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az-si-2016

Capa da Sextante baseda numa obra de Tim Madeira e Ana Zanatti; fotografia da autora de Inácio Ludgero

A primeira razão para se ler O Sexo Inútil, de Ana Zanatti, é a facilidade com que se começa e acaba a leitura. Alguns livros, como este, têm o condão de nos manter suficientemente interessados para não descansarmos enquanto não chegamos ao fim. Não se assustem, pois, com o facto de ser um ensaio, e longo, porque se lê como um romance, embora não o seja. A autora é uma grande contadora de histórias e demonstra-o aqui muito bem.

A segunda é por ser um livro que se pode dar a ler a qualquer pessoa. Sem receio de chocar ninguém , porque tudo é dito muito directamente, mas sempre de forma muito correcta. “Apesar do meu fraco apelo por experiências radicais, a minha natureza que tende para a harmonia, a conciliação e a paz, perante a liberdade ameaçada reage explosivamente. Era assim e assim se mantém.” (pp. 464), escreve a autora. A sua explosão surge, no entanto, da honestidade interiorizada, não da defesa que despoleta o ataque gratuito.
Ana Zanatti diz tudo o que deve ser dito, sem afrontar ninguém. Não se esquece de ver o outro lado e evita os julgamentos de valor que não passam também de preconceitos. E esta é a terceira razão para ler o seu livro.
Outra boa razão (quarta) para meter o nariz nesta não ficção é o facto de fazer um bom apanhado de todos acontecimentos que promoveram a visibilidade e os direitos lgbti em Portugal e lá fora, assim à laia de história muito breve. As notas são informativas, extensas q.b. e não perturbam a leitura. Além disso, a autora adiciona inúmeras referências a escritores e obras com excelentes contributos para alargar os nossos horizontes como leitores e como seres humanos interessados em fazer da vida uma experiência com sentido.
Depois, cada capítulo tem o título de um filme, o que nos obriga a pensar numa maratona cinéfila de livro na mão, a viajar pelas pequenas e grandes inspirações que deram origem a uma classificação desse tipo. Sugestivo e a adicionar como quinto motivo para se ler este livro.
O fio condutor de todo o trabalho é a longa troca de correspondência com uma jovem cujos problemas cativaram a atenção da autora. É fácil a identificação do leitor com inúmeras experiências de ambas. Mais fácil ainda se percebermos como determinadas posturas são comuns a todos nós e não se restringe ao âmbito da orientação sexual. Sexto motivo do interesse desta obra.
Por fim, destaque para a compaixão implícita nas suas quinhentas e muitas páginas. No sentido do amor pelo outro e por um honesto esforço para o entender. Na correspondência, nas entrevistas feitas com homossexuais e familiares, e nas reflexões da autora.
A mudança em nós não se dá sem o contributo dos outros e, só com essa transformação pessoal podemos almejar um comportamento diferente dos que nos rodeiam. A discriminação com base na orientação sexual é apenas mais um pretexto para conformar a nossa liberdade aos limites de crenças insensatas, que surgem de escassas ou inexistentes reflexões sobre o que pode ou não pode acontecer na nossa vida.
O sexo inútil é, por todas as razões acima, um livro útil para quem não se conforma e mantém dentro de si a noção que tudo pode ser melhor se amadurecermos ideias mais correctas sobre o que é realmente a nossa liberdade como indivíduos e como sociedade. Com honestidade e senso comum, como nos sugere Ana Zanatti.
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OS CADERNOS DE JOANA MOISÉS - CAPA (3)-SINGLE

— Já está nas leituras de verão? Que livro é esse?
— Um romance de primas em 258 páginas.
— Parece interessante. Está a gostar?
— Bastante. Está escrito na primeira pessoa, como se fosse um diário, mas sem uma sequência cronológica. Como se a protagonista se fosse lembrando de episódios da sua vida.
— Hum… E quem é essa personagem?
— A Joana Moisés do título, uma jornalista. Os capítulos vão de 1973 até 2009, e passam-se em Moçambique, Lisboa, Cascais, Londres e Andorra.
— Tudo isso?
— As histórias são rápidas. E algumas bastante divertidas. Nem se dá conta das páginas que ficam para trás.
— Cenas explícitas?
— Algumas. Afinal, isto é um livro de temática lésbica.
— Quantos capítulos?
— Vinte e sete, com referência aos anos em que se passaram, e a maioria com o nome das pikenas que os protagonizaram.
— Então a protagonista não é a Joana Moisés?
— É, claro. Mas depois vai-se envolvendo com as outras pikenas, que têm direito a um ou mais capítulos cada uma, conforme a importância e os detalhes de cada relação. Outros são experiências por que passou, descobertas e por aí fora.
— Acha que a autora se autobiografa aí?
— Na nota introdutória diz que não.
— E é conhecida?
— Nem por isso. Jornalista, com mais umas publicações, poemas, histórias para crianças, contos, blogues.
— Houve lançamento?
— Ainda não. O prefácio é do Albino Cunha, da Janela Indiscreta, que produz o Queer Lisboa.
— Parece-me bem. Despache-se lá a ler isso para eu lhe deitar uma vista de olhos.
— Não se preocupe, porque estou morta por saber com qual é que ela fica no fim.
— Depois dessa agitação toda, devia era virar celibatária…

(Os Cadernos de Joana Moisés, de Marita Moreno Ferreira, rumoresdenuvens edições)

Um bocadinho de educação sexual, para variar e para informar 😉


Na Contramão_capa

Romance de estreia de Marisa Medeiros, brasileira radicada em Portugal há seis anos, Na Contramão é um romance de temática lésbica com a chancela da Zayas Editora. O livro foi lançado em 2010, no Queer Lisboa, com apresentação de Ana Pinheiro.

Tangas Lésbicas (TL): Há quanto tempo escreveu Na Contramão?
marisa faceMarisa Medeiros (MM): Foi escrito no final de 2008 e levou três meses a nascer. Depois foi para a gaveta com os outros.
TL: Quer dizer que já escreve há muito tempo?
MM: Sim, desde os doze anos.
TL: Que tipo de textos?
MM: Os mais variados, desde poemas a comédias dramáticas. Tudo muito ligado à imagem, muito visual. Para o teatro, sobre a história do Brasil, por exemplo.
TL: E que história conta Na contramão?Na contramão_ contracapa 001
MM: A protagonista, Angelica, conta a sua história sem pudores, sobre a sua trajectória pessoal, coming out, relação com drogas, álcool, as suas reacções e a aprendizagem que faz através das suas vivências, em busca da sua identidade. É uma coisa muito comum, infelizmente, as pessoas sentem que não se ‘encaixam’.
TL:  Não se encaixam onde?
MM: Sentem-se deslocadas, diferentes e desfasadas das suas as expectativas e das expectativas dos outros. Em nenhuma altura Angélica escolhe as drogas e o álcool por ser lésbica. E procuro sempre, na minha escrita, falar sobre o conflito interno do ser humano, independentemente dos rótulos.
TL: E onde decorre a história do livro?
MM: Em qualquer metrópole e pode acontecer no coração de qualquer ser humano.
TL: Tem um fim feliz?
MM: Obviamente. Para que serviria a Arte se não para mostrar que a vida é feita de escolhas? Por que não mostrar um caminho?
TL: Entretanto surgiu outro livro, certo?
MM: Mais três. Depois do naufrágio, editado pela Metanoia, no Brasil. E em fase de acabamento, Laços, que espero lançar também com a Zayas. O quarto é o Ciranda encantada, que fecha o ciclo destas quatro histórias, que estão interligadas. Fazem parte de um projecto a que chamei Mulheres Indiscretas. Cada livro tem uma estrutura de escrita diferente.
TL: Que razões a levariam a recomendar o seu livro às pessoas?
MM: É um livro que tem ritmo, ingenuidade, ilusão e não é muito fantasioso, apesar de ser ficção.

Também nós, no Tangas, recomendamos às primas este título da Marisa, que podem adquirir através do site da editora, pedindo-o por email e levá-lo de férias para ler na praia e em boa companhia.
Se quiserem melgar a autora com perguntas, façam o favor, aqui nos comentários ou para o email tangaslesbicas@gmail.com. As três melhores perguntas, feitas pela mesma leitora, têm direito a um exemplar do livro oferecido pela Ana Pinheiro, da Zayas Editora.


filmeslesbicos

Filmes Lésbicos no Blogspot.com

— Vamos ao cinema?
— Hum… Está a apetecer-lhe um filme?
— Não desses. Dos das pipocas e refrigerantes.
— Há algum de primas em cartaz?
— Acho que não. Mas encontramos com certeza uma história de amor.
— Apetecia-me mais um filme de primas.
— Então temos de passar num videoclube.
— Vamos lá. Pergunto eu?
— Não pode ser sempre a menina. Hoje faço a pergunta da prateleira dos filmes lésbicos e a menina desfaz as explicações, pode ser?
— Com certeza. Adoro sessões duplas.


Cidadania Sexual Lésbica em Portugal

Recebemos este convite:

Convidamos as pessoas interessadas a assistir e participar no Seminário Internacional Cidadania Sexual das Lésbicas em Portugal e Espanha onde serão apresentados e devolvidos à sociedade os resultados do Projeto Cidadania Sexual das Lésbicas em Portugal: experiências de discriminação e possibilidades de mudança (ref: PIHM/GC/0005/2008) https://sites.google.com/site/cidadaniasexual
Este seminário integra especialistas portugues@s e estrangeiras que irão discutir estas matérias e debatê-las com o público durante os dia 17 e 18 de Janeiro, 2012 no Centro de Cultura e Intervenção Feminista/UMAR, Lisboa (localização Google maps: http://g.co/maps/jsh9m).
A inscrição é gratuita e deverá efectuada por email até ao dia 13 de Janeiro (email:cidadanialesbicas@gmail.com )

Organização
Projeto Cidadania Sexual das Lésbicas em Portugal (ref: PIHM/GC/0005/2008). Centro de Investigação em Psicologia da Universidade do Minho
CEMRI – Centro de Estudos para as Migrações e Relações Interculturais /Universidade Aberta
Financiado
FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia e Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género

Apoio
UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta / CCIF – Centro de Cultura e Intervenção Feminista

Apesar das mudanças positivas ocorridas no nosso país no que diz respeito às populações LGBT, e da igualdade perante a lei (artigo 13º da Constituição da República), as lésbicas ainda são invisíveis quando comparadas com a população homossexual masculina.
Debater a cidadania sexual das lésbicas em Portugal é de extrema importância dada a ausência de estudos dedicada a uma população muitas vezes ignorada e silenciada por instituições públicas, desde os organismos governamentais à escola pública.
Assim, pretendemos dar visibilidade à cidadania sexual das mulheres lésbicas em Portugal, tornando evidente o cruzamento entre as categorias de género e de orientação sexual.

Vão lá e inscrevam-se, informem-se e apreciem 🙂



O Queer Lisboa, que assinala este ano a sua 15ª edição, vai apresentar este interessante filme basco(80 dias), legendado em inglês. Nos dias 17 e no dia 18, às 22h00 e às 17h00. A sessão é no São Jorge. Não percam a programação, de 16 a 26, que podem consultar na página do festival: QueerLisboa15.


Fica o link: http://filmeslesbicos.blogspot.com



Se gostam de teclar e namorar online, experimentem o lgbt-spot, um chat novo 🙂


All rights reserved © Tangas Lésbicas

Pedido para as primas com uma carreira profissional que vivam e trabalhem na zona de Braga: se quiserem participar de um estudo (anónimo, claro), a levar a cabo por um grupo universitário, sobre as circunstâncias do vosso percurso, contactem-nos: email.

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