?
— Exactamente: a La L Principesca Simphonia.
— A sério?
— Gosta do título? Já vou no terceiro andamento, Pax Regina: a verdadeira princesa reina em paz e harmonia; nada perturba a influência divina da sua verdadeira natureza. (Nota: coroa verde)
— Acho que essa Regina lhe deu a volta à cabeça…
— Não me distraia. Quarto andamento, Regina Luminosa: a inspiração e a luz estão na verdadeira princesa, que com ela espalha a alegria e a vontade de viver por todas nós. (Nota: coroa amarela)
— Valha-nos Santa Luzia, igualmente luminosa…
— Quinto andamento, Regina Prospera: a verdadeira princesa lilás não conhece senão o êxito, a abundância, a felicidade. (Nota: coroa laranja)
— Minhas deusas, isto complica-se…
— Sexto andamento e gran finalle, Regina Apoteotica: o sangue lilás transporta consigo a força das realizações maiores, a cereja em cima do bolo. Salvé! (Nota: coroa vermelha)
— Sublimação conseguida, hã?
— Gostou?
— Tenho ali uma caixa inteira de paracetamol. Vou buscar-lhe um copo de água.
— Vá é buscar-me uma compositora, que preciso de muita música para este libreto.
— Precisa é de juízo nessa cabeça. E compressas frias.
— Sempre desconfiei da cor do sangue das suas veias…
— Como diz?
— Esse lilás anda a desbotar para o rosé?
— Quer ir dormir para o sofá hoje?


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Deneuves, Madonnas, DeGeneres, Fosters, Mercurys, princesas, princesas, princesas. O sangue lilás corre quase discretamente nas veias de milhões, da América à Europa, da África à Ásia e à Austrália. Rios serpenteantes de fascínio e histórias de encantar. Princesas de todo o mundo a iluminar a vida e a imaginação de todas as primas.
— A menina está a delirar?
— Claro que não.
— Está a pôr-se em bicos dos pés e a arranjar uma elite acima de todas as comuns mortais?
— Também não.
— Então?
— Estou apenas a aproveitar a fortíssima vibração da corrente lilás que nos inebria de vez em quando.
— E isso é uma coisa boa?
— Claro que é. Qualquer sentimento de pertença e união é benéfico. Eleva a mente e o corpo.
— Está a ter uma epifania lilás?
— Das mais puras. A exaltar o que de melhor existe em nós.
— Primas de todo o mundo: uni-vos que ela está de volta!
— Correcção: princesas! Ámen.


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— Leva assim tanto tempo a escolher uma camisa?
— Não sei qual me fica melhor.
— Haja paciência. Que bicho lhe mordeu? Não era a menina que ficava à porta a perguntar quando é que me despachava?
— Só quero ter a certeza de que estou apresentável.
— Hum… Cheira-me a passarinho novo.
— Cheire o que quiser. Azul ou branco?
— Gosto mais de a ver com a preta.
— Levo a verde.
— Uma decisão, finalmente. Quem é ela?
— Há-de ter muito que ver com isso…
— Vai ter de se confessar, mais tarde ou mais cedo.
— Que seja mais tarde, então.
— Isso nem parece seu. Ela é casada?
— Deixe-se de disparates.
— Pronto, é. A menina não tem juízo nenhum.
— Comparada consigo e com todas as outras pessoas que caem no mesmo?
— Tem razão. Só quero que saiba que estou aqui para a apoiar.
— Não é o que dizemos todos? E alguma vez viu resultados?
— Mudança de planos: vamos tomar copos até não nos lembrarmos mais desta conversa. A não ser que prefira ficar sóbria para não perder pitada do sofrimento que lhe está reservado.
— Vamos lá para os copos e não se fala mais disso.
— Só mais uma coisinha: sabe quantas ressacas já tive de aguentar à conta dos seus desastres amorosos?
— Está mesmo a precisar de afogar essas memórias…


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— Já tomou as suas resoluções para este ano?
— Todas.
— Pode saber-se quais são?
— Hum… Está bem, pode.
— E?
— A primeira é viajar bastante.
— Parece-me bem. Para onde?
— Qualquer lado serve.
— Como assim?
— Vou seguir a inspiração do momento.
— Isso é outra resolução?
— Pode dizer-se que sim.
— Viajar e seguir a inspiração do momento. Parece-me bem. Mais?
— Ver-me livre das suas perguntas.
— Essa é a sua batota anual por cumprir. Adiante.
— Saber quais são as suas resoluções.
— Nenhuma. Vou improvisar.
— Isso também é a sua batota habitual.
— Estou a ver que fica tudo na mesma…
— Pois… As mudanças não são para todos.


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— Não há nada como uma soneca tranquila à beira-mar.
— Se a menina o diz…
— Não partilha da mesma opinião?
— Não. Gosto mais de estar aqui a sondar as babes nas proximidades.
— Hum… É minha impressão ou não há tantas babes assim?
— Vai ver que é da crise…
— Isso é que está mal. A crise económica compreende-se. A das babes é que não se admite.
— Concordo em género e espécie. Já viu aquele biquíni azul-céu?
— Céu, água ou turquesa?
— Deixe as abstracções e concentre-se na coisa material.
— Material, infernal, divinal…
— Que mania a menina tem de complicar tudo. Vou lá meter conversa.
— Se ela for mais do género contemplativo, diga-lhe que ainda há aqui uma toalha zen.
— Já deve estar com uma insolação…

Desenhos Tangas

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